Fisioterapia & Saúde

Às vezes semente, às vezes mofo. Enfim LIBERDADE.

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 Em busca do descanso mental e do próprio corpo, fugir por alguns dias, pode ser uma alternativa, melhor oficializar tamanha atitude e optar por férias, oferecer algum sentido diferente as pressões do dia a dia. O primeiro passo deve ser buscar o destino, quem sabe aproveitar as passagens daquele curso que ainda não terminou, o hotel estando pago é ainda melhor e sendo o destino a cidade maravilhosa, fica perfeito. Então vamos decolar e ir ao encontro com as mais tradicionais praias, as mesmas que imortalizaram o poetinha e chamaram a atenção do mundo, novos ares, cabeça vazia, mesmo sendo convidado a emprestar o ombro ao amigo desiludido por conta do amor sofrido e separado, sendo capaz de ser cruel em dizer: tudo bem, foi assim, reveja ou retome, se não, se entregue nos braços da vida, a semente pode dar fruto, mas as vezes mofo. Conhecer novos lugares, a barra da Tijuca nos enche os olhos, tanto quanto Copacabana e Ipanema, fontes da Bossa Nova, talvez não tenha em seus frequentadores a mesma poesia, os interesses mudaram, as falas mudaram e os anseios também, mas tudo bem a praia encantadora e as pessoas exibindo seus belos corpos, trabalhados ou como dizem malhados. A juventude tem algo invejável, tudo ainda a tempo de mudar, seus gostos, seus olhares e suas mentes. Por mais uma vez escolhi o Flamengo para residir, mesmo sendo por poucos dias, seus casarões, seu aterro, bares e uma tradição de um Rio antigo por mim não vivido, mas sinto uma forte inveja de quem assim viveu. No quarto de hotel aparentemente reformado, carrega alguns aspectos do velho não tão bem cuidado, o que fazem nossas narinas chorar, seus donos esqueceram o quanto é importante à semente e investiram no mofo, sacrificando muitas vezes seus clientes.

 No primeiro espetáculo assistido, uma viagem ao mundo de OZ, ele mesmo, o mágico escrito pelo norte americano Frank Baum em 1901, interpretado no teatro, em um belo musical por nossos artistas espetaculares, parecia algo infantil e nos deparamos com o inusitado, a cada cena, um gesto de generosidade, nos convidando a temas enriquecedores, nos chamando para entendermos o quanto somos corajosos, inteligentes e capazes de amar, a importância da família e do nosso lar. Do mundo de Oz fomos ao mundo da Lapa, ruas cheias, muita gente bonita, muita paquera, as diferentes músicas e tribos nos chamando a atenção, por nos oferecer mecanismos para não só analisarmos tantos comportamentos diferentes, quanto para fazer uma analogia entre o mundo e a nossa mente, chego a essa conclusão pelo fato de ter lido em um painel sobre signos: Áries é o signo de confusão mental. Voltemos a Lapa, mas agora vestindo e respirando o alternativo, conceituando assim a boa música, pelo menos aos meus ouvidos, ao som do Nicolás Farruggia esse veio nos abraçar e depois nos agradecer por estarmos dividindo o seu saber maior, fazer música. Um semeador de cultura, longe de o mofo estrelar e da condição pop star. Não sou contra o mofo, muitas vezes é nele que ensaiamos os primeiros passos, mesmo sendo para sambar ou em busca de liberdade, podemos ir do samba ao rock, experimentar sabores e olhares. Podemos conhecer o novo, o desconhecido ou pelo menos imaginar, muitas vezes assistir escorrer em nossas mãos, sejam elas calejadas ou presas a símbolos que levam o homem a viver o amor romântico disseminado pela bastilha, em momentos inesperados, somos abordados e chamados de Sr. , é apenas uma linda jovem nos pedindo para abrir sua garrafa de Gabriela, bebida contendo álcool, cravo e canela, não no intuito de se redimir mas continuando sua condição de jovem menina moça, talvez já mulher e educada, nos oferece a degustação da Gabriela, nos fazendo esquecer do Sr., no qual a pouco fomos tratados e nos permitir cairmos noite a fora, pensando estarmos no melhor da juventude.

No amanhecer a chuva nos convida há dormi um pouco mais, mesmo sendo dia ou noite, todos os momentos aproveitados no intuito de apagarmos a rotina, chega a hora de trocarmos novas ideias e incentivar a escrita, a poesia e a musica, ouvir novas músicas, interpretar novos artistas e estilos, prometendo a si mesmo, não fechar nenhuma porta seja para criatividade ou para vida. Em um novo amanhecer é chegado à hora de começarmos a nos despedir dos dias encantadores, caminhar de pés nus em areias de águas frias, se sentir um disseminador de confusão mental, seja por estratégia de defesa ou por conquista de algo desconhecido, mas apenas com um intuito de plantar uma semente sem medo de em muitas outras circunstâncias e essas sejam capazes de causar dor ou constrangimento e transformar tudo em mofo. Voltar ao mundo de Oz reaprender a coragem, acreditar na melhor produção do cérebro: a sabedoria. Sendo capaz de amar sem restrições, o importante nesse momento é não estarmos passando por nenhum tornado, apenas sobrevoando os céus e em poucos instantes, estaremos de volta a nossa casa e assim vivenciando o mais glorioso na vida, nosso lar, nossa família. Qualquer dia, voltamos a contemplar o Cristo de braços abertos nos ensinando o quanto vale sermos livres, projetando sentimentos maravilhosos, mesmo sendo esses os mais sinceros, devem ser guardados a sete chaves, dessa forma não podemos de forma alguma deixar espaços para magoas, tristezas e rancores, apenas para nos proporcionar felicidade.

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