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Museu Orgânico chega ao Sertão Central homenageando Antônio Rabelo

Radar do Comércio

Projeto Museus Orgânicos chega ao Sertão Central com homenagem ao artista plástico Antônio Rabelo

museu: na imagem, artista Antônio Rabelo segurando algumas de suas peças

Além do Museu, o Ateliê Rabelo, fundado em 2002, é local de orientação e treino para futuros artesãos de jóias. (Foto: Egilano Franco)

O Sistema Fecomércio-CE, através do Sesc, inaugurou nesta quarta-feira, 18, o primeiro Museu Orgânico do Sertão Central. O Museu Oficina Antônio Rabelo é um reconhecimento ao designer de jóias, artesão e artista plástico que tem as pedras e os espinhos dos cactos de Quixeramobim como a sua principal matéria-prima. O Ateliê Rabelo é um espaço de memória e economia criativa localizado no Planalto Sabonete.

“Esse Museu Orgânico é uma iniciativa não apenas com o intuito de reconhecer o trabalho e missão de Antônio Rabelo, mas de valorizar uma função tão genuína e importante para o Sertão Central e também para o Ceará como um todo. Esse é um grande passo que o Sesc dá para promover o turismo e a cultura na região”, ressalta o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt.

Valorização

Rabelo conta que só quando foi embora de Quixeramobim entendeu que seu lugar no mundo é na cidade onde nasceu. Participou de várias exposições de joias pelo Brasil e no exterior, mas é em Quixeramobim que se encontra o Ateliê Rabelo. A sua empresa, fundada em 2002, também é local de orientação e treino para futuros artesãos de jóias.

Nas entrevistas que já concedeu falando do seu ofício, em uma delas Rabelo salienta que seu trabalho é de descoberta, tanto do sertão quanto dele mesmo. O fato de transformar o que a natureza ao seu redor proporciona em joias, na visão do artesão, é uma maneira de agregar valor à região e também de chamar atenção para a preservação daquele lugar.

Para o gerente de Cultura do Sesc Ceará, Alemberg Quindins, somente uma pessoa com sensibilidade transforma espinho e pedras em joias. A nomeação da Oficina Antônio Rabelo em Museu Orgânico, para Quindins, é uma maneira de valorizar aquele território, de garantir o devido reconhecimento ao que há de mais primitivo no Sertão Central.

“Proporcionar a arte e a economia criativa, isso a oficina de Antônio Rabelo já faz naquela região. O que o Museu Orgânico está trazendo é a oficialização do trabalho do Rabelo, agregando valor; um reconhecimento à história dele. Ou seja, estamos sublinhando e potencializando o que já existe”, pontua.

Museus Orgânicos

Os Museus orgânicos têm como principal função transformar em lugares de memória afetiva as casas e oficinas de mestres da cultura e artesãos, com possibilidade de visitação e movimento do turismo local.

Nessas moradas/oficinas, encontram-se objetos pessoais, fotografias, vestimentas, instrumentos e tudo que marca o dia a dia e consolida as manifestações tradicionais. Essas são algumas das características que denotam os espaços chamados de Museus Orgânicos.

O Museu Oficina Antônio Rabelo, no Sertão Central, é, portanto, o primeiro desse projeto inaugurado fora da região do Cariri. Até o momento, foram nove os Museus Orgânicos inaugurados através do Sesc, juntamente com a Fundação Casa Grande, nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Nova Olinda e Potengi.

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