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Maranhão: da base do Cruzeiro até o gol espetacular pelo Fortaleza

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Aos 13 anos, Maranhão deixou São Luis e foi morar na Toca da Raposa, centro de treinamento das categorias de base do Cruzeiro. A equipe de Minas Gerais acreditou no jogador ainda menino, depois de vê-lo em ação pelo Sampaio Corrêa.

Em Belo Horizonte as coisas não foram fáceis para um garoto distante da família e dos amigos, mas melhores do que a situação financeira difícil deixada para trás. Nos cinco anos no Cruzeiro, seu comportamento não foi dos melhores. Não era raro fugir da concentração, pular muro, aparecer dias depois. Neste período também viu seus pais morrerem, um sofrimento enorme, mas que teve que sentir sozinho porque o futebol seguia como única alternativa viável. O jogador tinha talento e em 2010 subiu para o profissional do Cruzeiro mas, no máximo, ficou no banco. As dúvidas aumentavam. Seu contrato perto de vencer e ele sem perspectivas, o Cruzeiro não o queria mais, quando surgiu em agosto de 2011 a chance de atuar na Suécia. Foi para o Hacken, mas não aguentou mais do que oito meses. Jogou apenas cinco vezes, todas entrando no decorrer das partidas. Não fez nenhum gol, mas finalmente juntou algum dinheiro.

Quando pediu para voltar, conseguiu espaço no Nacional de Minas Gerais e por lá ficou em em 2012 e 2013. Depois rodou pelo Vila Nova, também de Minas e foi parar no Guarany de Sobral , onde começou a temporada de 2014. Foram 10 jogos somando Copa do Nordeste e Campeonato Cearense, um gol marcado, mas ainda assim o Ceará o contratou em junho do mesmo ano. O problema é que atuou apenas 52 minutos no time principal. Sem chances, carregou uma grande mágoa do alvinegro e estava acertado com o América-RN para 2015 quando o Fortaleza apareceu. Sua esposa, torcedora tricolor,  teve influência direta na resposta positiva, apesar do salário baixo oferecido. Além disso, pesou a vontade do jogador em dar a resposta ao Ceará em campo.

Com Nedo Xavier, começou como titular, mas perdeu a posição. Seguiu reserva com Marcelo Chamusca, mas fez o gol da quebra do tabu nos clássicos contra o Ceará. A mágoa persistia e o jogador teve um péssimo comportamento na final do estadual contra o alvinegro. Arrumou confusão, foi expulso, provocou e pediu desculpas.

Com a contusão de Éverton, Marcelo Chamusca o escolheu para atuar pelo lado esquerdo. Maranhão não decepcionou. Apesar da dificuldade na recomposição, melhorou fisicamente e teve um bom desempenho, tanto que hoje muitos defendem que mesmo com a volta de Éverton, Chamusca arrume um lugar para Wenderson da Silva Soares, o Maranhão.

Até este sábado, antes de enfrentar o Botafogo-PB, o meio-campista de apenas 23 anos ainda e que recebeu aumento espontâneo da diretoria para renovar o contrato até o fim de 2016, tinha cinco gols e quatro assistências na temporada. Tinha, porque o Castelão viu um gol espetacular de calcanhar, o sexto de Maranhão na temporada, após jogada de Daniel Sobralense. O Fortaleza venceu por 3×0 e lidera com folga o grupo A da Série C.

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Maranhão marca um golaço para o Fortaleza! – Vídeo Dailymotion.

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