Plínio Bortolotti

Crato, a cidade republicana sob o Império

Praça da Matriz de Crato, onde, em 1817, José Martiniano, filho de Bárbara de Alencar, proclama a independência do Brasil

Praça da Matriz de Crato, onde, em 1817, José Martiniano, filho de Bárbara de Alencar, proclama a independência do Brasil

A colonização do Crato começou no início do século XVIII, é a cidade de nascimento de Padre Cícero Romão Batista, e tinha mais importância econômica do que Juazeiro. Até hoje existe uma rivalidade bastante acentuada com a cidade vizinha.

Crato também foi palco de episódios importantes da Confederação do Equador, movimento republicano duramente reprimido pelo Império. É a cidade de Bárbara de Alencar, pernambucana de nascimento, um dos mais importantes revolucionários de 1824, junto com três de seus filhos, um deles, Tristão Gonçalves, que dirigiu o governo revolucionário por cerca de nove meses, até ser liquidado por tropas imperiais.

Tristão morre em combate, vários revolucionários são fuzilados, entre eles o Padre Mororó [editor daquele que é considerado o primeiro jornal impresso do Ceará, o “Diário do Governo do Ceará”, porta-voz do governo da Confederação do Equador]. Depois que o marido é morto, sua mulher, Ana, passa a vestir luto fechado até à sua morte, o que lhe vale o apelido de Ana Triste.

Revolução Pernambucana

Antes, em 1817, Bárbara e os filhos já haviam participado de outro movimento republicano, Revolução Pernambucana, que lutava pela Independência do Brasil de Portugal.

Os ideais revolucionários tomaram todo o Nordeste. José Martiniano, filho de Bárba, proclama a independência do Brasil no dia 3 de Maio de 1817, na Praça da matriz. Recebe o apoio da mãe e do irmão, Tristão Gonçalves.

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