Política

Caso Queiroz lembra Leonelzinho e A Onde É em Fortaleza

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Vereadores também foram acusados da prática de “rachadinha” (Foto: Divulgação)

O caso envolvendo movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), remete a vários outros episódios ocorridos no Ceará. Em 2014, vereadores Leonelzinho Alencar e Antônio Farias de Sousa – o A Onde É – também foram acusados de reterem parte dos salários de assessores, prática conhecida como “rachadinha”.

Mais para trás, em 2005, a então deputada estadual Íris Tavares (PT) também enfrentou problemas na Justiça pela mesma prática. Na época, dois ex-assessores da parlamentar procuraram a imprensa para denunciar que pagavam “pedágio” sobre os salários, o que motivou a abertura de processo contra a deputada no Conselho de Ética da Assembleia.

No caso da Câmara, os dois vereadores renunciaram ao cargo após as denúncias. A Onde É chegou inclusive a ser preso em flagrante, em setembro de 2014, enquanto sacava valores de uma agência do Banco do Brasil na Praia de Iracema. À época, a Polícia afirmou que ele acompanhava um assessor e pretendia reter parte do saque, em cerca de R$ 1,9 mil.

Acusação semelhante ronda agora Fabrício Queiroz, suspeito de “administrar” um esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sugerem que o ex-assessor recolhia parte dos salários de assessores do gabinete do filho do presidente.

Coaf já investigou cearense

O Coaf, outro agente central no escândalo envolvendo a família Bolsonaro, também já conduziu grandes operações no Ceará. Em 2014, o órgão notificou o Ministério Público Federal (MPF-CE) após um deputado estadual cearense sacar R$ 480 mil em Fortaleza. O saque, todo em dinheiro, foi feito na véspera do 1º turno da eleição.

Na própria agência do Banco do Brasil localizada no prédio da Assembleia Legislativa (AL), o parlamentar procurou a gerência e solicitou a quantia. Pediu em espécie. Obedeceu à regra de avisar ao BB com 24 horas de antecedência. Foi atendido. No dia seguinte à solicitação, estava com os R$ 480 mil à disposição.

Na época do episódio, o Coaf afirmou que o mesmo deputado já havia feito o mesmo procedimento quatro anos antes, na eleição de 2010. O órgão, no entanto, não divulgou quem foi o parlamentar responsável pelos saques.

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