Política

Sindicato convoca protestos contra “pacote de maldades” de Camilo

Apelidado de "pacote de maldades", projeto de corte de gastos será votado na AL (Foto: Divulgação)

Apelidado de “pacote de maldades”, projeto de corte de gastos será votado na Assembleia Legislativa (Foto: Divulgação)

O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará (Sindojus) convocou para a manhã desta quinta-feira, 15, ato na Assembleia Legislativa contra pacote de corte de gastos de Camilo Santana (PT). Classificando a medida como “pacote de maldades”, o grupo acusa o governo de precarizar o serviço público e planeja barrar a votação do projeto.

Em nota de repúdio que será distribuída para deputados, o Sindojus critica medidas do pacote, como o aumento de 11% para 14% da alíquota de contribuição previdenciária para servidores do Estado. Eles contestam tese de crise econômica, afirmando que o próprio secretário Mauro Filho (Fazenda) tem destacado condição superavitária do Estado.

“É de conhecimento público, conforme divulgado pelo próprio governo, que o PIB do Ceará encontra-se em crescimento”, diz. Servidores afirmam ainda que não deverão “pagar a conta pela má administração e o mau uso do dinheiro público por parte dos governantes.

Corte de gastos

Iniciando tramitação nesta terça, pacote de ajuste do governo Camilo Santana inclui uma série de medidas para aumentar arrecadação e reduzir o tamanho da máquina pública no Estado. Entre as mudanças, estão o aumento da alíquota do ICMS de 17% para 18%, corte de 25% dos cargos comissionados, concessão de equipamentos públicos e redução de 10% do custeio.

O governo nega tese de precarização do serviço público, destacando momento complicado para a economia de maneira geral. Além disso, o próprio governador Camilo Santana (PT) deve entrar nos “cortes” , abrindo mão de 10% de seu salário e da vice Izolda Cela (PDT).

Servidores, por outro lado, afirmam terem tido até 20% de perda salarial em 2017, em decorrência da não reposição inflacionária. Eles destacam ainda que o próprio governo tem propagandeado “boas condições” financeiras do Estado, que voltou a ter balança superavitária em 2016 pela primeira vez em dois anos.

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