Educação

Orgulhosamente apresentamos: Companhia Laguz de Circo e Teatro!

Chegamos ao sétimo mês do ano. Um período que transbordou incertezas, angústias e perdas. Mas que trouxe uma grande oportunidade também: a de se reinventar! O cuidado com o outro e consigo mesmo foi essencial para que pudéssemos atravessar momentos de solidão e de confinamento obrigatório!
A palavra solidariedade foi (está sendo) exercida com cuidado e respeito pela Companhia Laguz Circo e Teatro Intinerante. Como bons observadores da realidade, Felipe Abreu e Romina Sanchez continuaram seus projetos realizados na Companhia, possibilitando um novo olhar através da arte. Eles levam para as casas a generosidade no olhar, a compreensão de entender o espaço do outro, a caridade em dividir o tempo, as ideias, o trabalho e a bondade nesses tempos tão difíceis, diferentes.

Companhia Laguz de Circo e Teatro

A palhaça Burbuja e o palhaço Suspiro chegam de mansinho convidando a todos para o espetáculo. Educar os olhares e os ouvidos é necessário para sentir a música e receber mais do que o kit dos dedoches que acompanha o espetáculo, mas para entender que a magia, a alegria e a surpresa devem ser constantes, em qualquer época da vida.

Burbuja e Suspiro com o kit Laguz

O Blog Educação conversou com a Laguz e te convida agora para conhecer um pouco mais do trabalho e do encantamento que eles espalham.
Blog Educação – Conta um pouco da história de vocês?

Laguz – O grupo é formado por Felipe Abreu (Brasil) e Romina Sanchez (Argentina). A Companhia pesquisa o circo, o palhaço e a palhaça explorando a comicidade nas técnicas circenses.Criamos a companhia em 2013 e temos como forte característica a itinerância. Realizamos vários projetos, dentre eles: “Se Essa Praça Fosse Minha” que viajou durante 8 meses em um fusca, saindo de Florianópolis/SC até Fortaleza/CE. Visitamos  várias cidades do Ceará em outro projeto chamado “O Riso Vai de Fusca – Ceará.” Levamos  ainda ao Ceará e a Bahia o projeto “Travessia Laguz”. Além das andanças pelo Brasil, a Companhia fez parte de várias programações culturais e festivais internacionais de teatro e circo, levando a sua expressão artística para todas as pessoas.  O grande objetivo é revelar o  lado mais humano através da arte. Compartilhar com as pessoas o valor da vida, resgatar  a magia e a liberdade da infância através do riso. 

 

Blog Educação Qual a importância da arte para a família? Agora que vocês estão visitando em vez de serem visitados?

 

Laguz – A nossa arte, por ser o circo, a palhaçaria, sempre busca os mais diversos espaços, vamos aonde o público está. Devido a situação da pandemia, percebemos que as pessoas de forma geral buscaram se refugiar na arte. Mas como vem sendo de forma digital, pensamos que  ver o palhaço e a palhaça, mesmo que de longe, no conforto de suas casas, poderia ser uma grande ideia. No final, gerou uma grande emoção.

 

Blog Educação – Como é o projeto?

 

Laguz – As pessoas contratam o serviço da Companhia e vamos entregar um kit que contém os personagens do espetáculo “Pedra no Sapato” em forma de dedoches, um chaveiro e o link para assistirem ao espetáculo.  Ao som do acordeón, os presenteados recebem o kit de longe, com toda a segurança necessária. Outras pessoas aparecem nas janelas, varandas e calçadas.  A curiosidade inicial dá lugar a alegria. Muitos gritam agradecendo, falam o quanto mudamos as suas tardes. Percebemos a formação de uma grande grande corrente de afeto e amor.

 

Blog Educação – O que vocês gostariam de falar para o público sobre o trabalho que realizam?

 

Laguz – A gente ama o que faz e nos sentimos muito agradecidos de poder viver da nossa arte. O nosso desejo maior em relação ao público é a valorização. Agora mais do que nunca, percebemos que não conseguimos viver sem a arte. Ao nosso amado público: Valorizem a arte da forma que puderem. Nesse momento, fiquem em casa e se cuidem. Vejam como podem contribuir com artistas que estão impossibilitados de trabalhar. Mas quando tudo voltar e a gente puder realizar nossa arte como antes, vá ao teatro, ao circo, frequentem os espaços culturais das suas cidades.
Um olhar pessoal
O Felipe e a Romina definem o trabalho deles como uma “rede de emoções e relações”. Pois foi exatamente assim que me senti ao contratá-los. Dentro dessa rede de afetos e lembranças. Inicialmente era para despertar nos pequenos Benjamim (sobrinho) e Maria Júlia (afilhada) essa delicadeza e fluidez do circo, a alegria e a criatividade dos palhaços, a imaginação e a sensibilidade da música, das cores e vestimentas. Jamais imaginei que naquela manhã de segunda-feira eu seria tomada por sentimentos tão bons. Relembrei a minha infância e adolescência. Meus pais sempre incentivaram a arte, a música, o circo. Mas foi na fase adulta que meu pensamento viajou. Lembrei do vovô Lima. Era apaixonado por circo! Além da praia e da música, o circo era uma das maneiras dele levantar da cadeira de rodas (que o havia prendido fisicamente por conta dos acidentes cerebrais que tinha sofrido) e imaginar o mundo maravilhoso que ele criara para todos nós, familiares e amigos.

Vovô Lima em um dia na praia

Nós, os adultos (Eu, papai Sampaio, mamãe Teresinha, irmão Thiago e tia Marta), ficamos tão maravilhados que esquecemos das crianças, dos registros e criamos naquele momento, novos repertórios para a memória!

Benjamim e Maria Júlia

Como foi bom relembrar! Escutar, dançar, vivenciar! A arte enriquece, enobrece! É plural, solidária, diversa, educa! E ainda nos faz refletir quem somos, o que gostaríamos de ser e do que somos formados.
Conheça mais sobre a Laguz: www.laguzcirco.com

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