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Bárbara Santos lança do livro Percursos Estéticos, fruto de pesquisa sobre teatro do oprimido

Imigrante brasileira em Berlim, a artista-ativista Bárbara Santos passou 28 anos vivendo e pesquisando o “Teatro do Oprimido” ao lado de Augusto Boal, criador do método, e agora publica o livro Percursos Estéticos, a primeira publicação sobre o tema voltada às mulheres negras e latinas. Ela é também a primeira mulher negra a construir uma teoria sobre o tema. A obra é uma publicação da padê editorial.

Bárbara Santos

Socióloga formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Bárbara Santos nasceu em 1963 e é uma mulher negra com experiência internacional, somando 28 anos de experiência ininterrupta com o método, tanto no Brasil como em outros 40 países dos cinco continentes. Trabalhou por duas décadas com Augusto Boal e foi também a primeira mulher negra a publicar um livro teórico sobre Teatro do Oprimido, que foi lançado em português, tanto no Brasil como em Portugal, e também em espanhol na Espanha, na Argentina e no Uruguai.

Os lançamentos de Percursos Estéticos ocorrem no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O livro apresenta abordagens originais sobre Teatro do Oprimido enquanto um veículo de comunicação e arte marcial. A publicação é uma extensão da primeira obra de Bárbara TEATRO DO OPRIMIDO, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, que traz um apanhado do método criado pelo teatrólogo Augusto Boal até o surgimento do conceito da Estética do Oprimido.

Capa do livro

Bárbara notou que a partir da morte de Boal, em 2009, surgem diferentes formas de formação, articulação política e atuação em rede ancoradas nos exercícios e técnicas do dramaturgo, dando origem ao que Bárbara Santos chama de “Estética do Oprimido”. No novo livro, ela reúne contos, poemas e exercícios que desenvolveu ao longo de quase uma década de pesquisa e direção artística de grupos teatrais formados por mulheres negras, latinas e imigrantes na Alemanha. As descobertas estéticas já foram compartilhadas em festivais e produções coletivas na Europa e na América Latina, daí surgiu também a ideia de reunir tais conceitos em uma publicação impressa.

Padê Editorial

Seguindo a premissa do “faça você mesmo”, as poetas Tatiana Nascimento e Bárbara Esmênia criaram, em 2015, a padê editorial. Com livros artesanais de tiragem especial (de 200 a 500 exemplares), é dedicada à publicação de autoras negras periféricas, lésbicas, fora dos grandes circuitos literários.

Serviço
– Mais informações podem ser obtidas na página:
https://www.facebook.com/percursosesteticos/

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