Ancoradouro

Confissão – Parte I

Nós estamos num tempo propício para a confissão, um sagrado sacramento de cura. Não estou falando de uma confissão direta com Deus, porque esse tipo de confissão, para nós católicos, é insuficiente. Estou falando da confissão sacramental que passa pelos ouvidos do padre, pois só é possível escutar palavras da misericórdia e do perdão de Deus pelos lábios de um sacerdote.
Mas quem inventou a confissão? Esta lá em Mateus 16, 19: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”. Ou seja, o próprio Jesus Cristo instituiu o sacramento da confissão.
Um dos princípios para uma boa confissão é não querer continuar no pecado. Por isso, quando uma pessoa está amasiada, ela não pode se confessar. Não podemos acreditar que exista vontade de querer mudar esta situação, ou seja, não existe arrependimento real. A confissão neste caso é proibida.
Existem algumas razões para se confessar. As mais conhecidas são chamadas de atrição e contrição. O medo do inferno se chama atrição, que não é o ideal para se chegar à plenitude do sacramento da reconciliação, mas já é um começo.

 A contrição é o arrependimento perfeito, não é medo de Deus, mas é a necessidade da misericórdia Dele.
Pelo menos uma vez por ano é preciso se confessar. Alguns médicos pedem exames clínicos a cada seis meses, portanto eu acredito que a alma precisa ser medicada neste mesmo tempo.
Porque pecamos? Por que temos o livre arbítrio. A liberdade de dizer o que queremos e de fazer o que queremos nos permite realizar atos contrários ao Criador.

Cinco passos para uma boa confissão:
1. Fazer um bom exame de consciência
2. Ter realmente arrependimento do pecado
3. Ter o propósito de não recair no pecado
4. Confessar ao padre sem omitir nada
5. Cumprir a penitência estabelecida pelo confessor
Continua…
Artigo escrito por Pe. Reginaldo Manzotti

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