Fisioterapia & Saúde

Estudantes de fisioterapia trabalham sem licença

1059 1

Só lembrando que por várias vezes troxemos o assunto ao blog. essa prática é comum em Fortaleza, essa ação é exercício ilegal da profissão.

 BRUNA BORGES
MARCOS DE VASCONCELLOS
DE SÃO PAULO

Mesmo sem ter registro de fisioterapeuta, A.S.S., 22, atendia a pacientes e operava aparelhos desde o segundo ano da faculdade.

De acordo com ela, atuava quase sem supervisão de profissionais da área em seu primeiro estágio. Trabalhou em duas clínicas de forma ilegal por dois anos.

Por determinação do conselho da categoria, estudantes de fisioterapia só podem estagiar a partir do quarto ano de faculdade e sempre com acompanhamento de um profissional e fiscalização das universidades.

Esse não é um caso isolado. Em 2009, foram registradas 124 denúncias de estágio irregular pelo Crefito-3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região – São Paulo) -90% delas relativas a estudantes trabalhando como profissionais licenciados.

No ano anterior, haviam sido computadas 76 denúncias desse tipo. Até setembro de 2010 foram 95.

“O conselho recebe cada vez mais denúncias de irregularidades”, aponta Gil Lúcio de Almeida, presidente do Crefito-3. Essas ocorrências, diz Almeida, mostram abusos no modo de contratação dos estagiários.

O piso salarial é de R$ 1.560; o valor do estágio varia de R$ 200 a R$ 800.

OFERTAS IRREGULARES

Em levantamento feito pela Folha em sites de oferta de vagas de emprego, foram localizadas empresas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal que oferecem postos de estágio fora dos padrões regulamentados. Algumas são voltadas especificamente para estudantes do primeiro ano.

Entre as queixas dos alunos estão ainda baixa remuneração e falta de acompanhamento da universidade.

Recém-formados afirmam que a dificuldade de inserção no mercado de trabalho se deve à exigência de um treinamento posterior à graduação -que corresponderia ao período de residência de profissionais da medicina.

No entanto, alguns desses programas de aprimoramento profissional são pagos, o que dificulta o acesso a eles.

Daniele Bertolo, 23, desembolsa R$ 500 por um curso de especialização de 25 horas semanais no Hospital das Clínicas em São Paulo. “Pago para trabalhar, mas estou aprendendo”, comenta.

Fonte: UOL

1 comentário

  • Claudia Guimarães disse:

    Eu queria opinar sobre essa situação, mas não sei devo perder o meu tempo. Eu discuti em muitos momentos na minha vida acadêmica, fui de centro acadêmico na minha faculdade em São Carlos, lutei ao lado de políticos que adoravam tirar fotos e cansei de ouvir “agora nós vamos conseguir”. Fui fisioterapeuta por 7 anos, estudei por longos anos, me convencerão que eu iria conquistar o mundo se fizesse um curso de RPG, depois veio a Osteopatia e depois o Pilates, a Drenagem Linfática e por ai vai. Hoje eu vejo que tudo isso era conversa fiada. Por que os professores não falaram como era a vida do Fisioterapeuta depois que termina a Faculdade? Hoje estou me preparando para um concurso numa área completamente diferente daquela que eu escolhi, porque é tudo uma grande mentira. Me desculpe colega Jorge, embora não o conheça, mas acho que vc está fazendo um trabalho nde divulgação sério e quem sabe se os alunos lerem esse depoimento possam pensar um pouco e parem de pedir esmola nas clínicas de médicos. Eu queria saber como é no Ceará? Aqui em São Paulo é uma palhaçada!!!

\

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *