Festa junina de escola com barracas patrocinadas, propaganda de brinquedo na TV com personagem de desenho, embalagem de xampu em formato de super-heróis… Completam-se dois meses desde que uma resolução de um conselho ligado à Presidência da República determinou que qualquer publicidade para crianças, inclusive em embalagens, é abusiva.

Propagandas de produtos infantis podem existir, desde que dirigidas a adultos. De lá para cá, o que mudou nas prateleiras de lojas de brinquedos e nos intervalos das TVs infantis? Nada. Mas, se para os olhos de pais e crianças a resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) ainda não trouxe consequências, nos bastidores políticos ela jogou álcool em brasa.

Faz mais de uma década que esse é tema de disputa acirrada – afinal, calcula-se que o mercado de produtos infantis movimente mais de R$ 50 bilhões por ano no País.

De um lado, ONGs ligadas aos direitos da criança tentam aprovar restrições e até vetos legais à publicidade. De outro, o mercado publicitário defende que o controle sobre propagandas abusivas deve se dar por autorregulamentação – desde 2006, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) cumpre esse papel.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Valeska Andrade

Formada em História pela Universidade Federal do Ceará e em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará. Especialista em Cultura Brasileira e Arte Educação. Coordenou o Programa O POVO na Educação até agosto de 2010. Pesquisadora e orientadora do POVO na Educação de 2003 a 2010, desenvolveu, entre outras atividades, a leitura crítica e a educomunicação nas salas de aula, utilizando o jornal como principal ferramenta pedagógica. Atualmente, é professora de história da rede estadual de ensino. Pesquisadora do Maracatu Cearense e das práticas educacionais inovadoras. Sempre curiosa!!!

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