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Consultoria: uma ajuda bem-vinda

(Foto: MangoStar_Studio/GettyImages)

Quando a empresa passa por dificuldades em algum setor, uma intervenção externa pode ajudar a encontrar e resolver o problema. A relação, porém, não pode transformar-se em dependência

O empreendedor, muitas vezes, pode não ter domínio de todas as áreas da própria empresa. Contratar uma consultoria é uma maneira de implantar melhorias na instituição ao se deparar com dificuldades para fazer o negócio entrar em uma curva de crescimento, tomar decisões ou chegar a resultados esperados. Essa ajuda também pode ser buscada para inserir novas tecnologias na organização.

Conforme explica a especialista em consultoria empresarial Mônica Tomé*, o processo consiste em buscar, fora da empresa, apoio para área na qual a instituição passa por dificuldade. “É uma intervenção externa que pressupõe um reconhecimento da expertise dessa outra pessoa em detrimento da não existência dessa expertise dentro da empresa”, afirma. Entre as áreas que mais demandam não só consultorias, mas também treinamento e formação, Mônica destaca a financeira, a de controle e a de custos.

A primeira etapa da consultoria é o diagnóstico da situação da empresa. Nela, conforme explica a especialista, o consultor verifica a causa da dificuldade apontada pelo empreendedor. Algumas vezes, o fator é diferente do indicado inicialmente. “O consultor tem um olho mais imparcial do que o empresário porque está olhando de fora. Então, às vezes, ele também pode confrontar e apresentá-lo o real motivo do problema da empresa”, afirma.

O passo seguinte é a intervenção. Neste momento, é implantada uma proposta para solucionar as questões necessárias. Mônica destaca, porém, que a consultoria não pode gerar uma relação de dependência. As orientações recebidas devem ser incorporadas à empresa e a tomada de decisões deve sempre ser feita pelo gestor. “A entrada de um consultor deve significar um agregado de conhecimento para a empresa, a fim de que o empresário passe a dominar uma ferramenta, uma área que não dominava. Então, a ideia é que passamos, no processo de consultoria, uma transferência de conhecimento”, afirma.

Além disso, a especialista aponta a importância de o empreendedor investir na própria capacitação para o negócio. “Agora que a escola está tentando incluir nos currículos esse entendimento do empreendedorismo, mas nossas faculdades formam basicamente profissionais liberais, mão de obra. Então, essa preparação é importante”, argumenta. De acordo com a especialista, conhecer melhor áreas que não domina ajuda o empresário, inclusive, a ter autonomia na relação com o consultor.

*Mônica Tomé é analista do escritório do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae/CE)

Serviço
Curso MEG na Avaliação de Negócios

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