O aumento dos casos de violência entre estudantes em cidades menores reforça a tese da banalização da violência escolar. A avaliação é de Sérgio Kodato, professor de psicologia social e coordenador do Observatório da Violência da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

Em escolas que recebem investimentos e são modernizadas, a atitude dos alunos tende a ser diferente, diz o especialista. Para ele, os casos registrados em escolas de cidades pequenas devem ser vistos como um problema de toda a sociedade e não apenas da comunidade escolar e dos alunos envolvidos.
No Ceará, a maioria das ocorrências registradas na Delegacia do Adolescente em Conflito diz respeito a ameaças e agressões físicas e verbais, e 60% delas são envolvendo adolescentes apontadas como acusadas ou vítimas. As meninas lideram o ranking dos registros de ocorrências de ameaças e de confusões em escolas.
O que fazer para minimizar a situação? A mídia tem um papel importantíssimo nessa orientação, assim como a escola e a família. Temos que rever nossos comportamentos, vocabulários e atitudes para provocar uma mudança geral, radical mesmo, já que o assunto é de responsabilidade de todos nós.
Violência não pode mais gerar violência. Temos que dialogar. Esse é o caminho.