Fisioterapia & Saúde

Estudante de Fisioterapia preso com ecstasy

268 3

Estudantes são presos com ecstasy

 

ADILSON ROSA GUILHERME BLATT
Da Reportagem

Três estudantes universitários foram presos com 11 comprimidos de ecstasy e dois quilos de maconha no Jardim Araçá, anteontem, por volta das 22h. Edson Dantas Rodrigues Júnior, de 21 anos, Carlos Mitsuo Júnior, de 26, e Pedro Maciel, de 26, estavam em um Corolla prata que, segundo os policiais, apresentava atitude suspeita.

Foi feita uma abordagem de rotina, que localizou algumas trouxinhas de maconha no casaco de Edson. Dentro do automóvel, os policiais encontraram 11 comprimidos de ecstasy em uma cartela escondida embaixo do tapete. Os jovens foram levados para o Plantão Metropolitano.

Lá, os policiais resolveram fazer uma nova revista, porque o carro apresentava um forte odor de maconha. Foram encontrados dois tabletes da droga em uma cavidade da parte traseira do veículo.

Os três presos afirmam que são apenas usuários, mas a polícia suspeita que na verdade eles sejam traficantes. “Trata-se de um atacadão da droga. Um deles disse que mora em outra cidade, veio a Cuiabá para levar uma grande quantidade para distribuir por lá”, observou um dos policiais. Ele se referia a Edson, que reside e estuda em Lucas do Rio Verde, mas veio para Várzea Grande visitar uma namorada.

Carlos, por sua vez, explicou aos policiais que é estudante de Administração. Já Pedro trabalha como barman e cursa fisioterapia em uma faculdade particular de Cuiabá.

O ecstasy, no entendimento dos policiais, seria vendido em alguma festa a ser realizada no próximo fim de semana na capital. Eles informam que o preço de cada comprimido pode chegar a R$ 100. Os três suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas. Embora o uso esteja bastante disseminado, as apreensões de ecstasy ainda são relativamente raras em Cuiabá.

EFEITO – A médica-psiquiatra da Associação Brasileira de Psiquiatria, Renée Freire, explica que o ecstasy ajuda a liberar a dopamina, um neurotransmissor ligado a sensação de prazer. “O efeito é muito maior do que o provocado pela cocaína ou pela maconha”.

Um usuário da substância, que prefere não ser identificado, descreve a experiência do uso de ecstasy como “energia pura”. “A sensação é muito mais intensa do que com outras drogas. É impossível parar de se mexer”.

Ele afirma que o efeito geralmente dura mais do que 10 horas. A droga costuma a ser consumida em apresentações musicais realizadas em locais abertos, de preferência na companhia de outras pessoas.

Fonte: Diário de Cuiabá

3 Comentários

\

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *