Política

Eleitores são contra armamento e aborto, mas querem menos impostos

Jair Bolsonaro defende armamento da população, mas é radicalmente contra o aborto (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A liberação do porte de armamento e a descriminalização do aborto são os dois temas que mais “espantam” os eleitores brasileiros, superando até mesmo a defesa da promoção de privatizações. A informação é da pesquisa MDA/CNT, divulgada nesta segunda-feira, 20.

Segundo o levantamento, 62,8% dos eleitores dizem que perdem chances de receber o seu voto candidatos que defenderem a descriminalização do aborto, como Guilherme Boulos (Psol). Em segundo lugar, 50,1% dos eleitores dizem ouvidos pelo instituto dizem que o mesmo vale para presidenciáveis a favor da liberação do porte de armas, como Jair Bolsonaro (PSL).

Tema que costumava polarizar eleições entre PT e PSDB, a defesa de privatizações no aparato estatal aparece logo depois entre temas rejeitados. Ao todo, 38,8% dos eleitores dizem que perde chances de receber o seu voto quem defende este tipo de medida. Até agora, Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo).

Menos impostos

Do outro lado da balança, o tema que mais tem poder de atrair eleitores é a defesa da redução de impostos, com 79,4% dos entrevistados dizendo que a defesa do tema aumenta as chances de voto do candidato. Em segundo lugar, segue a redução de privilégios de servidores públicos, com apoio de 61,1% dos eleitores ouvidos. Os dois temas são foco das propostas de João Amoêdo (Novo), ainda com menos de 1% de intenções de voto na mesma pesquisa.

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