Política

Lei para conter fake news nas eleições do Chile ganha o nome de Bolsonaro

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Alejandro Navarro é senador do Chile pelo MAS

Projeto de lei criado para combater a disseminação de fake news em redes sociais, e impedir que políticos divulguem informações não checadas ou fabricadas, ganhou o nome de “Ley Bolsonaro”. A autoria é do senador chileno Alejandro Navarro, integrante do Movimento Social Amplo (MAS), do Chile.

“O Presidente da República deve ser um líder que triunfa sem trapacear no debate político e nas urnas. Caso contrário, ganhará o que mais se encontra, aquele que tem mais acesso a informações erradas por meio de redes sociais, o que contrata mais empresas de marketing político para manipular as informações e entregar conteúdo falso de forma deliberada. Isso não é viver uma democracia saudável”, justifica o político chileno criador da lei.

Após os fatos ocorrido no Brexit na Inglaterra, e na eleição de Donald Trump nos EUA em 2016 (acusado de usar o sistema Cambridge Analytica), o mundo agora abriu os olhos para práticas de não apenas a feitura de matérias falsas, mas também da sistemática distribuição de fake news em páginas do Facebook, e grupos de Whatsapp, nas eleições do Brasil. Na última semana, a Folha de São Paulo denunciou um esquema milionário de compra de disparos através do aplicativo de menagens instantâneas, a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e contra o PT. O TSE abriu investigações do caso.

Jair Bolsonaro posa para foto

Outra justificativa para nomear a lei com esse nome, é que na última segunda-feira, 22, o Facebook removeu um grupo de 68 páginas e 43 contas da rede social que, juntas, formavam a maior rede pró-Bolsonaro da internet.

A lei chilena consiste numa medida legal que “aqueles que aspiram/concorrem a alcançar cargos eletivos e divulguem notícias falsas em sites, redes sociais ou via mensagens online (Whatsapp) durante a eleição, não continue na corrida”, afirmou o parlamentar chileno à Radio Bio Bio. O projeto incluirá candidaturas presidenciais, parlamentares, municipais ou do Governo Regional.

Para configurar um discurso fictício do candidato, eles se utilizam de ferramentas digitais que analisam grandes volumes de informação, e é isso que Navarro deseja impedir a partir das próximas eleições chilenas. “Caso aprovado, sancionaremos uma nova forma de fazer política que tomou a extrema direita na América Latina, que avança com Big Data, ou seja, pesquisando as preferências dos usuários de sites de redes sociais, em seguida, espalhar mentiras e destruir a reputação dos candidatos de sua contendores”, finaliza.

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