Futebol do Povo

O que melhorou e o que continuou ruim no Ceará após o empate contra o América-MG

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marinhogolTomando como base a derrota para o Paraná na estreia da Série B – um parâmetro baixo, portanto – o Ceará melhorou bem no empate por 1×1 contra o América-MG, nesta terça-feira, pela Copa do Brasil. O time teve mais posse do que o adversário e tentou jogar com a bola no chão. Conseguiu em alguns momentos, até armando bons contra-ataques, como foi no gol de William e em jogadas isoladas no segundo tempo, uma delas interrompida de forma equivocada pela arbitragem numa chance real de gol. Marcos Aurélio resolveu aparecer um pouco mais para o jogo, William confirmou que, acionado, segue com seu faro de gol, Charles esteve seguro e Marinho voltou a se mostrar fundamental no sistema ofensivo que, dos oito cruzamentos tentados, acertou seis.

Os defeitos, entretanto, apareceram.  Foram apenas  cinco finalizações tentadas pelo Ceará no jogo todo. Sem Ricardinho o time fica com medo de arriscar chutes de fora da área, um erro. Eloir, sem ritmo, não correspondeu, foi o jogador que mais passes errou na partida: 10. Eron, que jogou apenas oito jogos  nos dois anos e meio antes de chegar ao Ceará, teve uma atuação problemática na lateral esquerda, tanto que no intervalo deixou a equipe. Do outro lado, Roniery pouco ajudou no ataque.

Sandro Manoel e Uillian Correia bloquearam bem o meio-campo do América mas falharam na distribuição. O time tentou muito a ligação direta, sem paciência para trabalhar mais a bola no meio-campo, algo simples de ser feito. O resultado disso: 34 lançamentos errados e apenas 10 corretos.

Silas, com a saída de Magno Alves, ainda não sabe como montar a equipe ofensivamente, mas precisa conversar com seus jogadores sobre gostarem mais e valorizarem a bola. A volta de Ricardinho ao meio-campo deve melhorar a perspectiva tática e a organização do jogo. É fundamental.

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