Ancoradouro

Festejos juninos se reinventam por força da pandemia

Artigo escrito por Marciel Bezerra: O mês junho é bastante aguardado no Nordeste pela expectativa do sertanejo em função das festividades dos padroeiros Santo Antônio (13), São João Batista (24) e São Pedro (29). É período da renovação da fé e da vivência das bênçãos também pelo período chuvoso ainda remanescente.

São João Batista. Foto: Marciel Bezerra.

Em meio à situação de pandemia ora experimentada, 2020 está sendo reinventado. Impactados pela Covid-19 (novo Coronavírus), novas formas de celebração das festividades desses santos dias juninos já são vislumbradas. As paróquias das pequenas cidades, por exemplo, estão aproveitando os recursos da tecnologia para iniciar um percurso diferente entre o presente e o futuro.

Como será em Cedro?

Localizado na região centro-sul do Ceará, o município, pela primeira vez em 99 anos seguidos, vai inovar no tradicional festejo religioso do padroeiro São João Batista, com maior distanciamento entre as caminhadas na madrugada, as novenas, os leilões e os shows culturais. Uma das alternativas para não deixar cair a qualidade e o envolvimento das pessoas é a participação dos empresários locais, que decidiram unificar as formas de divulgação, colaboração e entretenimento do período.

Para as caminhadas na madrugada e as novenas, jovens paroquianos estão transmitindo os eventos ao vivo, por meio de plataformas como Facebook e Instagram. À noite, as tradicionais barracas que levavam as famosas prendas nos mais diversos bairros, estão vendendo seus produtos por meio de aplicativo delivery; uma equipe faz a entrega dos pedidos nas residências.

Vários artistas vendem suas criações por meio de shows culturais no Youtube. Tem até um site (“Vaquinha Online” – crowdfunding) que angaria recursos financeiros para ajudar na reforma da Casa Paroquial.

Como ficam os 100 anos de Cedro?

Se ainda em junho as comemorações presenciais estão sendo interrompidas pela pandemia, já uma outra preocupação das autoridades locais toma vulto: o dia 21 de outubro, quando o município, com uma população hoje estimada de 25 mil habitantes, festeja seu primeiro centenário de emancipação. Pode até se pensar que a data está demasiado distante, mas, dado o nível de incertezas em relação à pandemia, é prudente desde já precaver-se. Será necessário também adaptar as festividades centenárias aos recursos virtuais? Ou será que os abraços dos moradores, ao vivo e em cores, só ocorrerão com a chegada de 2021?

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