Sincronicidade

Então lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15)

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A liberdade de Jesus impressionou tanto os seus contemporâneos, a ponto de um fariseu elogiá-lo, dizendo: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que,  de fato,  ensinas o caminho de Deus. Não dás preferência a ninguém, pois não consideras o ser humano pelas aparências…” (Mc 12,14). Essa liberdade tem a sua fonte e está arraigada na união de Jesus com o Pai. Ele afirma que o Pai está n´Ele e Ele no Pai. Essa identificação confere-lhe autoridade para realizar a obra do Pai e assumir essa atitude de liberdade face ao poder religioso e político que deturpa a imagem de Deus (Jo 10,22-39).

Jesus não só se revela como um homem livre em seu modo de ser e agir, mas, ao mesmo tempo, assume uma atitude libertadora em relação às pessoas com as quais entra em contato. Ele é fautor de liberdade, tornando as pessoas livres. Liberta, antes de mais nada, de uma concepção mistificadora e deturpada de Deus. A religião muitas vezes foi usada como garantia de relações sociais injustas e para defender interesses de grupos. A visão religiosa servia para justificar privilégios. Nada oprime mais do que um deus opressor. Jesus vem libertar de um deus imaginário construído pela mão do ser humano e revelar a verdadeira face amorosa de Deus. A ternura divina revelada no agir de Jesus liberta de todos os temores que se possa ter em relação a Deus. As curas milagrosas de doentes, as refeições com publicanos e pecadores, a acolhida de prostitutas são expressões da ternura que libertam das condenações e discriminações fundadas na religião.

[Junges, José Roque.  A Ética de Jesus e os Cristãos.  In: Aquino, Marcelo Fernandes de (organização de).  Jesus de Nazaré, profeta da liberdade e da esperança. – São Leopoldo: Ed. UNISINOS, 1999, p. 227.]

3 Comentários

  • Paulo Roberto Girão Lessa disse:

    SEMANA SANTA NÃO É FERIADÃO

    Em uma sociedade consumista, materialista e onde o prazer está acima do Amor temos a Páscoa resumida à ovos de chocolate que logo acabam.
    A Paixão, morte e Ressurreição de Cristo faz parte da cultura da civilização cristã e não podemos ignorar a salvação comprada a preço do sangue precioso de nosso amado Jesus.
    Nada terá sentido se não respeitarmos o tempo da Salvação por Jesus Cristo, nosso Redentor. Quem for indiferente ao sofrimento da humanidade se perderá nos desequilíbrios de uma vida longe de Deus.
    A semana santa é tempo de viver com a família a quinta feira santa com o lava pés, a sexta com as encenações da paixão de cristo e um sábado santo de espera pela vida nova.
    Domingo é a alegria plena da vida que vence. A luz venceu as trevas, aleluia!
    Se for viajar participe em sua cidade. Não deixe de participar!
    Semana santa renovadora para todos!

  • Paulo Roberto Girão Lessa disse:

    REFLEXÕES NA SEMANA SANTA

    A semana santa inicia com uma reflexão séria sobre
    o que entendemos das palavras do Cristo em seus
    últimos capítulos de cada um dos 4 evangelhos.
    Jesus é preso no Getsêmani e não compromete seus
    amigos que fogem diante da coragem do Mestre.
    O Sinédrio era a casa onde se reuniam os governantes
    judeus. Foi lá que Pedro negou Jesus e foi lá que
    chorou arrependido. Jesus nunca coloca a culpa acima
    do arrependimento e Pedro conseguiu o restabelecimento
    confiante no perdão do Mestre.
    Perante Pilatos, o Messias não consegue um diálogo franco.
    Pilatos se mostra céptico e indeciso quanto a Verdade.
    O poder tomou conta da cabeça do governante. Cláudia,
    sua esposa, é mais coerente quando pede que liberte o Profeta
    Galileu.
    Pilatos usa a tortura do flagelo para amenizar os ânimos da
    massa.
    Mas as forças das sombras são mais fortes, neste momento.
    E a cruz passou a ser sinal de libertação. Na verdade, é a ação
    de Jesus na cruz que liberta da opressão das trevas.
    A morte não pode vencer a Luz. E Jesus desencarnado recebe
    seu corpo glorioso na Ressurreição.
    Como Jesus já previa a vitória veio do Pai que nunca nos
    abandona.
    Judas caiu quando deu mais valor ao dinheiro que aos amigos.
    “Amigo na praça é melhor que dinheiro no bolso”
    Judas encurralado escolheu o suicídio e a tormenta. É melhor
    sofrer a centésima parte dos juros que devemos aqui que sofrer
    a desventura de ter escolhido ser réu de si mesmo.
    Jesus já disse antes de ressuscitar que quem quer governar seja
    como quem serve!
    Aproveitamos para alertar a toda a Humanidade que as palavras
    do Mestre são eternas e sempre há tempo para recomeçar.
    Recomecemos no domingo de Páscoa.
    Feliz Páscoa!

  • Paulo Roberto Girão Lessa disse:

    PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

    A prevenção ao suicídio é um tema muito
    importante para os dias atuais.
    Yvone A. Pereira escreveu um livro chamado
    “Memórias de um suicida” onde ela afirma ter
    intuições de como sofrem os suicidas no “Vale
    dos suicidas”.
    Poucos tem a coragem de enfrentar a fúria dos
    materialistas que insistem em dizer que a morte
    é um fim.
    Na verdade pensamos que desencarnar é um
    começo e devemos preparar uma nova vida no
    futuro “endereço” em que iremos morar.
    Viver é esperar a morte! E morrer é iniciar um
    estado natural de vida: A vida espiritual.
    O suicídio é antecipação dos fatos e desequilíbrio,
    no início de um tempo de reparações.
    Não somos donos de nosso envoltório carnal.
    Ele pertence à mãe natureza que nos empresta por
    um tempo de vida na crosta terrestre neste planeta
    de expiações e provas.
    Morrer antes do tempo nos levaria a sofrer mais e
    a demorar mais o tempo do resgate de nossa alma.
    Não é para esmorecer, desistir ou enfraquecer.
    Quem inicia uma caminhada deve ir até a chegada!
    Quanto aos que se foram resta a força de nossas
    orações e a certeza que novas oportunidades virão.
    Deus não desiste de nenhum filho seu!
    Para que desistir da nossa vida?

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