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UFC Rio: Diego Lima comenta as derrotas dos pupilos Felipe Sertanejo e Lucas Mineiro

Diego Lima (centro) entre as feras (da esq. para dir.) Thomas Almeida, F

Diego Lima (centro) entre as feras (da esq. para dir.) Thomas Almeida, Felipe Sertanejo, Lucas Mineiro e Alan Puro Osso | Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Mestre de Felipe Sertanejo e Lucas Mineiro, Diego Lima lidera a Chute Boxe em São Paulo e tem colhido bons frutos de um trabalho iniciado quando os pupilos ainda eram adolescentes. A dupla de lutadores é considerada a nova geração da equipe, que revelou nomes como Anderson Silva, Wanderlei Silva e Maurício Shogun. Diego comentou ao Blog Clube da Luta a recente participação dos atletas no UFC 179: Aldo x Mendes II, realizado no último sábado, 25, na Cidade Maravilhosa.

Com adversários duros pela frente, Sertanejo e Mineiro não conseguiram impor suas estratégias e acabaram derrotados por pontos para Andre Fili e Darren Elkins, respectivamente. Lucas vinha de uma sequencia de três vitórias consecutivas, enquanto Felipe havia vencido a última.

Lucas Mineiro

Encarada entre Darren Elkins e Lucas Mineiro |  Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto

Encarada entre Darren Elkins e Lucas Mineiro | Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto

“O Mineiro teve a luta mais dura da carreira. O Elkins trabalhou o anti-jogo. Todas as lutas do Mineiro foram na trocação, porrada, e esse cara entrou para amarrar ele e conseguiu. O Lucas estava no gás, bem treinado, mas nunca tinha lutado contra um cara do estilo do Elkins. Foi uma experiência nova. Ele (Elkins) anulou o jogo do Mineiro e o colocou de costas para as grades”, conta Diego.

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Quem assistiu Mineiro x Elkins percebeu que o brasileiro ficou mais travado. Acostumado a soltar chutes e socos para encurralar o adversário, Lucas não conseguiu impor a trocação contra o wrestler americano. “Ele (Mineiro) deixou a luta acontecer na grade e ficou muito preocupado para não atacar. O Mineiro acabou lutando para não perder, mas ele vai dar a volta por cima muito rápido. Se lutasse mês que vem, eu apostava todas as minhas fichas nele. O Mineiro está vacinado contra esse jogo chato de amarração que o Elkins faz”.

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Até o anúncio da pontuação dos juízes, Diego acreditou que a vitória viria para seu pupilo, pois viu o brasileiro mais contundente na luta. O americano aplicou com eficiência seu wrestling para prender o atleta da Chute Boxe nas grades, mas ao término da luta, estava com o rosto mais machucado do que o oponente. “Infelizmente a derrota veio, mas, por contundência, o Mineiro foi melhor. Pensei que ia acabar caindo no último round, quando o Mineiro acertou duas joelhadas. Na verdade, o Elkins não deu espaço para ele lutar. Faltou espaço para o Lucas soltar o muay thai”.

Felipe Sertanejo

Sertanejo foi derrotado por Andre Fili | Foto:  Alexandre Loureiro/Inovafoto

Sertanejo foi derrotado por Andre Fili | Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto

Se Mineiro ficou amarrado nas grades, Sertanejo teve uma luta mais movimentada com o produto da Team Alpha Male, dos lutadores Urijah Faber, Chad Mendes e TJ Dillashaw. O brasileiro e o americano trocaram, por diversas vezes, as posições no chão. Felipe não soube aproveitar o momento quando esteve por cima, nem conseguiu aplicar o muay thai para encerrar o duelo.

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“A gente não tem desculpa. Só resultado apaga resultado. Mas quem conhece o Felipe sabe que não era ele. Ele teve problemas pessoais que o atrapalharam. Ele cansou na luta e não conseguiu soltar seu jogo. Ele perdeu posições, faltou força para segurar. O Sertanejo não conseguiu focar 100% para esse combate”.

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Sertanejo ainda não conseguiu se firmar na categoria, mas tem protagonizado boas lutas no UFC. Até o momento, o paulista oscilou entre vitórias e derrotas, e um empate, em sete apresentações. “Ele lutou mal. Se lutar dez vezes contra o Fili, vou apostar todas no Felipe. Fiquei triste porque sabia que o Felipe tinha condição de nocautear e finalizar. Agora, ele vai esfriar e meter um nocautão na próxima. Queria muito que eles lutassem de novo. O Felipe fez chão com o Pepey (faixa-preta) e com o Miltinho (faixa-preta). Não desmerecendo o adversário, mas ele não lutou o que sabe, nem soltou o seu jogo. Bola para frente”.

Chute Boxe com nova geração
A franquia na capital paulista tem resgatado o espírito bem-sucedido de trocação franca dos tempos de Anderson Silva, Wanderlei Silva, Maurício Shogun, entre outros. Diego Lima é o responsável pelo surgimento de novos talentos como Lucas Mineiro, Felipe Sertanejo e Thomas Almeida, do UFC, Alan Puro-Osso, do XFC, e Kalindra Farias, do WSOF.

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