Plínio Bortolotti

A incrível história Antônio Pluma, o fuzilado salvo pelo Senhor do Bonfim

Pátio da Câmara e Cadeia onde forma fuzilados revolucionários da Confederação do Equador

Pátio da Câmara e Cadeia onde forma fuzilados revolucionários da Confederação do Equador

Afonso me conta uma história, que, a cada vez, me faz mais crer que o realismo fantástico dos escritores latino-americanos nada mais é do que a realidade ela mesma, factual.

Um dos revolucionários da Confederação do Equador, condenados ao fuzilamento em Icó, foi Antônio Pluma, conhecido como “Pau Brasil”.

Ao ser levado para a frente do pelotão, ele resiste. Os soldados amarram-no a uma cadeira, põem-lhe o capuz.

Ao ouvir a ordem de disparo, ele grita: “Valei-me Senhor do Bonfim”. Nenhum tira lhe acerta: os soldados preparam a segunda carga. Ele repete o grito de socorro: sai vivo. Os soldados recarregam e atiram no novo; Pluma invoca novamente o Cristo: “Valei-me Senhor do Bonfim”: alguns tiros pegam de raspão.

Os soldados se preparam para nova carga. O povo que assistia ao fuzilamento corre e abraça Pluma, impedindo o fuzilamento. Ele é carregado para a Igreja Senhor do Bonfim, que fica a cerca de 200 metros da Casa de Câmara e Cadeia. Ele não é mais importunado.

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