Plínio Bortolotti

“Aqui é o caos”, diz estudante sobre a desordem no centro de Fortaleza

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Fotos de Jorge Alves

“Além de lixo, carros estacionados em locais irregulares, bocas de lobo abertas e um grande número de ambulantes estão entre os principais problemas encontrados, principalmente no trecho entre a avenida Duque de Caxias e rua Pedro Pereira. Ao lado do Parque da Liberdade, mais conhecido como Cidade da Criança, a desordem se instala. Estreita para tanto movimento, a rua sofre com a constante disputa pelo espaço entre pedestres, motoristas e ambulantes. “Aqui é um caos”, reclama a estudante Ana Sara Marques, 20, que faz um “malabarismo” para caminhar pelo trecho.”

Assim começa a matéria assinada por Gabriela Meneses, publicada na edição de hoje (29/8/2010) no O POVO. A reportagem faz parte de uma série sobre o Centro de Fortaleza, que continua no próximo domingo.

Sugiro a leitura da matéria, lá vocês encontrarão a desculpa de sempre das autoridades: daqui a pouco tudo vai ficar uma beleza. E lá se vão seis anos, somente da autal administração, sem contar as anteriores, que também prometeram a famosa “revitalização” do centro da sofrida Fortaleza, terra de ninguém.

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3 Comentários

  • Tiago Bitu disse:

    Imagino que o mencionado caos em nossa cidade seja fruto, entre outros fatores, da incapacidade do Poder Público agir conforme as crescentes necessidades da população. Como exemplo, poderia citar o trânsito. O centro de Fortaleza possui ruas pequenas com um grande número veículos e poucos estacionamentos. Bem por isso, vê-se uma quantidade exorbitante de infrações e, sobretudo, de desrespeito com o cidadão. Uma solução simples seria a implantação de um núcleo da autarquia reguladora do trânsito dessa cidade naquela região. Evidente que o custo aumentaria, mas nada que um planejamento estratégico não resolvesse. Teríamos, assim, agentes de trânsito perto de onde efetivamente são necessários, evitando que os mesmo ficassem parte do dia se deslocando dentro de seus veículos oficiais sem sequer perceber o que se passa em sua volta (como acontece hoje). Essa atitude poderia ser tomada também nos locais de grande fluxo de veículos e grande adensamento populacional, aproximando a população do Poder Público. Percebemos que há um distanciamento entre nossos gestores e a população em geral. Devemos, portanto, assumir certas condutas que revertam essa tendência.

  • O comentário do internauta Tiago Bitu é preciso, e podemos ir mais além, a cidade de Fortaleza cresceu de forma desordenada, e o Poder Público acha que ainda pode administrá-la como se estivéssemos na década de 70. As intervenções na cidade precisam ocorrer de fora para dentro, com um planejamento inteligente voltado para a transformação do centro em uma região focada para o cidadão e não para os veículos.

  • Felipe Lima disse:

    A fiscalização seria um bom começo. Aliás, um excelente começo. Se há um mérito no Ronda do Quarteirão é ter colocado policiais na rua. Da mesma forma, ter agentes da AMC na rua seria também providencial.

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