Plínio Bortolotti

Sem-teto da Praça Clóvis mudam-se para a rua Teresa Cristina

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Vejam o comentário de “Samélia” deixado no post Fortaleza e Campinas e a terra de ninugém, assunto também abordado na postagem Praça Clóvis Beviláqua vira banheiro a céu aberto:

«Olá Plínio. Que bom saber que temos pessoas que se incomodam e se importam com esta Fortaleza, terra de ninguém! Estou vivendo uma situação dessa desde o Natal.

Simplesmente, pessoas que se dizem moradores de rua que ocupavam a Praça da Bandeira [como a praça é conhecida, o nome oficial é Praça Clóvis Beviláqua] e foram retiradas de lá, resolveram ocupar a calçada da rua onde moro – Tereza Cristina, entre Liberato Barroso e Pedro Pereira, no bom e velho e esquecido Centro da Cidade.

Eles disseram que foram retirados de lá porque é espaço público e que foi prometido, não sei por quem, um lugar para eles, e como a rua em que moro não é espaço público, eles resolveram privatizá-la. Fecharam a calçada com carro de reciclagem, passam o dia com uma churraqueira funcionando (queimada urbana) e de forma repentina tiraram férias no ano Novo para curtirem e voltaram providecialmente no dia 1º à tarde.

É, Fortaleza, você é terra sem lei!!»

No post indicado acima, a titular da Secretaria Executiva Regional do Centro, Luiz Perdigão,  afirmou à coluna O POVO nos Bairros que “ainda neste mês” [dezembro] a praça seria “desocupada”. De fato, ela cumpriu a promessa, mas transferiu o problema. O que dizer de um negócio desses?

Luiza Perdigão, titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), afirmou à coluna O POVO nos Bairros que “ainda neste mês” a praça será “desocupada”

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1 comentário

  • nelson c. b. eulálio filho disse:

    Caro Plínio,

    Aproveitando as reclamações sobre o que vocês chamam de “terra sem lei” e como o cargo de ombudsman está por assim dizer no limbo, escrevo para o seu blog. São exatamente 6:38 hs de hoje, dia 05.01.10. Acabei de receber O POVO e ao olhar as manchetes da 1ª página, deparo-me com o seguinte: Uma foto do Presidente Lula, de sunga, numa praia e a legenda: “O presidente Lula aproveita as férias em Angra dos Reis” (sic). Pelo amor de Deus, meu caro Plínio, aí também já é demais! Acho que tudo tem um limite, digamos assim, “aceitável”.

    Para testar uma hipótese que estava se formando em minha cabeça, com o jornal na mão, pedi a opinião do porteiro do prédio (que é quem recebe o jornal) e de mais duas pessoas. Ninguém percebeu nada de estranho embora um dos meus “entrevistados” tenha comentado: “Ah, e o presidente está passando as ferias é em Angra dos Reis”? Percebi uma leve expressão de desaprovação traduzida num balançar de cabeça…

    Na matéria (pág. 14), ilustrada por outra foto com a legenda “O presidente Lula, com uma caixa de isopor na cabeça, com a primeira-dama, na praia de Inema, na Bahia”, a jornalista Giselle Dutra, numa indisfarçável tentativa de recriminar o Presidente, escreve que “Esse período [de férias] também foi ‘aproveitado’ (assim mesmo, com aspas irônicas) no Palácio do Planalto. O presidente Lula (PT) não fugiu à regra e foi flagrado [itálico meu] de sunga na praia de Inema, privativa da Base Naval de Aratu, na Bahia”, etc.

    Em primeiro lugar cabe a pergunta, óbvia, se a jornalista queria que o presidente freqüentasse a praia de terno e gravata. Em segundo lugar, vale registrar, por oportuno, que o atual presidente Obama, quando ainda candidato foi “flagrado” sem camisa (apenas sem camisa!), num passeio com a família e a própria mídia americana, após protestos das mais variadas fontes pela “apelação”, fez sua autocrítica reconhecendo o “excesso”.

    Mas deixemos isso para lá. O motivo do meu comentário é apresentar-lhe, como Diretor de O POVO o meu mais veemente protesto pela forma apelativa, subliminar, de tentar colocar o presidente Lula em situação, no mínimo desconfortável com a população ao estampar uma foto (na primeira página!), mostrando presidente de sunga, curtindo a tranqüilidade de uma praia que o jornal identifica na legenda como sendo Angra dos Reis! Ora, está no subconsciente de todo o País a tragédia que se abateu sobre a população e turistas que passavam as festas de Ano Novo naquela bela cidade fluminense. Não precisa ser nenhum expert para perceber que a mensagem subliminar (nego-me a acreditar que seja um “mero” erro do jornal) está ligando o passeio do presidente, na praia, de sunga, à tragédia. É quase a mesma coisa que se escrevesse de forma explícita: “Presidente curte férias, onde descansa e passeia de sunga, numa praia privativa, protegido por militares, no mesmo local que para outras pessoas e suas famílias foi cenário de terror e tristezas…”

    A que ponto chegou a mídia!!
    Fica registrado meu protesto.

    Saudações,

    Nelson Eulálio

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