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Mel Duarte fala sobre poesia e feminismo negro no Instagram

Na imagem, a poeta Mel Duarte sorri para a câmera. Ela é jovem, negra, tem cabelo longo e com dreads e várias tatuagens nos braços. Ela usa uma blusa curta, estilo "ciganinha", colorida.

Além de ter seis livros publicados, Mel Duarte integra o Slam das Minas SP, batalha de poesias autorais voltada para o gênero feminino (Foto: Divulgação)

Para encerrar o mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, o projeto Bazar das Letras do Sesc convida a poeta, escritora e slammer Mel Duarte para compor a programação excepcional deste mês, dentro da ação Conversa com o Escritor. O evento é uma oportunidade de saber mais sobre as obras da escritora, que reafirma a importância da interseccionalidade na arte e a urgência de se debater a condição da mulher negra no País. A transmissão acontece hoje, 30 de novembro de 2020, pelo Instagram do Sesc Ceará, a partir das 18 horas.

Mel Duarte é produtora cultural e atua com literatura desde 2006. Ela integra a coletiva Slam das Minas SP, batalha de poesias autorais voltada para o gênero feminino, grupo que a projetou também internacionalmente em países da África e da Europa. Publicou os livros “Fragmentos Dispersos” (2013), “Negra Nua Crua” (2016, Editora Ijumaa) traduzido para o espanhol “Negra Desnuda Cruda” (2018, Ediciones Ambulantes – Madrid/ES) e “Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta” (2019, Editora Planeta). Em 2020, Mel se prepara para lançar seu sétimo livro, intitulado “Colmeia”, pela editora Philos.

Em 2016, Mel foi destaque no sarau de abertura da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia). Em 2017, foi convidada a representar a literatura brasileira no Festilab Taag, em Luanda, Angola, e em 2019 foi a primeira poeta negra brasileira a lançar um disco de poesia falada, “Mormaço – Entre outras formas de calor”, explorando o formato de spoken word. A proposta do projeto é apresentar outro lugar do trabalho de Mel Duarte, que chega agora mais versátil, alcançando o público através da oralidade, mas, desta vez, mesclando música e poesia.

Com esse currículo, a obra poética e artística de Mel Duarte reitera sua relevância não só para a literatura, mas também para a sociedade brasileira, contribuindo para debater a condição da mulher negra no Brasil e os caminhos outros possíveis de se trilhar contra o racismo e o machismo estruturantes da nossa sociedade.

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