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As impressões boas e ruins que Ceará e Fortaleza passaram no Clássico-Rei

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Foto: Lucas Moraes/Cearasc.com.

Foi um Clássico-Rei muito bom de se ver. Intensidade, movimentação, interessantes posturas táticas, comportamentos e modelos de jogo dos dois lados, os quais destaco pontos positivos/negativos de Ceará e Fortaleza.

+ Veja classificação atualizada do Campeonato Cearense.

CEARÁ
1- Como bem destacou Fernando Graziani, o sistema defensivo bem organizado e o ataque cirúrgico foram determinantes na vitória. A atuação individual e coletiva foi praticamente perfeita dentro de plano de jogo de Marcelo Chamusca. O próprio treinador destacou isso.

2- Plano de jogo, por sinal, muito bem traçado. Chamusca e sua comissão técnica mostraram amplo conhecimento do Fortaleza e de suas estratégias e pontos fortes/fracos, tratando de anulá-los e explorá-los.

3- Com um mês desde o início da pré-temporada, já é possível ver evolução. Tanto na parte tática, como técnica e física. Apesar da maratona desumana pelo calendário absurdo, o elenco tem conseguido evoluir no decorrer das competições.

4- O 1º gol surgiu de cobrança ensaiada. Ricardinho cobra na 1ª trave, Pedro Ken faz movimentação inteligente que atrapalha a zaga para Valdo atacar o espaço vazio e marcar. Repare abaixo como Ricardinho faz um sinal para que ocorra a movimentação combinada.

5- O 2º gol surgiu de transição ofensiva muito veloz, aspecto que o Ceará tem evoluído. Excelente lançamento de Pio e grande jogada de Felipe Azevedo, com inteligente movimentação de Elton. A dupla criou outra ótima situação no início do segundo tempo, mas o camisa 99 chutou por cima.

Felipe Azevedo e Elton tiveram importante papel na vitória do Ceará.

6- Após a expulsão de Gustavo, o Ceará controlou o jogo e teve oportunidades para fazer até um placar mais elástico.  Mostrou eficiência no setor de criação, mas pecou nas finalizações. Em outros jogos, isso já custou caro.

7- Vovô fechou a semana com três vitórias em três jogos (1×0 CSA; 2×0 Uniclinic e 2×0 Fortaleza). Cinco gols marcados e nenhum sofrido.

FORTALEZA
1- Começou o jogo organizado, mostrando consciência tática e participação coletiva nas fases ofensivas e defensivas. Com superioridade numérica no meio de campo, dificultava as progressões do Ceará.

Fortaleza esteve bem postado até levar o gol, com linhas organizadas e que dificultavam as ações ofensivas do Ceará.

2- Teve também bom volume de jogo e intensidade, sobretudo pelo lado esquerdo do ataque, com infiltrações e triangulações. Criou oportunidades, mas nenhuma contundente. Sentiu o 1º gol. A partir daí faltou poder de reação e o time se desorganizou.

Apesar de ter volume e finalizado, o Fortaleza não teve nenhuma chance clara de gol.

3- Foi da desatenção e da desorganização que surgiu o 2º gol do Ceará. Além de não ter pressionado Pio, dando liberdade para o lançamento, foi muito mal na transição defensiva. Basta ver na imagem do gol lá em cima.

4- Sem Gustavo, o time perde muito. É difícil analisar o 2º tempo da equipe por estar sem a referência. Porém, Léo Natel deixou a desejar. Uma das peças mais criativas do setor ofensivo, foi muito passivo a (boa) marcação adversária.

5- Apesar da dificuldade, novamente Alan Mineiro e Wesley entraram bem, sobretudo o segundo. Se movimentou, não se escondeu, dava opção e criou alternativas ofensivas. Alan não é titular ainda pela condição física, mas Wesley não dá pra entender o motivo de não ser.

6- Mesmo com a derrota, não há motivo para “terra arrasada”. Segue líder. Porém, é preciso sim ligar o sinal de alerta. Esse foi o primeiro teste de fogo e, apesar das peculiaridades do clássico, tem muitos pontos a se evoluir, sobretudo no aspecto defensivo.

7- Primeiro jogo no ano que o time passa em branco e não marca nenhum gol sequer.

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