Futebol do Povo

Melhor defesa do pós Copa na Série A, evolução do Ceará esbarra na baixa produtividade ofensiva

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Não está fácil para o Ceará balançar as redes adversárias na Série A do Campeonato Brasileiro. Se a equipe tem a melhor defesa do pós Copa (sofreu, ao lado do Grêmio, apenas três gols em sete partidas), marcou apenas cinco vezes e coleciona uma série de três empates seguidos, o que interrompeu a reação que faria o time deixar a zona de rebaixamento.

Hoje, com 17 pontos ganhos e na 19ª colocação, a equipe marcou no total 12 gols e sustenta o segundo pior desempenho ofensivo da competição. O ataque só é melhor do que o do lanterna Paraná, que marcou nove vezes. O meio-campo criativo não funciona, os laterais participam pouco de forma decisiva e apesar do talento de Arthur, o jogador vem sendo pouco acionado e, com dificuldades também nas finalizações, possui apenas dois gols na competição. Wescley, machucado, também têm dois tentos, assim como Elton, que foi para o Figueirense (Leandro Carvalho, Naldo, Juninho Quixadá, Felipe Azevedo, Tiago Alves e Pio têm um gol cada). Já os demais atletas de frente têm colecionado atuações ruins.

Por sua vez, a defesa sofreu 21 gols e é a nona menos vazada, dando a certeza que o problema a ser corrigido de maneira urgente é efetivamente a qualidade ofensiva. Everson tem feito ótimas partidas no gol e as linhas de marcação, em que pese falharem vez ou outra, estão organizadas e compactas com a presença dos volantes e dos laterais, que compensam a baixa efetividade na frente com correto posicionamento defensivo.