Educação

MEC não quer se envolver em polêmica de livro

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O Ministério da Educação (MEC) informou que não se envolverá na polêmica sobre o livro com erros gramaticais distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático a 485 mil estudantes jovens e adultos.

O livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloísa Ramos, defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos “certo e errado” por “adequado ou inadequado”.

A partir daí, frases com erros de português como “nós pega o peixe” poderiam ser consideradas corretas. “Não somos o Ministério da Verdade.

O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo. Já pensou se tivéssemos que dizer o que é certo ou errado? Aí, sim, o ministro seria um tirano”, afirmou um auxiliar do ministro Fernando Haddad, pedindo para não ser identificado.

Fonte: O Globo (RJ)

15 Comentários

  • Ana Maria Dias disse:

    Sou professora de Língua Portuguesa- cerarense lecionando em SC. e cada dia fica mais complicado dizer aos alunos que conceito temos de certo e errado, afinal fala-se de um jeito escreve de outro, mudam as regras de gramática, e o mais incrivel o MEC, não sabe, sei lá se quer ou o que dizer sobre o assunto. Tenho orgulho da minha profissão,no entanto, fica a pergunta, já feita por um cantor. Que pais é este ou seria esse? Ao escrever não me preocupei com a norma culta afinal o MEC, também não está se preocupando. Se não fosse trágico seria cômico.

  • Ana Maria Dias disse:

    Sou professora de Língua Portuguesa- cearense lecionando em SC. e cada dia fica mais complicado dizer aos alunos que conceito temos de certo e errado, afinal fala-se de um jeito escreve de outro, mudam as regras de gramática, e o mais incrivel o MEC, não sabe, sei lá se quer ou o que dizer sobre o assunto. Tenho orgulho da minha profissão,no entanto, fica a pergunta, já feita por um cantor. Que pais é este ou seria esse? Ao escrever não me preocupei com a norma culta afinal o MEC, também não está se preocupando. Se não fosse trágico seria cômico.

  • João Paulo macêdo disse:

    A AUTORIDADE MÁXIMA DO PAÍS EM EDUCAÇÃO, SE NÃO RESOLVE ESSAS COISAS MAIS SIMPLES, ENTÃO PRA QUE PESTE É QUE SERVE O MEC?

  • João Paulo macêdo disse:

    APROVEITEM PESSOAL, E VEJAM OD ESABAFO DE UMA PROFESSORA, OLHEM OS DEPUTADOS TUDO CALADINHOS: http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA&feature=player_embedded

  • CLÉCIO OLIVEIRA disse:

    Assim, então, vamos acabar com esse mero cabide de empregos, difusor de antagonismos, e ‘fazedor de novos ricos’, em que se tornou o MEC, nas mãos de Lulla, PT & Cia. Ltda.!

    Afinal, querer transformar o linguajar lullista em língua padrão ou oficial é, para se dizer pouco, um verdadeiro absurdo!

    Já não bastava o acolhimento, sem questionamentos e oitivas dos docentes, do malfadado Novo Acordo Ortografico da Língua Portuguesa, coisa que, nem a pátria-mãe, os nossos patrícios, ainda deu guarida!

    Será que esse imbecil do Haddad está querendo se transformar numa espécie de Ivan Illytch, às avessas e de terceira classe?
    Pois, com a adoção de ‘obras’ e pensamentos dessa espécie, não mais se necessitará de escolas, para se “desaprender” a norma erudita e oficial e a língua culta!

  • joao eudes amancio da silva disse:

    Assim sendo , para que conjugação verbal, o importante é comer o peixe, e sozinho.

  • I FESTIVAL INTERCOLEGIAL DE POESIA ESTUDANTIL

    MINI-REGULAMENTO

    1- OBJETIVOS

    1.1- Levar para as Escolas Públicas e Privadas um Projeto de Leitura e Escrita;
    1.2- Colaborar no processo de pernanência e sucesso dos estudantes na Escola;
    1.3- Descobrir e dar oportunidade de surgimento de novos talentos, através da Poesia;
    1.4- Incentivar e publicar a produção literária dos estudantes;
    1.5- Formar leitores conscientes e críticos;
    1.6- Popularizar e desenvolver no meio estudantil o gosto pela poesia.

    2- PÚBLICO ALVO:

    2.1- Estudantes regularmente matriculados e com frequência NORMAL nas Escolas Públicas e Particulares
    do Estado do Ceará;

    3- DAS INSCRIÇÕES

    3.1.- Cada estudante poderá se inscrever, GRATUITAMENTE, sob pseudônimo, com até 03 (três) POEMAS INÉDITOS em
    05 (cinco) vias digitadas. Os originais não serão devolvidos;

    3.2- Os estudantes poderão se inscrever, COM ATÉ 03 ( TRÊS ) TRABALHOS, nos seguintes níveis:

    ** Fundamental. I ( até o 5º ano )
    ** Fundamental II ( 6º até o 9º ano )
    ** Ensino Médio, ( 1º ao 3º ano );

    3.3.- As inscrições poderão ser feitas até às 18:00 h do dia 30 de junho de 2011, na SECRETARIA DE SUA ESCOLA, ou para GRUPO CHOCALHO – Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128 – Centro – Fortaleza – Ceará, CEP 60.020-030. Nesse caso a data impressa no envelope, pelos correios, será o comprovante do cumprimento do prazo. Trabalhos, fora do prazo serão desclassificados. Os poemas deverão ser assinados por pseudônimo e em outro envelope separado deve conter os dados do Autor, como: Nome Completo, Endereço Completo, E-mail, telefones, nome da Escola com Declaração confirmando que o aluno está REGULARMENTE MATRICULADO E COM FREQUÊNCIA NORMAL.

    4 – DA SELEÇÃO E PRÊMIO

    4.1- A Comissão Julgadora selecionará os 100 ( CEM ) melhores poemas, que farão parte do livro I ANTOLOGIA DE POESIA
    ESTUDANTIL;
    4.2- Entre os 100 ( CEM ) poemas, serão selecionados 18 ( DEZOITO ) poemas: 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental I ; 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental II e 06 (SEIS ) do Ensino Médio, para a GRANDE final que se realizará no dia 25 de julho de 2011 ( DIA DO ESCRITOR ), em local e horário a ser definido pela COORDENAÇÃO DO FESTIVAL. Nesse mesmo dia será
    lançado o LIVRO-PRÊMIO. Os 03 ( três ) primeiros colocados em cada nível receberão prêmios ( TROFÉUS, LIVROS, PRÊMIOS DOS PATROCINADORES, ALÉM DE DIPLOMAS );
    4.3- Todos receberão DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO.

    5- A COMISSÃO JULGADORA

    5.1- A COMISSÃO JULGADORA será formada por pessoas de destaque em nossa vida literária ;

    6. – OS CASOS OMISSOS SERÃO RESOLVIDOS PELA COORDENAÇÃO DO FESTIVAL;

    MAIS INFORMAÇÕES:

    GRUPO CHOCALHO
    E-MAIL grupochocalho@yahoo.com

    BLOG DO GRUPO CHOCALHO
    http://grupochocalho.blogspot.com/

    ————————————————————————————————

    PROFESSOR AURIBERTO CAVALCANTE – ( 85 ) 91 42 31 95
    E-MAIL auribertocavalcante@ig.com.br

    BLOG DO AURIBERTO CAVALCANTE ( falAÇÃO )
    http://auribertoeternochocalheiro.blogspot.com/

  • JOÃO TELES disse:

    Mesmo Deus! Quanto desconhecimento de Linguística!

  • Joseton disse:

    Me parece que a mídia e alguns professores de português querem difundir a ignorância.
    A sociolinguística prega o fim do preconceito linguistico ao assumir que existem variantes da lingua. Além disso, ela reafirma que o professor nunca deixará de ensinar a norma culta.
    Esse alvoroço sobre o livro que estou vendo me lembra uma frase, cujo autor não me recordo: “Para ganhar um inimigo, basta querer mudar alguma coisa.”

  • Jarbas Bauer Almeida de Azevedo disse:

    que vergonha! Estamos no período de desconstrução, em que o que é certo é errado, e o que é errado, é certo. Temos mais quatro anos de PT, o que significa que vem mais porcaria, desmanche, idiotice por ai

  • gilardo disse:

    Toda essa falação de Língua correta, errada isso é de só menos importância. A educação brasileira está pedindo uma reformulação conceitual não em faltos pontuais, mas no seu todo. Está claro que o modelo de educação oferecida não responde aos anseios, ao novo modo de Ser dos jovens brasileiros, a educação nos moldes atuais não atrai, não motiva, não resolve o problema nem cultural,nem econômico. O erro começa na formação universitária totalmente desatrelada da educação básica, sem prática, sem conhecimento real do que o educador irá encontrar no seu cotidiano. Daí considero senão perca de tempo essa discussão pontual, pelo menos inapropriada. A questão é bem mais complexa, a lei pela lei não resolve nada, o que é verdade é que existem dois modelos de escola: Um que prepara para o mercado capitalista, para as posições de mando na estrutura social capitalista brasileira e outra que tenta preparar para a mão de obra barata e para o suposto exercíco da cidadania. Cidadania aqui é entendida como adequação social a pirâmide social brasileira, excludente, castradora de direitos e liberdade de pensamento e ação.(alguns dizem que não é mais pirâmide e sim um losango social) na minha igonorância é outra falácia. Os modelos de escola integral com ensino médio regular e profissional técnico, não faz nenhuma coisa nem outra. Na sociedade do conhecimento, da informática, existem milhões de atrativos fora da escola, dos quais a maioria dos professores não tem como se apropriarem por pura falta de dinheiro e de tempo, já que são submetidos a jornadas extenuantes de 12 horas em sala de aula, e quando dão a famigerada formação de professores é míope, direcionada para anseios particulares dos gestores e não da comunidade escolar. É preciso dar autonomia as escolas, para que elas chamem a comunidade do seu entorno, pais, jovens, igrejas, professores, gestores, e se faça um plano político pedagógico a partir das necessidades reais dessa comunidade, quer sejam de emprego e renda, ou pessoais, culturais, etc. É necessário reconhecer que existem os grupos não só etnicos, mas também novas manifestações de existenciais da juventude como: Emos, Góticos, entre outros e que a escola não pode simplesmente fingir que eles não existem. Se faz premente também deixar claro se existem mesmo dois tipos de escola,(e existe) para que a conscientização disso possa fazer a diferença quando da formação dos valores da nova sociedade que está aí, aliás bem problemática, onde a noção de pública muitas vezes mais atrapalha do que ajuda. Afinal vivemos a mais perfeita demagogia, passa-se a idéia de que todos tem direitos, quando apenas uma minoria secular os tem e a escola é repassadora dessa ideologia, só que mesmo os jovens empobrecdos tem consciência, embora sem muita clareza, de que a coisa não é bem assim.

  • Paulo Vidal disse:

    Meus pais nunca passaram do ensino primário, hoje, chamado ensino fundamental, pela absoluta falta de oportunidades, à época. Minha mãe, embora falasse “nós pega o peixe”, não quis que seu filho seguisse o mesmo caminho e fez questão de acompanhar os meus estudos. Hoje, mesmo com todas as dificuldades, esforço próprio e, sobretudo, pela valorização de uma mãe sem instrução, da importância da educação para uma criança, sou formado e procuro corrigir, dentro do possível, minha filha de 9 anos, ensinando-a o falar, dentro de uma forma, pelo menos, razoável. Prezado Ministro Haddad e professora Heloisa Ramos: respeitar a cultura e o linguajar da maioria da população e suas origens é dever de todos nós, que tivemos a oportunidade de estudar e também de buscar conduzir nossos patrícios, que como nós, também têm o direito ao acesso ao ensino formal. Como dizia Paulinho da Viola “não me alterem o samba tanto assim”. Primar pela norma culta da língua portuguesa não é crime, nem preconceito com o falar errado. Respeitem “Machado de Assis”, “Carlos Drumond de Andrade”, “Fernando Sabino”, “Chico Buarque de Holanda”. Por fim, respeitem minha mãe.

  • Suponho que a pessoa leu algo sobre linguística, mas não compreendeu, já que mostra a língua como heterogênea, com suas variações, mas não orienta quem estuda a optar por uma variação vulgar e sim, a padrão. Não é à toa que a UNESCO utiliza a expressão “ANALFABETO FUNCIONAL”, justamente para quem não compreende o que lê..

  • José Carlos disse:

    O trabalho de desconstrução da escola pública de qualidade começa por atos desse tipo. Afirmar que não existe o certo e o errado em nossa lingua pátria, especialmente para alunos da escola pública, implica na aceitação e a diferenciação da esfera pública e privada, pois enquanto o aluno da privada verá todos os aspectos normativos da língua portuguesa, o da pública verá teoria de um só autor que o incentiva a manejar a palavra como se fosse uma obra de arte modernista e subjetiva. triste destino para muitos !

  • Douglas Cardoso disse:

    os que estão criticando o livro sem ler são analfabetos funcionais e mal intencionados…

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