Plínio Bortolotti

Secretária da Educação nos esclarece sobre seus predicados de administradora

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A secretária da Educação de Fortaleza, Ana Maria Fontenele, finalmente dignou-se a dar

Ana Maria Fontenele, secretária da Educação de Fortaleza, "profissional do planejamento" e "doutora em Economia"

explicações para a falta de professores que vem impedindo o aprendizado para os alunos do

ensino fundamental. A situação é grave, como pode ser visto neste post

Mas, além das explicações que ela estava devendo, na matéria Prefeitura chama mais de 548 docentes, ela fez questão de exibir o seu currículo para a massa ignara.

Chamou a editora-executiva do Núcleo que Cotidiano, Tânia Alves de “a moça que fez o artigo”, em que a jornalista comentou as Más notícias para a educação – e emendou, a secretária: “A moça que fez o artigo disse: falta de planejamento. Eu sou uma profissional do planejamento. Eu sou doutora em Economia, minha área é essa. Se eu falhar nisso, podem me exonerar [sic].

Isso me lembra, quando menino, cheguei eufórico em casa: “Papai, papai, sou o melhor da classe”. Me olhando de soslaio, o velho disse: “Como serão os outros…”, pois é.

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3 Comentários

  • Hiran disse:

    Ora, ora, de que adianta saber planejar se não há vontade política suficiente para realizar o planejado!
    No dia que os doutores levantarem de suas poltronas de executivos e derem lugar a quem está no “front” a realidade mudará. Alguém já viu um professor que todo dia dar aula ser ouvido em debates, conferências, etc? Tudo não passa de teorias…

  • Olá Plinio.
    Realmente, a educação brasileira precisa melhorar em diversos pontos.
    Os políticos brasileiros são os responsáveis pelos projetos de melhoria, por isto, em ano eleitoral devemos ficar atentos.
    O site http://www.educarparacrescer.com.br entrevistou os principais candidatos aos governos estaduais. Lá, eles apresentam seus projetos para o ensino público.
    Vale a pena conhecer e avaliar.

    Abs,
    Equipe Educar para Crescer

  • Valzenir Santos disse:

    Estamos cansados de ver a coordenadora pedagógica correndo até a sala do diretor, trazendo a má notícia. Mais uma vez, vem avisar, dois professores faltaram. Mais de 60 alunos estão largados nas salas de aula. O problema, que deveria ser uma exceção, faz parte da rotina das escolas de Fortaleza e é um dos desafios que o gestores municipais tem de enfrentar para evitar atrasos na aprendizagem de crianças, adolescentes e jovens. Mas como impedir que o absenteísmo comprometa os alunos? Você vai descobrir que a resposta está em dois pontos cruciais: no planejamento e em uma eficiente gestão do poder público coisa que não vem acontecendo nessa gestão, no que diz respeito a educação. Precisamos dizer chega e essa estrutura falida e defasada da educação cearense.

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