Discografia

Dois dedos de prosa com Teti

IMG_7621Convidada pela Caixa Cultural para homenagear os 40 anos do disco Meu corpo minha embalagem todo gasto na viagem, a cantora Teti conversou com o DISCOGRAFIA sobre sua história e seu momento. Confira:

DISCOGRAFIA – Como vai ser o show da Caixa?

Teti – Começa com uma conversa, onde já vamos apresentar algumas músicas. No show mesmo, vamos apresentar todas as músicas do disco com os arranjos do Manassés e do Cristiano Pinho. E também vamos cantar algumas músicas, que estão fora do disco mas que estão inseridas (no contexto), como Sina, do Fagner e Ricardo Bezerra, com letra do Patativa do Assaré.

DISCOGRAFIA – O que te vem à cabeça quando canta essas músicas?

Teti – Na época da gravação (original), eu só abria a boca e cantava. Eu não tinha interpretação. Era uma voz muito cristalina, muito bonita. Mas hoje eu canto com interpretação maior e com uma calma, uma paz de estar cantando. Mais ainda por estar acompanhada de pessoas como Manassés, Pedro Rogério, Rodger.

DISCOGRAFIA – Você é um nome mais discreto dessa geração, aparecendo apenas em momentos pontuais. O que te faz sair de casa para cantar?

Teti – Alguma coisa que me emocione, que valha a pena. Esse convite, por exemplo. Essa coisa de sair pra barzinho, além de não ter mais idade, energia, essa minha época passou. Eu sou mais tranquila. Gosto muito de estar em casa. Quando acho que vale a pena, isso é o que faz a Teti sair de casa. Dia 17 de janeiro, por exemplo, vou fazer um show no Estoril, parecido com o que o Rodger fez.

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DISCOGRAFIA – O Pessoal do Ceará é um dos discos mais importantes da nossa música. Você acha que ele teve a atenção merecida desses 40 anos?

Teti – Estou muito feliz com essa homenagem por que é a nossa memória que está sendo resgatada. Existem vários universitários, alunos de colégio que me ligam querendo informação, pedindo dicas. Tem muita coisa pra ser mostrada. Isso é bom por que vai resgatando também os que vieram antes, como Lauro Maia. E esse trabalho de resgate já vem de um tempo. Esse ano veio mais forte. Dos 30 aos 40 anos, foi de uma importância para abrir trilhas pras pessoas que vieram depois da gente.

DISCOGRAFIA – Seu nome é sempre citado como uma das referências da música cearense. Você se sente assim?

Teti – Tem muita coisa boa acontecendo de instrumental, compositores, cantores. Eu me sinto mãe de todos. Cada uma que aparece, é uma alegria. É uma continuação que vai mostrando o que a gente fez. Eu tenho inclusive participado em trabalhos coletivos, coisas lindas, maravilhosas. Essa troca de energia é muito importante.

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