Fisioterapia & Saúde

‘Clínica no hotel’ recupera o físico de judocas brasileiros durante torneio

No Grand Slam, atletas dispõem de 2 quartos com macas, equipamentos de fisioterapia e 6 profissionais, num total de 110 horas de atendimento

Por SporTV.com Rio de Janeiro

A participação da delegação brasileira no Grand Slam de Judô, no último fim de semana, não se resumiu ao ginásio do Maracanãzinho, onde conquistou 11 medalhas (quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze). Estendeu-se para dois quartos do hotel onde a equipe ficou hospedada no Rio.

Judocas brasileiros fazem fisioterapia no quarto do hotel no Rio (Foto: Divulgação/CBJ)

Ali, macas substituíram camas, ao lado de equipamentos de fisioterapia. Nos oito dias em que os atletas permaneceram na cidade, o trabalho consumiu 110 horas de atendimento para os 53 judocas do país que disputaram a competição. O time tinha os fisioterapeutas Roberta Mattar, Camila Abreu, Gláucio Paredes, Marcos Vinícius, o massoterapeuta Hans Peter e o quiropraxista Thiago Osiri.

– Esta iniciativa de montar, em dois quatros, uma clínica foi um pedido do nosso departamento após o término do Grand Slam no ano passado. Como é um grupo muito grande de atleta, existe esta necessidade de criar um espaço onde eles possam ser atendidos da melhor maneira possível – explica a fisioterapeuta Camila Abreu.

Pelas mãos dos profissionais passaram praticamente todos os atletas, inclusive os quatro campeões brasileiros no Grand Slam do Rio, Érika Miranda, Mayra Aguiar, Leandro Guilheiro e João Gabriel Schlittler.

– Hoje em dia o atleta tem uma outra visão da fisioterapia. O tratamento é muito mais de prevenção de lesão. Antes, só éramos procurados quando o estágio da dor estava muito avançado. Somente o fato de o ambiente ter sido montado para eles já faz uma diferença. O atleta se sente valorizado – afirma Roberta Mattar.

O trabalho se torna mais intenso após a competição, principalmente porque o Grand Slam deu sequência a um treinamento de campo e à Copa do Mundo, neste fim de semana, em São Paulo.

– Eles estão com o corpo cansado por causa do desgaste da competição e, com isso, o risco de lesão aumenta. Tradicionalmente o joelho é a área mais delicada quando se trata de judô, mas, de uns tempos para cá, estamos observando um aumento significativo de lesão nas costelas – conta Roberta.

Para João Gabriel Schlittler, a “clínica no hotel” foi um conforto a mais para os atletas

– Ficou mais organizado para os atletas. Inclusive, enquanto esperávamos o atendimento, podíamos ir adiantando alguns exercícios – diz o medalhista de ouro no Rio.

O SporTV 2 transmite a Copa do Mundo de São Paulo neste sábado e neste domingo, a partir das 17h, com narração de João Guilherme e comentários de Angelo Paiva e Daniele Zangrando.

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