Futebol do Povo

Ceará: diretoria acerta ao cobrar jogadores de comportamento extra-campo

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Já nem sei quantas vezes escrevi e falei sobre isso, mas entendo que não é papel de jornalista ficar patrulhando comportamento de jogadores fora dos treinos e das partidas.

Nesta segunda-feira, durante o Futebol do POVO, mencionei que se visse um jogador caído de bêbado na rua ou em qualquer outra condição estranha jamais tiraria foto, faria vídeo ou reportaria, em hipótese alguma. Primeiro, porque não sou jornalista de fofoca. Segundo, porque entendo que, na folga, cada um faz o que bem entender e a cobrança tem que ser do profissional como atleta, apenas isso.

Entretanto, quando o assunto vira pauta na conversa firme entre diretoria e grupo de atletas, entendo que é relevante ter um posicionamento e neste caso os dirigentes do Ceará acertaram ao fazer a cobrança em uma reunião de mais de uma hora e meia que antecedeu o treino programado desta segunda. Apesar dos dirigentes do clube confirmarem que não se envolvem no que os atletas fazem nas folgas, foi pedido cuidado.

Com a atual situação da equipe, na zona de rebaixamento da Série B, é no mínimo uma grande mancada e uma tremenda burrice que jogadores se deixem filmar em situações não convencionais, consumindo álcool em excesso. É tudo que o clube não precisa neste momento. O patrulhamento dos torcedores vai ocorrer, não há a menor dúvida, até porque não deixa de ter razão o cidadão chateado com a campanha do time que encontra atletas em situações descuidadas ou constrangedoras. Por mais irracional que seja, dá pra entender a revolta.

Na mesma reunião a diretoria cobrou empenho do grupo, evidente, porque o Ceará tem apenas quatro pontos e após sete rodadas está na zona de rebaixamento da competição. Os argumentos não mudam muito: boas condições de trabalho, salários em dia, então melhores resultados precisam aparecer. Contra o Santa Cruz,  no Castelão, veremos as consequências.

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