Fisioterapia & Saúde

Momento de União e Não de Ódio entre Profissões da Saúde

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Acompanhamos  o blog  escrito por um médico de Fortaleza , vejo uma grande preocupação em mostrar ineficiências segundo seu olhar em relação aos recursos praticados pela Fisioterapia, tenho que  concordar em alguns pontos,  muitas vezes levados  por certo desespero mercadológicos os  profissionais da saúde estão colocando em risco a saúde da população, discordo da forma como está sendo exposta não por hipocrisia ou por qualquer motivo pessoal e sim porque o debate deve ser realizado  de forma ética e respeitosa.  Existem órgãos de proteção ao consumidor, existem conselhos tanto de fisioterapia quanto de medicina federais e regionais, quando esses órgãos recebem as denúncias abrem processos administrativos, ocorrem investigações e julgamentos, esses meios se fazem necessário para não estarmos nutrindo o ódio entre  as profissões,  não precisamos disso, até por que a sociedade não é ingênua, tenho dezesseis anos de prática fisioterápica, realizei em minha vida profissional  imensurável quantidade de atendimentos, muitas e muitas vezes por seqüelas iatrogênicas e nem por isso posso julgar nenhuma outra profissão.

Nesses quarenta anos de legislação muito avançamos em todos os âmbitos da saúde desse país, conquistamos muitos espaços desde a promoção até a reabilitação, avanços tecnológicos e principalmente uma formação sólida, através de milhares de mestres e doutores cada vez mais evidenciando a ciência da fisioterapia.  Sou um incentivador de técnicas posturais,  manipulativas e cinesioterápeuticas   na condição de eficientes no tratamento da coluna vertebral, é obvio que praticada de forma sensata e respeitando a condição da doença, tenho a fisioterapia como um grande instrumento no combate a dor, através de seus recursos físicos como a eletroterapia e terapias combinadas, das liberações miofasciais  e de inibição das tensões, realizei várias  formações nessas áreas o que nos possibilita de identificar qual o recurso em cada fase de um tratamento. À medida que críticas são generalizadas e muitas delas parecendo até pessoais por tamanha insistência em sua divulgação isso pode fazer com que muitos leitores desse blog médico possam desacreditar de um trabalho sério e com propostas de recuperação dos pacientes, já tão sofridos pelo descaso  os quais são colocados em busca do alívio da dor. Fico triste em ver alguém que lidera uma associação de ordem nacional , vir a  publico  comungar de forma irônica dos seus colegas de trabalho, deixando claro interesses pessoais , me permitindo assim também fazer meu julgamento, afinal se seu comportamento não for de desculpas a toda sua classe, realmente não  sei se pode ser creditado a ele qualquer liderança ou consideração.  Estou  aberto ao debate sem  nenhum  melindre e com muita convicção.

Fico extremamente feliz pelo grande resultado nesses meses a frente desse blog, por uma audiência que nunca esperei, mas principalmente por ser um defensor da multidisciplinaridade, do debate sério sem provocações e com interesse maior o bem estar da sociedade.

“Na ansiedade de tentar mostrar algo novo ao paciente, que está cansado de ser submetido a algo sem resultado, o profissional (fisioterapeuta) se rende ao “patético exercício do empirismo charlatânico”!”  Dr Wiron Correia Lima

O Dr Wiron Correia Lima é um dos mais conceituados fisioterapeutas em nosso país e Presidente da Sociedade Brasileira de Fisoterapia. (Tal qual no blog: http://centromedicodacoluna.blogspot.com/search?q=wiro )

29 Comentários

  • Ricardo Lotif araújo disse:

    Caros Amigos leitores do Blog Fisioterapia e Saúde,

    Entre profissões tão nobres como a Fisioterapia e a Medicina se espera que se aja sempre com nobreza e respeito perante a população em declarações públicas.

    Não admito, não reconheço e não aceito qualquer crítica ou análise à minha profissão, vinda de terceiros que não representam e demonstram que desconhecem profundamente o nosso trabalho e não possuem competência para sequer ser ético ao falar de atribuições que não lhe dizem respeito!

    Assim repudio, lamento e estou tomando as devidas providências cabíveis de forma individual (CREFITO-6) e coletiva (COFFITO, SONAFE, ABRAFIQ, ACEFISIO, ETC) em todo o território nacional.

    Conto com o apoio irrestrito até agora de todas as entidades sérias que no Brasil já leram tamanhas injurias!

    Combateremos o bom combate sempre! Exigiremos dentro da lei, moral e da ética os nossos direitos e afirmo que esta opinião injusta e parcial só recebe ecos de apoio de quem é tão pequeno quanto ela.

    A todos um forte abraço de um orgulhoso FISIOTERAPEUTA.

    Dr. Ricardo Lotif Araújo

  • Caros amigos,

    Creio que não esteja havendo uma correta leitura do teor de nossas ideias postadas em nosso blog, e nunca pensei que a expressão livre de ideias científicas estivesse proibida em nosso país. O conceito de injúria não se aplica à crítica científica e estamos abertos a argumentações em contrários.

    Por incrível que possa parecer, sabe quantas argumentações em contrário eu recebi? Nenhuma.

    A crítica é algo salutar e aqueles que se incomodam com minhas críticas deveriam repensar seus conceitos e deveriam fazer uma leitura de coração aberto, e não de coração envenenado por interesses mesquinhos.

    Nesta mesma semana, em que fiz críticas semelhantes no Boletim da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Coluna, cortando a própria carne e chamando a atençao de meus colegas para assuntos correlatos e não recebi qualquer ofensa ou ameaça, venho sendo ofendido por termos impublicáveis em meu blog. Todos de forma anônima e covarde. Onde está o debate ético neste caso?

    Eu, por outro lado, mostro a cara digo o que eu penso, posso dizer com segurança tudo o que digo e não são seus repúdios ou lamentos que me intimidarão.

    Meus amigos, sinto muito que minhas opiniões tenham ferido tão profundamente seus interesses, mas de uma coisa podem estar certos: em nosso blog nós defendemos a boa fisioterapia, a fisioterapia que mostrou seu valor por sua efetividade, por sua seriedade.

    Defendo a fisioterapia que eu uso diariamente e representa um auxílio essencial , em um bom trabalho que desempenho com grandes profissionais da fisioterapia.

    Em resumo,o que eu quero é o debate científico, é a argumentação dentro de uma boa dialética, de uma boa lógica e de uma boa retórica. Não precisamos de manifestações políticas classistas que repetem ações como aquela de “não-ato-médico”. Vazias, interesseiras e que não contribuem em nada para a ciência

    Parem com isso e vamos ao debate. Se quiserem argumentar, estou aqui. Se quiserem brigar, farei ouvidos surdos.

    Vamos aproveitar para lançar aqui um grande debate.

    Mais uma vez, um forte abraço a todos, e paz àqueles que estão nutrindo ódio em seus corações.

    Da minha parte não posso ter ódio daqueles que reputo como companheiros no combate ao sofrimento humano.

  • Realmente meu caro, como diz nosso amigo Ricardo Lotif, não podemos falar daquilo que não sabemos, não podemos falar da prática que desconhecemos, e falar de práticas que tem comprovados benefícios para o paciente, seja no alivio da dor, na melhora dos sintomas de um paciente e principalmente na melhora da qualidade de vida desse paciente. e o que você chama de “manifestações políticas classistas”, para mim e para pessoas que possam ter qualquer conhecimento sobre este PL ira gritar em alto e bom som NÃO AO ATO MÉDICO. pois bem lancemos o debate com propõe vossa pessoa no comentário anterior. um grande abraço e pense bastante o que diz o texto que dá o título a este Post. temos que nos unir pelo bem da população e no intuito de melhorar consideravelmente a qualidade de vida dessas pessoas que nos procuram em busca de soluções para seus problemas.

  • Jorge Brandão disse:

    Tenho e terei um profundo respeito pelo Dr. Henrique da Mota, faço parte dos que querem um debate sério e sem sentimentos, fui o primeiro a falar abertamente e continuo não concordando com o formato do blog citado, mas também repudio qualquer manifestação violenta ou de qualquer natureza agressiva contra o blog e o site. Caro Dr. Henrique tenho certeza por ser você um profissional estudioso, deve rever sua conduta em relação ao trabalho do fisioterapeuta e o seu papel por dever e de direito no território nacional. Não podemos mais admitir outros profissionais de saúde conceituando e delimitando nossas condições de trabalho e os recursos os quais utilizamos, isso sim é infringir o direito do outro. Para que possamos viver e aplicar nossos recursos se faz necessário autonomia e essa nos é permitida por lei. Sendo assim o profissional fisioterapeuta também deve ser capaz de pagar pelos erros ou incoerências que possam atingir e causar danos ao individuo ou a sociedade, mas através de recursos éticos e não de uma publicidade pelo que me é visto também de interesses econômicos, por assim podermos considerar uma forma de venda de um serviço da saúde, no caso o seu centro médico. Dessa forma solicito ao Sr. que encaminhe aos órgãos responsáveis de nossas profissões denúncias a profissionais e serviços que possam ser considerados “charlatanismo” , tenha assim meu apoio e meu respeito, só não admito e ainda hoje estarei escrevendo aos nossos representantes uma providência para não ter que ouvir ou ler: o profissional (fisioterapeuta) se rende ao “patético exercício do empirismo charlatânico”!” Escrita e publicada no seu blog. Isso não é liberdade e nem debate científico isso só pode ser retratado como irresponsabilidade e caráter duvidoso.

  • Jacques Eanes disse:

    Caro Professor Henrique da Mota, podemos nós (Fisioterapeutas) estarmos tendo uma visão errada do que o Sr. tentou (ou realmente quer) passar, creio que deveria então tentar reescrever mais uma linha de raciocínio e como você sendo um profissional de renome e um estudioso saberá que esse raciocínio é bem mais aceitável do que foi dado por você, e já que é a favor do diálogo, que tal aceitar essas modificações do seu raciocínio? E deixa-lo assim:

    Vamos ao raciocínio…

    1. A fisioterapia pode se ocupar de dores, pois a dores são sintomas.

    2. As dores, que são sintomas, são relacionadas a alguma disfunção, ou seja, a real causa de um possível surgimento da doença;

    3. A fisioterapia é focada em disfunção, ela estuda as disfunções e as doenças que serão geradas por tal, fará um diagnóstico funcional e um tratamentomais adequado, diferente da medicina que fará utilização de substâncias químicas que tentarão enganar o organismo (corpo), mas com o passar dos dias a disfunção real virá à tona novamente e ocorrerá uma nova crise;

    4. Logo, a fisioterapa pode avaliar uma disfunção e consequente doença e, desta forma, com todo o embasamento cientifico que temos, agiremos sobre uma dor (ou o Sr. nuca ouvira falar de recursos eletrotermofototerápicos?) pois esta pode ser consequência de uma disfunção, logo o fisioterapeuta é o mais indicado para avaliar;

    Vamos em frente…

    1. A função primordial da fisoterapia é a avaliação das funções/disfunções

    2. Dor (gerada por uma disfunção), doenças ( consequencia da disfunção), sintomas de doenças, são campos da fisioterapia, mesmo elas sendo de cunho químico (como aminas vasoativas, proteases plasmáticas, metabólitos do ácido araquidônico, proteases lisosômicas, quimiocininas, citocinas, dentre outras) pois a eletroterapia tem ação nos tecídos biológicos e causam alterações celulares importantíssimas para moderação do processo inflamatório, seja ela através de ativação de alguns mediadores químicos da inflamação ou diretamente em nociceptores para diminuição do processo doloroso por alteração do meio no qual se instalou a inflamação, temos como exemplo o que ocorre com as correntes polarizadas, onde um, dos seus muitos efeitos, é diminuir a acidez (aumentando o pH) no local para alívio da dor;

    3. É a Medicina que se ocupa das doenças, seus sintomas e seus tratamentos. A Fisioterapia pratica a recuperação funcional, mesmo quando tendo que utilizar-se de recursos analgésicos e antiinflamatórios para readiquirir o equilíbrio de tal disfunção;

    4. Sendo assim recorrer à uma avaliação médica é queimar etapas de um raciocínio que põe em riscos os portadores de disfunções que não podem ser esclarecidos pelo profissional médico, pois o mesmo irá tratar a doença que se manisfesta por sintomas em decorrência de uma disfunção, em muitos casos, antiga. Porém o bom profissional de Fisioterapia saberá se o momento é indicado para a realização de uma consulta com o médico, tendo em vista que a clínica do paciente é soberana e sua melhora é o principal foco, levando em consideração quem conseguir a melhor conduta será primordial, pois a interdisplinaridade veio para unirmos força para que o paciente seja beneficiado;

    5. Logo, quando tiver dor nas costas, o último lugar a procurar deve ser o médico.

    6. O médico deve ser procurado somente após uma avaliação fisioterapeutica prévia, pois ninguém começa uma boa terapêutica (tratamento) sem um bom diagnóstico cinéticofuncional (da disfunção). Tratar sem diagnóstico cinéticofuncional correto é arriscado.

    Em suma, compreendo que poucas clínicas de fisioterapia sobrevivem hoje por conta dos pacientes com dores cervicais e lombares, mas gostem os médicos, ou não, a aplicação das fisioterapias nas dores e inflamações da coluna é indispensável, e em muitas situações pode até contribuir para a cura das dores, ou seja, além de fazerem bem, pode livrar o paciente de uma cirugia. Isto pode até ser incômodo para muitos, mas é um fato.

    Mas para que servem as fisioterapias?

    Vamos à etimologia da palavra: FISIO = FUNÇÃO e TERAPIA=TRATAMENTO

    FISIOTERAPIA = TRATAMENTO DA FUNÇÃO/DISFUNÇÃO

    Dessa forma a fisioterapia se preocupa com função/disfunção. Ela é um conjunto de técnicas para recuperação funcional. Se não há recuperação funcional, não haverá cura da doença.

    Claro que, em algumas situações, a dores são fontes de limitação funcional, mas cabe aos terapeutas não-médicos a abordagem da dor, como supracitado a melhora do paciente é soberana. A função primordial da fisioterapia na coluna é a recuperação das atrofias, o reequilíbrio postural, a recuperação da propriocepção, a melhoria das amplitudes de movimentos articulares, o reforço muscular. Isto já é muita coisa, e não se iludam, não é fácil. Os profissionais de fisioterapia devem ter uma sólida formação para realizarem esta abordagem.

    Tenho o maior respeito pelo Sr. e recomendo, em muito casos, meus pacientes à sua clínica, e continuarei a fazer todas as vezes que achar necessárias. Sei de sua capacidade por já ter sido aluno seu e que na época você não tinha esse raciocínio, muito pelo contrátrio.

    Creio que antes de escrever tal artigo deveria consultar os profissionais de Fisioterapia que trabalham com o Sr. pois os conheço e sei da capacidade dos mesmos, e com toda certeza iriam abrir seus olhos para os nossos recursos terapêuticos e jamais permitiriam que escrevesse uma mentira em sues artigos.

  • Henrique da Mota disse:

    Caro Jorge,

    O desvio do debate por parte de vocês é evidente! O que posto no blog tem apoio de artigos com grande força de evidência. A persistência nessa discussão vitimizada e indignada não mostra a disposição para a discussão nos termos que proponho. Não existe nisto qualquer interesse econômico na defesa do meu ponto de vista, apenas a livre expressão de uma ideia,que pode ser incômoda, mas é uma ideia que deve ser considerada, por sua bases sólidas, ao contrário daquelas ideias que tem dado apoio a muitas coisas que tenho criticado.

    Mais uma vez repito, onde estão seus argumentos científicos, seus trabalhos? Eu sei que deve estar sendo difícil achar. Dou um tempo a vocês, mas meus argumentos já estão montados.

    Outra coisa… Do ponto de vista argumentativo, a desconstrução do outro e a ameaça é o principal sinal de fraqueza de um debate, e esta, até agora é uma única proposta de meus opositores.

    Outra coisa ainda…. Este texto acima é de um colega fisioterapeuta que representa uma sociedade de expressão nacional e pode ter direito a expressar suas ideias com liberdade. O que ele fez foi uma critica de ideias e comportamentos, não de pessoas em especial. Não vejo irresponsabilidade nisto. Não vejo motivo pelo qual ideias possam ser propagadas como boas e verdadeiras e não aceitem contradição. A contradição é inerente ao processo do conhecimento.

    Forte abraço a todos.

  • Henrique da Mota disse:

    Caro Jacques,

    Fiquei feliz em receber uma resposta que promoverá um debate construtivo. Vou analisá-lo com atenção e responderei oportunamente.

    Gostaria, ainda, Jacques que você tivesse a gentileza de postar esta excelente resposta no meu blog, pois deve engrandecer nossa discussão. É possível?

    Forte abraço,

    Henrique da Mota

  • Caro Jacques Eanes,

    Seu nome me pareceu familiar e lembrei-me de um aluno da faculdade com o mesmo nome, por ter sido muito destacado nas minhas aulas de biomecânica. Se este for você, fico extremamente feliz que eu tenha participado da formação acadêmica de alguém que teve a capacidade de argumentar com inteligência.

    Vi que você utilizou a minha mesma construção de raciocínio para defender seu ponto de vista, mas você incorreu em um erro na concepção dialética, ou seja, na definição incorreta de termos a serem abordados em sua lógica e em sua retórica. Em suma, sua lógica está correta, sua retórica está correta, mas partiu de uma visão utilitarista e se utilizou de um SOFISMA em sua forma mais primária.

    No dicionário etimológico de Silveira Bueno, terapêutica é a arte de curar, e como não se cura sinal ou sintoma, é a doença a base da ação terapêutica. O estudo das doenças, através da disciplina patologia, e a compreensão de suas alterações funcionais e morfológicas, que faz através da disciplina da anatomofisiopatologia, não constituem bases de conhecimento da fisioterapia. Qualquer um que queira compreendê-lo deve entrar em um ensino médico formal.

    É instrutivo saber que muitas doenças se manifestam através de inflamações, e que os sinais cardinais da inflamação são: tumor, rubor, calor, dor, e impotência funcional. No caso específico das inflamações da coluna, o papel da fisioterapia, vista a profundidade da estrutura é o de recuperação funcional, deixando a ação sobre a patologia a cargo das intervenções médicas.

    A sua frase conclusiva “Sendo assim recorrer a uma avaliação médica é queimar etapas de um raciocínio…” é o que podemos considerar uma falácia, entre tantas outras falácias em seu texto . O seu raciocínio é totalmente desmontado e esvaziado por esta trapaça argumentativa. Caro Jacques, não trapace comigo.

    Mas eu sei que será difícil dialetizar com vocês, pois como bem disse Aristóteles: contra negantem principia non est disputandum. Não se deve dialetizar com quem não conheça o assunto e as regras da argumentação válida.

    Forte abraço a todos.

    PS: aproveito para incentivar aos colegas que participem desta discussão a fazerem leitura das correntes filosóficas dos Sofistas e dos Socráticos. Será um bom exercício intelectual.

    Recomendo ainda, a leitura de obras de Schopenhauer onde podemos compreender todas as artimanhas que estã sendo utilizadas nesta discussão por parte de meus adversário, como, por exemplo, o “argumentum ad verecunduam”, onde, em vez de fundamentos argumentativos verdadeiros, se utilizam de autoridades para dar suporte a suas fraquezas argumentativas, como tem feito as sociedades da fisioterapia.

  • Jacques Eanes disse:

    Caro Henrique da Mota, desculpe-me se deixei expressar algum raciocinio capicioso, mas me vali de seu raciocínio para mostrar apenas a visão que nós temos, assim como respeito a que expressou no texto do blog de sua autoria.
    Em meu ponto de vista creio que o principal assunto não seja a quem o paciente irá procurar no momento da dor, será desnecessário discutir tal assunto, pois na grande maioria sei que é ao médico que eles quase sempre buscam este1º contato. Apesar de termos lei que nos amparam para que possamos atendê-los logo nesse 1º momento. E aqui não se discuti se o médico é ou não necessário, pois sabemos que é de extrema importância, mas deixando claro que não por falta de conhecimento de nossa parte, e sim pelo único fato de vocês tratarem da forma que não nos cabe, no caso de utilização de medicamentos ou até mesmo cirúrgicos.
    Bom, tendo esse paciente a vir procurar o profissional de saúde já havendo a “doença” sido instalada, e esta quem irá diagnósticar e tratar será o médico e não o fisioterapeuta, mesmo ele vindo ao fisioterapeuta para procurar ajudar, será imediatamento encaminhado à um. É uma questão de ética profissional, se for necessário o paciente será encaminhado ao profissional médico e não há o que contestar.
    Mas em algumas disfunções da coluna, podemos citar alguns recursos que agem de forma química no organismo, e como o Sr. falou no texto de resposta “vista a profundidade da estrutura” (coluna), temos recursos terapeuticos termofototerápicos que chegam a mais de 5 cm de profundidade (Agne, 2009) fazendo as alterações metabólicas necessárias para alívio da dor e dos sinais flogísticos.
    No caso de expressar que a fisioterapia não pode ter contato com o paciente sem passar por um médico não é de um todo errada, ele deverá passar, mas poderá ter sua ordem invertida.
    E acho que vai lembrar do que nos ensinou, segundo Abenhaim et al. 2000, fala que exercícios de fortalecimento da musculatura das costas são benéficos em lombalgias. E para Axler & McGill (1997) fala que deverão ser prescrito diversos tipos de exercícios para fortalecimento dessa musculatura, e consequente alívio da dor. Conforme são prescritos eles farão alívio da pressão discal ou evitarão uma espondilolistese (Wilker et al. 1999).
    Bom, poderia eu passar o dia inteiro aqui mostrando estudos sobre cinesioterapia, pilates, osteopatia e efeitos analgésicos e antiinflamatórios dos recursos fisioterapeuticos, mas também não nos levarão a conclusão alguma.
    O principal motivo de todos estarem indignados é pela sua declaração de que a “Fisioterapia não serve para inflamação e dor” que é uma persuarsão falsa e grosseira, pois tenho a certeza de que não conhece bem os nossos recursos, a fisioterapia não se resume apenas a trações lombares e sim a muito mais do que isso, e sei que não os conhece pelo único fato de ter dado tal declaração.

    Bom, mas deixo aqui meu cordial abraço.

    P.s: Fui sim aluno do Sr. nas aulas de biomecânica, lembro bem do conteúdo dado que é até hoje de grande valia.
    Sou agradecido pelo conhecimento repassado, mas que discorda respeitosamente em alguns pontos de vista do Sr.

  • Caro Jacques,

    Eu e o Wiron analisamos a sua resposta. Como nós trabalhamos em uma equipe multidisciplinar, que conta ainda com cinesioterapeutas, rpgistas, profissionais do pilates e de de outras especialidades de fisioterapia, além de psicólogos e de médicos especializados em terapias miofasciais, além de mim, como cirurgião, claro, temos muita versatilidade de tratamento. Em nossa conduta padrão, sempre iniciamos pelo estudo nosológico, pois isto dá segurança a equipe. Se existir inflamação, procuramos saber se se trata de uma inflamação articular ou naural, e determinamos seu nível segmentar e seu tempo de existência. Faço o controle inflamatório de ataque (com medicamentos ou terapias intervencionistas) e passo aos colegas da fisioterapia para a avaliação cinesiológica funcional e planejamento de intervenções especializadas da fisioterapia. Assim, conseguimos o melhor de cada técnica e temos um sucesso muito superior ao que se obtém por aí, o que faz de nosso serviço uma referência nacional por esta personalização de tratamento.

    Como você viu, nós não somos inimigo da Fisioterapia, somos apenas contrários aos procedimentos sem sentido dentro de um tarbalho em equipe eficaz.

    Parabéns e continue firme com sua capacidade de argumentação, e compra aqueles livros que te falei.

    Outra coisa… Faço o convite para ver nossa forma de ação diária e nossa forma séria de avaliação dos pacientes, oque integra a fisioterapia de uma forma séria ao tratamento de nossos pacientes.

    Com relação aos trabalhos do Wilker, eu estive com ele recentemente e de fato, existem considerações modernas nos modelos biomecânicos que devem ser consideradas. Faço ainda recomendação que você compre o livro que trata das doenças degenerativas da coluna, no qual eu escrevi o capítulo sobre a Biomecânica da Coluna nas Doenças Degenerativas. http://www.grupogen.com.br/ch/prod/8813/0/clinica-ortopedica-da-sbot—doencas-degenerativas-da-coluna.aspx.

    Gostaria que você mantivesse presença no meu blog com suas críticas construtivas.

    Forte de abraço do seu antigo professor e parabéns,

    Dr Henrique da Mota

  • Jonas Marques disse:

    Caro senhor henrique,

    O senhor escreve e escreve mas não se retrata das suas afirmações.
    Como o senhor escreve em seu blog que terapias como as manipulativas não possuem evidencias, vai algumas referencias:

    – Iglesias J,-Peñas C, Cleland JA, Sendín F,Cerro L,Sánchez R.Inclusion of thoracic spine thrust manipulation into an electrotherapy/thermal program for the management of patients with acute mechanical neck pain: a randomized clinic.Manual Therapy 2009 Jun;14(3):306-313
    – Santilli V, Beghi E, Finucci S.Chiropractic manipulation in the treatment of acute back pain and sciatica with disc protrusion: a randomized double-blind clinical trial of active and simulated spinal manipulations.Spine J. 2006 Mar-Apr;6(2):131-7

    Fisioterapia não serve para dor?
    Crossley K, Bennell K, Green S, Cowan S, McConnell J.Physical therapy for patellofemoral pain: a randomized, double-blinded, placebo-controlled trial.The American Journal of Sports Medicine 2002 Nov-Dec;30(6):857-865.
    Tenho muitos outros se quiser posso postar.

    o senhor cita:
    “No dicionário etimológico de Silveira Bueno, terapêutica é a arte de curar, e como não se cura sinal ou sintoma, é a doença a base da ação terapêutica. O estudo das doenças, através da disciplina patologia, e a compreensão de suas alterações funcionais e morfológicas, que faz através da disciplina da anatomofisiopatologia, não constituem bases de conhecimento da fisioterapia. Qualquer um
    que queira compreendê-lo deve entrar em um ensino médico formal“
    Realmente não se cura sinal e sintoma , mas em muitos casos esses sinais e sintomas são oriundos de uma disfunção biomecanica corrigida por nós fisioterapeutas, além dos nossos recursos fotoeletroterapicos que agem na dor e inflamação. ( se quiser tenho muitas evidencias).

    Uma dica que eu dou é que não existe rpgista , cinesioterpeuta e etc, essas não são nem especialidades reconhecidas, todos somos fisioterapeutas e acredito que os profissionais citados não se restringem as suas técnicas.
    Pense melhor antes de generalizar as tecnicas utilizadas, sei que existe muita coisa sem evidencia .nossa profissão está em crescimento científico e só temos a crescer.
    Abraço e estou a disposição para o debate

  • Sandra Rocha M Carneiro disse:

    Acredito que em todas as profissões, existem evidências, consensos, estudos induzidos e sabemos que todos existem brechas e interpretações direcionadas, portanto estamos todos buscando explicações, justificativas para fatos reais, pois a maioria dos estudos acontecem após um fato e a dúvida é o início da sabedoria……. Isso considero crescimento profissional : conhecimento e sabedoria ( evolução espiritual ).
    O que adianta a discussão se estamos no mesmo barco……e trabalhamos para um bem comum.
    O conhecimento liberta…assim como o médico indica o remédio, porque ele estudou e sabe a sua eficácia, ele deveria estudar um pouco sobre a Fisioterapia, uma profissão tão importante e necessária para a saúde.
    Estamos tentando deixar claro que queremos trabalhar com honestidade, ética, dignidade e com o esforço na busca pelo crescimento profissional sem precisar atingir os outros, porém como a nossa luta é árdua, pois não temos cobertura de laboratórios, etc. temos apenas determinação e amor pelo nosso trabalho, nessa condição a união da nossa classe se torna firme unindo forças para sustentarmos nossa conquista em relação a sociedade

  • Sandra Rocha M Carneiro disse:

    No mundo contemporâneo, na era de transição cultural, mesmo ainda preso a princípios científicos do começo do século, existe uma busca inquieta por evidências mais sutis que preencham algo que falta na nossa maneira de viver e muitas vezes é interrompida por rótulos já conhecidos, deixando-nos covardes em desvendar o inédito.
    A jornada pela busca do desconhecido, pelos planos mais sutis, vira uma página da ciência e se transforma talvez a ciência em arte.

  • Henrique da Mota disse:

    Caro Jonas,

    No trabalho de Iglesias, existem fatores que confundem o estudo, pois se trata de um estudo que mistura outras técnicas à manipulação. O estudo do Santilli parece interessante, mas eu gostaria de ver a evolução das variáveis ao longo dos 180 dias, mas não tenho acesso à íntegra do texto. se tiver por aí, me manda por favor. Com relação ao outro estudo, e sobre joelho e estamos discutindo coluna.

    Com relação à questão da relação de doença, sinal, sintoma e disfunção, Suriro que leia a definição do que é fisioterapia na página do seu conselho. “É uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os “distúrbios cinéticos funcionais” intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas”. Entenda que vocês tratam os distúrbios cinético-funcionais intercorrentes, não o que os gerou. Um grande problema que eu vejo é que muitos fisioterapeutas não conhecem o campo de ação defindo por eles próprios.

    Você tem toda a razão por sua crítica à questão de Rpgistas etc. Esta mesma crítica está contida no blog. O que existe é fisoterapia e ponto. Por falar nisso, estudos não mostram superioridade de quiropraxia com relação a tecnicas clássicas de fisioterapia, no entanto a quiropraxia representa um risco considerável de lesão de artéria vertebral e isto já está bem estabelecido, como você poderá ver em recentes posts lá no blog. A quiropraxia é arriscada e não apresenta vantagem alguma cmo técnica. Os fisioterapeutas podem resolver tudo sem ela. Ela é supérflua segundo a opinião de vários fisioterapeutas a quem indaguei.

    Fico feliz que a discussão esteja sendo abrilhantada por participações como a sua e aguardo o trabalho do Santilli para um melhor juízo.

    Forte abraço,

    Henrique

  • Henrique da Mota disse:

    Cara Sandra,

    Lindas as suas palavras! Elas expressam a nossa verdadeira busca.

    Por outro lado, entre todos os profissionais de saúde, sejam médicos, ou não, existem situações que aprovamos e outras que desaprovamos, e devemos fazer uma distinção destes comportamentos.

    Existem situações que necessitam nossa ação de enfrentamento, mas esta ação de enfrentameto não pode ser vista como agressão.

    Nossa passividade excessiva pode dar liberdade para o avanço de absurdos. São estes avanços de absurdos que critico de forma ativa.

    Minhas crítica não se voltam contra a fisioterapia em especial, de fato, faço muito mais críticas no campo de minha especialidade, e você poderá encontrar editoriais que escrevo na Revista da Sociedade Brasileira de Coluna e nos boletins da mesma Sociedade. Vale a pena ler. Faço crítica dos excessos cirúrgicos, dos excessos de medicamentos e de técnicas fisioterapêuticas sem fundamento e que não se querem incluir em uma perspectiva multidisciplinar, por não ser de interesse delas.

    Você poderá ver minha atuação científica através do Projeto SinPatCo, da UFC, onde fizemos a proposição de um novo modelo de biodinâmica da coluna, hoje trabalhamos em parceria com garndes universidades europeias, e já em 2007 mostramos que várias cirurgias que naquele momento faziam sucesso estavam baseadas em princípios errados. Quatro anos depois nossos colegas em todo o mundo perceberam o queeu disse. Não foi por coincidência, que eu acabo de escrever o capítulo do livro da Sociedade Brasileira de Ortopedia sobre a biomecânica das doenças degenerativas da coluna, que você poderá encontrar à venda pela editora Guanabara. Lá no blog tem a indicação do livro, preço, etc. Este livro é um grande formador de opinião na ortopedia, neurocirurgia e fisiatria. Como você vê, minha intençao está incluida em um projeto maior e sério. Minhas posições não são agressivas, elas são firmes, pois, esta é a linguagem que chega aos ouvidos daqueles profissionais, médicos, ou não, que se valem de mentiras em prol de seus interesses. Cabe a nós este combate. Se, por um lado, nossos argumentos incomodam uma minoria descontente e interesseira, por outro lado, estas ideias trarão melhora para os que praticam a boa fisioterapia e a boa medicina. É assim que avançaremos e traremos melhora para aqueles que sofrem, nossos pacientes.

    Gostaria de ver suas considerações no meu blog, para que possamos aprender um com o outro e partir num rumo de engrandecimento mútuo.

    Forte abraço,

    Henrique da Mota

  • Ewertom disse:

    Apoio os Colegas Dr. Ricardo Lotif e o Dr. Jorge Brandão,

    O intuito dos posts e matérias publicadas pelo moderador do blog Centro da Coluna sempre me pareceram de cunho mercantilista e de “briga” pessoal.

    Eu também repudio que pessoas que não conhecem a Fisioterapia falem sobre ela e repudio ainda que pessoas que já mostraram muitos motivos para sofrerem penas através de investigações éticas dentro da Fisioterapia assinem absurdos como os já citados.

    Enquanto presidente da primeira Seccional da Associação dos Fisioterapeutas Acupunturistas do Brasil venho aqui demostrar meu apoio ao Dr. Ricardo Lotif para que esses abusos sejam punidos e para que eles não se repitam.

    Cordial abraço, Ewertom Cordeiro.

  • Caro EWerton,

    Não vejo abuso na exposição de posicionamentos firmes e amparados em literatura. Temos que discutir casos específicos da aplicação de técnicas, pois na fisioterapia e na medicina existem técnicas que são mais ou menos eficazes, com mecanismos mais ou menos plausíveis e devemos sempre ter esta capacidade de auto-correção de rumos e de chamar a atenção para isto. Politizar um discurso científico é algo perigoso e a prática autoritária não pode se impor à liberdade da expressão de ideias. Todos tem o direito de expor suas ideias.

    Não vejo nisso uma briga pessoal, até porque a coisa já pode ser considerada uma briga ideológica nacional, pelo que eu soube. É uma defesa de posições ideológicas e técnicas, não há interesse em politizar o discursso e sugiro até que essas manifestações de apoio puramente político não sejam consideradas pelos demais participantes. Nossa crítica é fundamentada e firme.

    A propósito, em recente postagem, este blog da Fisioterapia & Saúde mostrou sua indignação e decepção com a atuação de seus colegas fisioterapeutas, e citou aspectos financeiros, de exploração mercadológica e comercial de baixo nível feita por eles. Não foi um médico que disse, foi um fisioterapeuta de renome nacional, com dezesseis anos de profissão e sabedor dos bastidores da profissão.

    O autor fez um desabafo sobre a ação indiscriminada de práticas comerciais de baixo nível por seus próprios colegas fisioterapeutas e expos um problema de muita gravidade que pode estar acontecendo não apenas com o pilates mas em muitas práticas de tratamento fisioterapêutico. Ele próprio afirma que isto representa um perigo à sociedade. Não sei qual será a repercussão de uma opinião destas. Talvez seja positiva e contribua para uma mudança de atitude por parte daqueles a quem ele critica ou daqueles que exigem uma denúncia para começarem a agir.

    Gostaria de saber a opinião dos demais colegas de profissão do autor sobre o assunto.

    Outra coisa… Já que você, caro Ewerton, representa a classe de acupunturistas, poderíamos ainda lançar uma discussão sobre o papel da acupuntura quando submetida ao crivo da ciência. Veja o editorial que saiu no meio de divulgação eletrônico Dor on Line, ligado à pesquisadores do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

    A sua acupuntura, também, está na corda bamba. Seu apoio científico, desta forma, também está na corda bamba e seu apoio político não vem ao caso.

    Henrique da Mota

  • Jonas Marques disse:

    Caro Henrique,

    Realmente essa definição que consta no nosso conselho é ,na minha opinião, algo a se pensar, pois não posso tratar uma condromalacia patelar, por exemplo, sem agir na sua causa , ou seja o que ocasionou a disfunção patelar, ou uma epicondilite em que em grande parte é ocasionada por um desvio postural aliado a condutas laborais inadequadas e ,nesses casos, vamos direto nas causas das disfunções.
    Vale lembrar que o Decreto de lei N. 938 Art. 3º. É atividade privativa do fisioterapeuta executar métodos e técnicas fisioterápicos com a finalidade de “restaurar“, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente. nesse caso não há restrições e esse decreto que regula nossa profissão.
    Sobre a quiropraxia, apesar de ter uma formação nessa area, tenho especialização em osteopatia , terapia manipulativa também , que eu utilizo mais , no nosso caso existe um teste para artéria vertebral , além disso trabalhamos na amplitude fisiológica , não atingimos amplitude anatômica , por isso não existe risco de lesão.Gostaria de ter as referencias do risco das manipulações.

    Mas vamos enriquecer o debate, sugiro as seguintes leituras:
    Licciardone JC, Brimhall AK, King LN.Osteopathic manipulative treatment for low back pain: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.BMC Musculoskeletal Disorders 2005 Aug 4;6(43):Epub
    Bronfort G, Haas M, Evans RL, Bouter LM.Efficacy of spinal manipulation and mobilization for low back pain and neck pain: a systematic review and best evidence synthesis. The Spine Journal 2004 May-Jun;4(3):335-356
    Ferreira ML, Ferreira PH, Latimer J, Herbert R, Maher CG. Efficacy of spinal manipulative therapy for low back pain of less than three months’ duration.Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics 2003 Nov-Dec;26(9):593-601.

    De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade
    (Sigmund Freud)
    Se quiser evidencias da acupuntura também possuo.

    Abraço e vamos continuar

    Jonas Marques

  • Caro Jonas,

    Fico feliz com suas considerações. Acho que cresceremos todos nessa discussão, e esta é minha finalidade. Com relação à lesão de artéria vertebral, isto é uma coisa que realmente existe e lesões são descritas. Claro que não acontece todo dia, mas pode ocorrer. Como sabemos que não existem problemas que sejam tratrados apenas com a quiropraxia e os recursos da fisioterapia convencional associados à medicina podem ser aplicáveis com sucesso aos referidos casos, parto do princípio fundmental da medicina: “Primum num nocere”, ou seja, antes de tudo não fazer o mal.

    Com relação à definição da ação do fisioterapeuta pelo seu prórpio conselho, creio que esteja escrito de uma forma magistral. Aquilo é que eu reputo como fisioterapia, e é isto que venho dizendo há muito tempo.

    Obrigado pelos trabalhos. Vou dar uma lida com atenção e tiro qualquer dúvida com você.

    Com relação àqueles trabalhos da BMC, é interessante notar que eles sempre fazem trabalhos de viabilidade de estudos, mas muitas vezes não encontramos as conclusões. Vou dar uma olha nesses.

    Postei no meu blog a relação de revistas às quais tenho acesso pela Sociedade Francesa de Cirurgia Ortopédica. Se precisar de algo, me avisa . terei prazer em ajudá-lo.

    Forte abraço,

    Henrique da Mota

  • Caro Jonas,

    O artigo do Licciardone é muito bom e merece uma lida mais minuciosa. Achei interessante a discussão no artigo com relação ao efeito palcebo envolvido na questão da manipulação e concordo que o efeito placebo pode não ser o efeito principal, mas podemos estar diante de um outro efeito chamado efeito Hawthorne. Dá uma lida nisso que é interessante. Na prática clínica, aqui no nosso serviço, temos encaminhado pacientes para estes tratamentos e achamos ser de grande ajuda. Mas minha percepção clínica pode estar obscurecidada por uma disssonância cognitiva. Todos estamos sujeitos. Temos que buscar sempre mais evidências, mas mesmo na falta destas, podemos caminhar nos princípios da boa-fé de tratamentos. Não podemos, também, ficar escravos de evidências. É uma questão de bom-senso e boa-fé. Se houver forte evidência, ótimo, se não houver, vamos usando da melhor forma possível com menor agressividade e máxima ética.

    Forte abraço,

    Henrique da Mota

  • Ewertom disse:

    Ainda se acha no ´direito´ de dizer que meu apoio não deve ser considerado pelos demais participantes… Que país é este… faz-me rir. Desculpe-me seu nome é Dr Ricardo Lotif, acho que não, então permita-me pedir licença, meu apoio foi ao Presidente do CREFITO 6 cabe a ele aceitar ou não meu apoio.

  • Dr. Wiron Correia Lima Filho disse:

    Como bem falou Dr. Henrique, de fato não podemos ser escravos das evidências apenas científicas, pois temos outras evidências, como a evidência clínica. Na prática fisioterapêutica as evidências clínicas falam muito alto e nessa linha vamos desenvolvendo nossas terapêuticas frente aos nossos pacientes. Temos muitas situações em que a prática está pautada na cientificidade, como uso dos recursos eletrotermofoterapêuticos, cinesioterapia, condutas pneumofuncionais ( exemplo:padrões ventilatórios, eltgol…), FNP, algumas técnicas manipulativas( liberação miofascial e outars), etc.
    Que usar boa-fé também é bom, apesar de estarmos sujeitos ao risco constante do empirismo, mas ainda é mais lógico do que tentarmos justificar terapêuticas “quânticas ou extratosféricas”.
    Mas, o mais importante é tentarmos sempre partir do Diagnóstico Cinesiológico Funcional- DCF, ferramenta indispensável para a elaboração do projeto terapêutico, prescrição, intervenção e alta fisioterapêutica, com segurança e legitimidade.
    Aconselho a leitura do livro: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM FISIOTERAPIA / Catherine Cavallaro Goodman – , apesar de algumas impropriedades por vislumbrar a realidade norte americana, vale a leitura.
    Talvez consigamos reduzir a possibilidade das dissonâncias cognitivas que vez por outra aparecem para todos nós.
    Ah! Ia esquecendo, o DL938, foi o primeiro definidor desta atividade, mas a mesmo limita nossa atividade como executores, as definições atuais(www.coffito.org.br) são mais abragentes e nos coloca em um patamar de fisioterapeutas clínicos, pois contempla o DCF.
    Abraços a todos.
    Dr. Wiron Correia LIma Filho

  • Caros senhores e senhoras,

    Transcrevo as palavras que estão publicamnete contidas no meu blog de um importante e renomado fisioterapeuta, que faz considerações brilhantes e se alinha ao nosso pensamento.

    “Enquanto são criadas as mais variadas associações de Fisioterapeutas especialistas, (Acupuntura, Pilates, RPG, osteopatia, entre outras) preocupadas somente em banalidades de políticas de classe, brigas internas, milindres entre colegas nós continuaremos a ser mal renumerados, a investir em uma clínica e recebermos nossos atendimentos por uma tabela de honorários que não é nossa, com o surgimento de inúmeras faculdades que não tem seu conteúdo programático de curso padronizado. Devíamos estar mais preocupados em publicar mais, buscar evidências científicas que fortaleçam nossas técnicas, informar à população e à sociedade da importância de nossa profissão, que aperece somente quando um atleta lembra que teve sua recuperação bem realizada por um de nossos colegas, ou quando torcemos para um personagem de novela sofra um acidente e que a mesma inclua em seu elenco uma participação de um fisioterapeuta. Há a necessidade urgente de mudanças na atitude dos colegas de não somente defenderem a técnica utilizada, quando há esquecemos de defender e estreitar o relacionamento com os demais profissionais de saúde, procurando igualdade, informando e trocando informações seja com médico, dentista entre outros da real necessidade que é a Fisioterapia na contribuição de saúde e melhora da qualidade de vida daqueles que nos buscam a esperança de alcançá-las.”

    Dr. Antonio Viana de Carvalho Junior

  • É interessante ver como as pessoas mudam de lado rapidamente e não tem opiniões bem formadas.

    Transcrevo a frase do Sr Ewerton, numa postagem enviada há poucos meses neste Blog Fisioterapia e Saúde:

    “Microfisioterapeuta?

    Sou a favor de podermos usar a denominação da nossa especialidade, caso tenhamos uma, mas microfisioterapeuta não é especialidade e muito menos fisioterapia.

    Comparar a Microfisioterapia a Acupuntura é um erro e quem conhece a Acupuntura e a Medicina Tradicional Chinesa – MTC sabe disso.

    A tristeza, por exemplo, citada pelo “microfisioterapeuta”, estaria relacionada ao Intestino Delgado, quando na realizade pela MTC a relação da Tristeza é com o Pulmão.

    Atenção!!!”

    Notem que eu transcrevi a íntegra da mensagem e ele disse que “microfisioterapia não é fisioterapia”. Não faço como uns e outros que cortam minhas frases do texto e contexto.

    Se não é fisioterapia é o quê? Medicina eu sei que não é! A gente enquadraria em quê? Você acha, então, que fazer microfisioterapia é exercer de forma errada a fisioterapia?

    Diz, inclusive, que o que disse seu colega “microfisioterapeuta” não era realidade. Não seria isso uma clara agressão ao diagnóstico do seu colega. Eu nunca diria dessa forma algo contra um colega. É esta a ética que você aprendeu em suas aulas. Seu professor deve ter dado mal a aula ou você faltou nesse dia?

    Gostaria que você fosse ao meu blog e visse que o que defendemos, como equipe multidisciplinar que somos é a boa aplicabilidade do Diagnóstico e Tratamento Cinesiológico Funcional. Em nossa ação, estamos todos os colegas (médicos, cirurgiões, anestesistas, fisioterapeutas de diversas especialidades e psicólogos) trabalhando em regime de igualdade hierárquica. Quanta vezes não mudei de ideia terapêutica após consultar meu colega fisioterapeuta. É o trabalho em equipe que faz nossa frça e por isso incomodamos tanta gente que se prende a conceitos ultrapassados.

    Você me parece um cara inteligente, mas talvez esteja apenas do lado errado, por isso sua indefinição nas críticas.

    Forte abraço,

    Henrique da Mota

    • Jorge Brandão disse:

      Fiz uma nota de esclarecimento me permitindo não mais falar no assunto, a imensa quantidade de e-mails, telefonemas e a repercussão foram além. Dessa forma devo mais uma vez colocar minha opinião.
      Dr. Henrique o problema de fato não está em você ser o pesquisador e estudioso, provocações nessa linha se faz cada vez mais interessantes, a questão que gerou grande prejuízo em toda essa polêmica, são termos e frases demonstrando total preconceito e desprestigiando toda uma classe, mesmo encontrando por várias vezes elogios a fisioterapia, nos sentimos atingidos, tenho a consciência que iniciei esse debate, se ponha em nosso lugar e leia:
      MUITAS TÉCNICAS DITAS MODERNAS E PIONEIRAS DE FISOTERAPIA SÃO APENAS “PATÉTICO EXERCÍCIO DO EMPIRISMO CHARLATÂNICO”
      “Na ansiedade de tentar mostrar algo novo ao paciente, que está cansado de ser submetido a algo sem resultado, o profissional (fisioterapeuta) se rende ao “patético exercício do empirismo charlatânico”!”

      Com esta frase o Dr Wiron Correia Lima* expressou sua opinião profissional baseado em aspectos técnicos.

      * O Dr Wiron Correia Lima é um dos mais conceituados fisioterapeutas em nosso país e Presidente da Sociedade Brasileira de Fisoterapia.

      Nós, do Centro Médico da Coluna Vertebral, concordamos com sua opinião, e achamos que as boas técnicas da fisioterapia cientificamente baseada não podem ser confundidas com muitas invencionices sem nenhum grau de razoabilidade.

      Fazer críticas fundamentadas a estas “pseudoterapias” é uma das funções desse blog, que usa seu direito de expressão em defesa da verdade científica, e a esta verdade alinha seus interesses e procedimentos.

      Àqueles que se sentirem ofendidos em seus puritanismos e hipocrisias, ou que tenham contrariados seus interesses comerciais, deixamos sempre aberto o espaço para que possam defender seus argumentos, para que possamos crescer juntos em harmonia e em nome da boa ciência.

      Forte abraço a todos
      Imagine seus pacientes e toda a sociedade lendo algo de sua profissão dessa forma.
      Além de muitos outros posts que generalizam e ridicularizam a fisioterapia, podem ter sido colocadas de forma provocadora e não de má fé, mas foram enviadas ao mundo por seu blog, o que me chegou inclusive é que vários órgãos da fisioterapia deram e outros pretendem entra no ministério público, pretendem abrir processos, minha sugestão é que sua liberdade de expressão deva ser mantida por direito e o nosso dever por direito é exigir uma retratação aos milhares de trabalhadores da fisioterapia desse país e ao mesmo tempo retirar do seu blog os termos e expressões chulos e desleais pelo qual você nos trata. Faça uma reflexão ou melhor utilize desse potencial imensurável que eu reconheço e admiro, tenho certeza da sua capacidade e simplicidade para admitir o seu erro, novamente enfatizo não são os questionamentos científicos e sim circunstância extremamente constrangedoras através de infelizes palavras colocadas.
      Conte comigo sempre e um grande abraço.

  • Caro Jorge,

    Não entendo o grande melindre causado, nem vejo ataques à fisioterapia ne à pessoa de alguém. Vejo principalmente a defesa do que existe de bom na fisioterapia.

    Percebo, no entanto, um fuga da discussão do fato principal, se atendo a termos periféricos retirados do contexto. Muitas pessoas fazem o julgamento pela leitura dos comentários do seu blog, e não da íntegra dos meus textos. Isto é tendencioso e até covarde.

    Você como moderador, não está guardando uma correta imparcialidade, pois não publica os aspectos elogiosos e construtivos do que escrevo, apenas aquilo que agrada interesses ocultos. Favorecendo, talvez sem perceber, pessoas com interesses de auto-promoção política ou econômica.

    De fato, este é o pano de fundo desta discussão: imagine se toda uma rede de procedimentos inúteis fosse desmantelada? Existem grupos muito satisfeito com o estado das coisas. Daí esta grande resistência às minhas ideias. Minhas ideias são muito, mas muitíssimo incômodas e sempre soube que em uma discussão deste porte, tentariam e tentarão usar de todos os tipos de estrategemas de Dialética Erística, “per fas et per nefas”.

    Não há erro de minha parte que deva se admitido, mas há muitos erros em muitas terapias que devem ser corrigidos.

    O que me assombra é a total falta de capacidade de diálogo técnico e a facilidade de se valerem de meios intimidatórios.

    De fato, não sei nem se deveria mais participar desta discussão, pois se numa discussão científica e técnica os dois lados saem ganhando, numa ação politizada e classista, a história é diferente. Eui só estou ensinando e nada aprendendo, salvo a saber quem são as pessoas e como elas podem ser mascaradas.

    Mas de uma coisa isto vai servir. Tenha certeza que as coisas serão diferentes de hoje em diante. Muitos que me criticam, sabem que minhas ideias são incômodas aos seus interesses, mas sabem que eu estou certo. Isto muda tudo.

    Outra coisa que acho interessante é que não recebi tantas visitas ou reclamações no meu blog, nem no seu há uma grande expressão do público, apenas eu que falo ou recebo atques politizados e vazios. Não vejo manifestações tão abundantes que possam refletir esta referida ferida feita no coração da fisioterapia nacional. Estranho, não?

    Diga-me…O que está ocorrendo de fato? Qual o motivo de tanto medo? Que grande ameaça uma simples opinião pode representar? Se eu estivesse dizendo alguma mentira ninguém certamente iria se importar. Mas, caro amigo Jorge, minhas verdade são profundamente incômodas, e o pior… São verdades.

    Outra coisa que tem que ser dita é que não houve preconceito ou desprestígio. Não da onde você tirou uma coisa destas. Faça uma melhor leitura do que eu escrevo e peça que os outros assim o façam.

    “achamos que as boas técnicas da fisioterapia cientificamente baseada não podem ser confundidas com muitas invencionices sem nenhum grau de razoabilidade” isto é desprestígio?

    Não vejo qualquer problema em me desculpar se lhes causei qualquer eventual constrangimento, pois uma frase pode ser uma para quem diz e outra para quem ouve. Isto depende do estado de espírito de quem ouve. Não gostaria de causar danos a muitos amigos que tenho do lado daí.

    Forte abraço a todos.

    Vamos em frente…

  • Ewertom disse:

    Sr Henrique,

    Mudar de opinião? Mostre-me onde mudei de opinião! Onde escrevi o contrário do que eu escrevi há meses? Você acha que jogar coisas ao vento é ciência? Você acha que copiar textos escritos por mim prova algo? Você me conhece? Você se sentiu agredido porque disse que apoiava minha profissão na defesa da mesma e dos profissionais? Não entendo porque insiste em colar postagens minhas em seus posts.

    Por favor, não confunda centavos novos com sentar nos ovos! Você nem me conhece e fica por aí com falácias ao meu respeito, dizendo que meu apoio não deve ser considerado pelos participantes do blog, que não tenho ética. Quanta mais escreve, mas tenta distorcer fatos.

    Em momento algum me digiri a você, meu apoio não é a você e sim o contrário. Dizer que algo escrito é distoante de uma Filosofia não é falta de ética, nem aqui nem na China.

    Para sua informação meu apoio ao Presidente do CREFITO 6 foi pela postagem contida no link abaixo, a qual tentei acessar e não consegui, por razões disconhecidas. Portanto, não venha dizer que mudei de opinião. Fale do que sabe e quando não souber por gentizela evite falácias.

    http://www.centromedicodacoluna.com.br/destaques/entenda-porque-fisioterapia-n-o-serve-para-dores-e-inflamacoes-da-coluna-vertebral

  • Sandra Rocha M Carneiro disse:

    Dr Henrique da Mota,
    Sou fisioterapeuta , com formação em RPG,(França) Osteopatia pela EBOM com estágio na Bélgica, professora dos cursos Avançados de coluna vertebral no PILATES pela METACORPUS e escrevi dois livros que talvez seja interessante você ler para reforçar os seus valores pela nossa profissão: PILATES e a Terapia manual na Hérnia de disco, que foi escolhida como tema de uma palestra que ministrei em VICHY-FRANÇA-2008.o outro livro é Integração corporal, perfeito para a compreensão didática e valorização da nossa profissão.
    Fiz um estágio no Hospital de Massues em Lyon sobre escoliose, sob a supervisão de Daniel Boussard e um estágio de 5 meses em Caen no CHU, sobre hérnia de disco sob a supervisão dos neurocirurgiões Dr Benazar e Gerardo Cristino.
    Quando estive em Lyon , Daniel disse que você tinha acabado de sair do Hospital. Nesse caso pensando ser da mesma escola, com seus importantes estudos, como o SINPACTO e que também tive a grande oportunidade de conhecer o scanner vidar Sagitalspine, realmente muito interessante, também na escoliose e confecção dos coletes, tenho plena certeza que você não tem nada contra a fisioterapia, pois lá no Centre de Massues a interação entre a equipe multidisciplinar era perfeita.
    Tenho absoluta certeza que vocês profissionais médicos, principalmente da sua área, precisam da nossa ajuda para um melhor resultado, em muitos casos, como nós precisamos de vocês, para enriquecermos nossa conduta terapêutica, como dividirmos responsabilidades em prol de um tratamento mais digno para o nosso paciente, porém concordo com nosso amigo Jorge no que se refere ao termo pesado que foi usado em relação às nossas condutas terapêuticas e por um veículo de comunicação social ( redes sociais ).Isso expõe a profissão a interpretações diversas, podendo fragilizar o pensamento dos leigos e interferir na nossa condição de profissionais batalhadores ,justos e que está dia a dia com o paciente mantendo um vínculo, que muitas vezes não é encontrado mesmo dentro da sua família.
    Realmente achei pesado e no primeiro momento achei um absurdo, principalmente tendo um Fisioterapeuta apoiando essa atitude. Depois pensei na liberdade de expressão e que os nossos colegas, como eu, nos utilizamos o direito de resposta, não por sermos atingidos ou por motivo pessoal , mas principalmente nós que estudamos e que temos batalhado uma VIDA toda para termos um espaço digno e respeitado perante à sociedade médica, nos vimos na “obrigação” de exprimir nosso sentimento de repúdio em relação ao termo usado, que poderia ser motivo de debate construtivo diante de um grupo de estudo talvez…..???!!!!
    Tenho o prazer de participar de grupos de estudos com médicos onde todos se respeitam, mesmo discordando em alguns conceitos, portanto em nome da classe espero que você entenda nossa posição em juntarmos nossas forças para preservar nosso valor profissional adquirido com tanto empenho e ética.
    Espero a partir dessa “troca de observações” que as profissões se unam com respeito sem mágoas para caminharmos juntos pontuando o crescimento profissional e PESSOAL.
    Sandra Rocha M. Carneiro

  • Henrique da Mota disse:

    Cara Sandra,

    É um prazer receber seu contato, mas não sei se você acompanhou o processo deste o início. Seus colegas deturpam de uma forma infantil as minhas palavras e do seu colega Wiron. O mais interessante é que nunca atacaram a substância de minhas argumentações. É difícil derrubar uma verdade. Decidi não mais ficar discutindo e jogando pérolas aos porcos. De fato, até este termo pode ser distorcdo e para dizer que os chamei de porcos.

    O fato, cara Sandra, é que muitos de seus colegas não se adaptariam a um tipo de trabalho como aquele do Massues. Após meu turno cirúrgico, eu sempre estava lá por baixo com o Biot, com o pessoal do gesso, com o pessoal do colete, com toda a equipe do hospital. Lembro muito bem da importância que era dada à cinesioterapia e aos seus princípios. Estava sempre em proximidade com os colegas KInés e ajudava na preparação das publicações e na elaboração de apresentações para eles. Os exercícios de piscina eram também realizados. Bem, você viu tudo como era…

    Aqui, cara Sandra, as coisas estão saindo do eixo. O foco sobre o cinético funcional já foi perdido há muito tempo. Alguns de seus colegas ficam pregando inverdades técnicas e querem que a sociedade engula sem questionamentos. Estamos vendo verdadeiras aberrações terapêuticas que não poderiam ser chamadas de outra coisa além de charlatanismo. Nós que tivemos uma experiência mais sólida não precisamos deste tipo de abordagem enganadora, mas para aqueles com parvos conhecimentos, esta seria uma saída lucrativa: mostrar novidades. Você deve ter acomapanhado, em meu blog, todo o desenrolar da história.

    Outro fato, cara Sandra, é que sempre abordei com muita objetividade a definição da Fisioterapia como uma profissão que estuda, diagnostica e trata distúrbios cinetico-funcionais. Esta definição se encontra na página do seu próprio conselho. Mas, infelizmente, o que vemos é o derrapar interesseiro para fora do real campo de atuação e a total falta de atitude por parte dos responsáveis. Se nós médicos praticássemos coisas parecidas como estas que estão sendo praticadas por alguns de seus colegas, seríamos chamados a atenção de imediato. Mas este não é o caso. É como desabafou o Dr Wiron, Presidente da Sociedade Brasileira de Fisioterapia, quando falou de “empirismo charlatânico”.

    O que existe, minha cara Sandra, é um colega seu que tem interesses em se lançar a cargo eletivo de deputado estadual, outro tem interesse em promover cursos de terapias de toques ou coisa do gênero, outro tem interesse em abrir franquias para vender instrumentos ineficazes, mas nenhum deles tem interesse em trabalhar em prol da boa fisioterapia, até porque desconhecem o que é a boa fisioterapia, e usam de suas representação políticas e de “professores de coisa nenhuma” para encobrir suas incapacidades profissionais.

    Este é o fato. Que eles me odeiem, mas que também saibam me temer, pois um dia os fisioterapeutas sérios começarão a ver que estão perdendo muito com isso, passarão a dar razão às minhas palavras, mas talvez já sej a tarde demais.

    Os quiropraticos vem aí. As massagistas de clínicas de beleza estão fazendo atuações ditas “terapêuticas”, fazendo drenagem linfática, etc, etc. Muita coisa está acontecendo. Mas o problema não é meu…

    Ele passa a ser meu, quando tentam entrar no meu território profissional e agindo descaradamente fora das regras estabelecidas na definição das respectivas profissões. Da minha parte, se eu calar, vou deixar que o charalatanismo avance sem resistência. E isto não pode ser feito. por vezes, temos até que fazer um exagero retórico, pois as palavras gritadas tem mais força contra atos dissimulados. Foi dado o alerta.

    Finalmente, em nossa equipe multidisciplinar , aprendemos a trabalhar com na França. Médicos, cirurgiões, fisioterapeuta, psicólogos, todos unidos e com tarefas bem orquestradas. Este tem sido o segredo do nosso sucesso.

    Cordialmente,

    Henrique da Mota

    PS: Se estiver em Fortaleza, te convido a comparecer ao Evento de sábado, dia 11 de dezembro no Hospital MontekLINIKUM

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