Política

Dissidência do PSTU, Mais ingressa no Psol e quer se consolidar como “alternativa da esquerda”

Com o ingresso, Psol recebe em seus quadros Raquel Dias, candidata ao Senado em 2014 (Foto: Sara Maia / O Povo)

Um ano após romper com o PSTU, o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (Mais) anunciou ingresso no Psol. No Brasil, serão em torno de 800 novos filiados na legenda, cerca de 100 no Ceará. A união tem como objetivo construir uma alternativa forte da esquerda para “enfrentar os ataques contra a democracia” e disputar as próximas eleições. Decisão foi tomada no 1º Congresso Nacional do Mais, ocorrido entre os dias 27 e 30 de julho. 

“Essa ação do Mais quer dizer que o Psol é uma opção da esquerda contra o PT e o Lulismo. Queremos ter uma alternativa de verdade à esquerda, estamos reaglutinando a esquerda porque queremos ter força”, afirmou Nestor Bezerra, da direção nacional do Movimento. “O Psol é a saída, hoje, para a classe trabalhadora. Sem essa aglutinação da esquerda e dos movimentos sociais, não vamos sair do lugar nunca”.

Eleições

A união presenteia o Psol com pelo menos dois quadros conhecidos pela população, com capital político para disputar as eleições: é o caso de Raquel Dias, que se candidatou ao Senado pelo PSTU em 2014 e chamou a atenção ao defendeu a “luta armada” como método de transformação social. Ela obteve 42.065 votos. Há também Nestor Bezerra, suplente do deputado estadual Renato Roseno (Psol), que conseguiu 8.788 votos disputando o cargo no mesmo ano.

Fernando Castelo Branco, advogado e militante do Mais, afirmou que ainda não está sendo feita uma discussão sobre o cenário eleitoral, mas que a filiação de grandes quadros do grupo ao Psol é um primeiro passo dessa união.

“Nossa decisão de entrar no Psol é fortalecer hoje o único polo partidário com representação dentro da institucionalidade, que pode fazer disso uma trincheira de luta, no momento de ataque ao conjunto da esquerda. O Psol se coloca como uma alternativa tanto aos ataques do governo Temer como ao Lulismo, ao processo de conciliação de classes que o PT liderou durante 13 anos”, disse. 

Raquel explicou que a discussão sobre a entrada na sigla foi feita durante todos esses meses através de plenárias e reuniões. O evento das filiações deve ser marcado nos próximos dias. Ainda não há data para a ocasião, mas o deputado estadual Renato Roseno (Psol) destacou que o ingresso era “um símbolo da reorganização da esquerda no Brasil” e que deveria ser comemorado em “15 dias de festa”. “O Psol é uma alternativa. A pretensão é de sermos uma força política com a capacidade de influenciar a sociedade”, afirmou.

Dissidência

A racha do PSTU aconteceu no ano passado em meio à discussão sobre o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Enquanto o partido não adotou postura de defesa da ex-presidente, grupo levantou voz contra o “golpe”. No Ceará, a saída de 96 militantes representou a diminuição de 80% dos filiados na sigla. Os dissidentes uniram-se e nomearam o Movimento de abrangência nacional.

 

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