Futebol do Povo

Com Marquinhos Santos, torcida do Fortaleza não pode deixar o passado atrapalhar o presente

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Continuo entendendo que a saída de Flávio Araújo foi um erro. Os motivos já escrevi em texto recente por aqui, não vale repetir. O “acordo”, na verdade, foi uma forma gentil de demitir o técnico, totalmente sem prestígio diante de uma diretoria impaciente, pressionada e que não deu o tempo e a confiança que garantiu dois meses atrás.

Os torcedores do Fortaleza – com microfone ou não – também têm responsabilidade. Sabem que, fazendo pressão, conseguem que os dirigentes tomem atitudes populistas. Muitos comemoraram a saída de Flávio. É legítimo que sintam alegria pelo desejo alcançado, mas também abraçam a causa do imediatismo, do desespero pelo que tem ocorrido com o clube na Série C do Campeonato Brasileiro.

Não condeno as reclamações dos tricolores. O time não vinha bem. Reclamar é arma não violenta de quem está insatisfeito e precisa ser usada, mas Flávio estava longe de ser responsável único. Muitos jogadores estão abaixo do mínimo aceitável, fora o número enorme de contundidos. Mas há algo que precisa ficar claro: o torcedor precisa entender que o passado recente do insucessos do clube atrapalha ainda mais se trazido, como tem sido, para o presente. O ambiente fica ruim, pesado, insustentável.

Pedir serenidade e planejamento neste momento é fácil, concordo com quem pensa assim, mas não há outra forma das coisas darem certo. Pena que dirigentes e torcedores não estejam compreendendo. Vamos ver como será com Marquinhos Santos, que estreia numa semana contra Sport e Ceará, dois dos mais fortes adversários do semestre.

Conheça o perfil do novo técnico do Fortaleza

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22 Comentários

  • Airton Cláudio disse:

    Se perderam quarta-feira e domingo, possivelmente o torcedor ja cobre a saída do treinador. Marquinhos Santos chegou em um momento complicado no lado de lá.

    Mas, como um bom torcedor rival, espero muito que não dê certo.

  • Emilio disse:

    Discordo totalmente com seu Post caro Graziane, pois ficou claro no último jogo que o problema era o Flávio, um treinador que insiste em Moacir tendo Felipe no banco pode ser considerado bom treinador? Um treinador que insiste em utilizar um limitadíssimo Wilian Simões…

    Um time que não tinha padrão tático nenhum, e totalmente sem comando, parecia um bando em campo. Estava claro que não tinha sintonia entre elenco e treinador.

    Mas opinião é algo bem individual e respeito a sua.

    Ótimo. Já cansei de salientar que prefiro discordância com respeito do que elogio. O que vc cita eu concordo com boa parte, escrevi no post anterior, mas há muitas outras situações que envolvem um time em campo. Valeu.
    FG

    • Emilio disse:

      Aproveito para lhe parabenizar pelo excelente trabalho em meio essa crônica esportiva ultrapassada e parcial do nosso estado.

      Faz um trabalho diferenciado e por isso é quase uma unanimidade entre as 2 torcidas.

      abraço!

  • Emilio disse:

    Pra finalizar, a insistência no goleiro estátua Erivelton tbm era injustificável.

    Berna deu a prova naquela defesa no contra-pé.

  • queria muito que o Flávio Araújo, tivesse êxito no Leão, mas como o próprio time, ele é limitado e pior, ele não sabe trabalhar pressionado, era notável que ele, já não tinha mais o controle da situação. Insistiu demais com Moacyr, Erivelton, Simões e com as baixas no elenco por contusões, pagou caro por isso. Desejo sorte á ele, em suas novaa etapas, mas já era hora de mudar mesmo, sorte ao novo treinador e que a diretoria, contrate mais, pelo ao menos dois zagueiros, dois laterais e um meia…mera opinião…obrigado.

  • Matheus disse:

    Graziani,

    Vou discordar também,

    Acho que foi dado tempo e confiança para pelo menos apresentar um padrão tático.

    O que não deram foi jogador de qualidade, culpa da diretoria e tb do Sr. Flávio Araújo, pois 60% dos que vieram foram indicações dele fora o que os outros tiveram o aval dele.

  • Matheus disse:

    Na minha opinião, são culpados o Flávio Araújo e a Diretoria, responsabilizar torcedor por reclamar ou pressionar, para mim não faz sem sentido, pois isso é da natureza de times de massa.

  • Matheus disse:

    leia-se: * não faz sentido

  • Leandro Gonçalves disse:

    Lógico que pro futebol,em nome do bom planejamento,atitudes assim são erradas…
    Mas me lembro que ano passado o CSC,sofreu com Dado Cavalcanti que não resistiu à pressão…Veio Silas e fomos campeões do NE…Enfim,tudo pode acontecer quando se trata de futebol…

    Mas Graziani,impressão minha ,por ser muito assíduo ao blog,ou as atualizações estão se dando de forma mais tardia?

  • Jonatas Alves disse:

    Rapaz o problema maior e a quantidade de jogadores que não tem a minima disposição de jogar, vê o anselmo em campo, quando o juninho pegava na bola e olha pra area, cade o anselmo la vem ele se arrastando no meio de campo, atacante assim não da, o ataque tem que ser juninho e eduardo, a zaga nem existe, o goleiro Erivelton uma lastima. se for contar os jogadores que podem ficar são uns 7 os demais pode mandar embora, o fortaleza só tem elenco pra jogar intermunicipal e só.

  • João Ximenes disse:

    EU, continuo entendendo que a diretoria tomou a DECISÃO CERTA quando da demissão do SAPIN.

    PROVA é tanta que, vendo o jogo de ontém, notou-se nitidamente que o TIME foi um outro time.
    Jogamos duas vezes antes com esse mesmo Guarany(que sempre disse não é de nada), e em momento algum vi SERENIDADE nos jogos de nossa parte.
    Via um time correndo pra todo lado; todo mundo querendo resolver sozinho(aquela ância de mostrar serviço pro chefe que só atrapalhava).
    TRÊS exemplos claros da diferença nesses três jogos com Guarany: DUDU, PIO e ATAQUE.

    1. DUDU querendo resolver a coisa na base do individual, o tempo todo dentro da área quando sabemos que o seu forte não é esse;
    2. PIO, toda bola que chegava nele, estivesse onde estivesse no campo, chutava a revelia e esquecia que tocando a bola o time conseguiria;
    3. NÃO VI nossos atacantes vindo buscar jogo em nossa intermediária defensiva uma vez se quer.

    Ontém fiquei impressionado com a postura do DUDU, que não chegou uma vez se quer na área e ficava o jogo todo na frente do GUTO(a não ser quando das bolas paradas) sempre atrás da linha da bola; PIO deu um chute a gol somente(a fora as bolas paradas), e também jogou sempre atrás da linha da bola a frente do Dudu, e ANSELMO, EDUARDO(enquanto esteve) e depois JUNINHO, permaneceram em suas posições, movimentando-se pros lados, procurando encontrar os espaços no jogo.

    Não sei se teve a INTERVENÇÃO do MARQUINHOS SANTOS ou se as decisões no jogo todo foram do JORGE VERAS.
    Também não sei se MARQUINHOS SANTOS já conhecia ou conhece alguns dos jogadores que estavam em campo ontém. Se não, máximo que ele poderia dizer seria: “PRESERVEM SUAS POSIÇÕES, JOGUEM O FEIJÃO COM ARROZ E DEIXEM O JOGO ROLAR que é pra mim ver o que tenho nas mãos”.
    JOGADORES RESOLVERAM CONTRIBUIR COM O CHEFE.

    Conclui-se fácil fácil que os méritos vão mesmo pro JORGE VERAS.
    ENTÃO, parabéns pro JORGE VERAS que soube levar o time a fazer um jogo ESPETACULAR, onde jogadores guardaram as suas posições sem afobação, PRATICANDO o FUTEBOL SOLIDÁRIO, COLETIVO, jogando um pra o outro.

    Até as SUBSTITUIÇÕES foram uma aula a parte:
    Primeiro foi EDUARDO que machucou-se e entrou JUNINHO(trivial);
    Em seguida, EVERTON sentiu, pediu pra sair, e em quem pensaram ? lateral WILLIAN SIMÕES deslocando JEAN MOTA pro meio, não desmantelando o nosso lado esquerdo, e o time ficou jogando da mesma forma de quando terminou e começou o ano(lado esquerdo sempre forte);
    Por opção, JORGE tirou PIO e meteu CLEBINHO, continuamos com dois volantes e mais fixos ainda que antes.
    O melhor(pior) viria(acontecimento): MAX machucou-se; não podíamos mais substituir. Qual providência de JORGE ? levar SIMÕES que é canhoto pro lado esquerdo da zaga, voltando JEAN pra lateral e CLEBINHO mais recuado na hora da recomposição, permanecendo os dois atacantes adiantados.
    Já vi por várias e várias vezes, treinadores nessa situação recuarem um dos volantes(no nosso caso teria de ter sido DUDU pela estatura), trazendo um meia pra trás que por consequência atraem o adversário pra cima.
    RESULTADO: ficamos com o lado esquerdo da zaga com um jogador canhoto(por várias vezes jogamos com um destro por ali), o time não ficou torto, e a estrutura da equipe manteve-se, visto que JEAN voltou pra onde vem jogando desde o início da temporada.
    Ficamos jogando com um a menos o restante do jogo e mantendo o mesmo nível do início do jogo.

    Depois de ver um TIME jogando na forma que vínhamos vendo nosso LEÃO DE AÇO jogar, NÃO QUERER ver uma diferença ABISMAL dessa é querer tapar o sol com a peneira.
    E basicamente… AS PEÇAS SÃO AS MESMAS.

    Se vai conseguir manter um futebol DETERMINADO, ORGANIZADO e COLETIVAMENTE igual a esta partida não sei. Até porque cada jogo é um jogo e cada adversários tem lá suas diferenças.
    MAS, só em ter visto ORGANIZAÇÃO dentro de uma partida do nosso LEÃO DE AÇO, já fiquei mais esperançoso, esperando sempre que encontremos logo o nosso VERDADEIRO FUTEBOL.

  • Hermes Antonio disse:

    Graziani, permita-me discordar. O Flávio estava perdido, inseguro. Das indicações de sua responsabilidade salva-se somente o Eduardo e olhe lá… Perdemos pontos preciosos com a insistência dele em manter o zagueiro Edmar que ele transformou em capitão do time. Nas melhores apresentações do time o destaque quase sempre foi o Dudu Cearense que ele insistiu em manter no banco de reservas após sacá-lo coerentemente no intervalo do jogo contra o Sport. Felipe muito superior ao Moacir, mas ele não via assim. Fazendo uma comparação com qualquer técnico do futebol cearense ele era o que pior “lia” o jogo nos comentários das entrevistas concedidas. Some-se a tudo isso a um padrão de jogo declinante, deu no que deu. Acertada a decisão da diretoria. Mantê-lo significava ter sempre uma crise latente, dada a desconfiança de 80% da torcida. Por esses e outros motivos considero corretíssima a decisão da diretoria. Abraço.

  • delmax disse:

    tinha falado que nao botava ate abril demitiram o rapaz foi antes esse proximo nao bota ate maio o problema nao e tecnico e time ruim mesmo.

  • Vovozão10 disse:

    Marquinhos Santos é outro que não dura muito tempo. Maioria de seus trabalhos nas categorias de base e quando chegou ao profissional não durou muito tempo, apesar de ter feito um ou dois trabalhos bons, por pegar times montados. Sem mais no momento fico por aqui. AVANCEMOS!!!

  • Márcio disse:

    Não tenho dúvida, grande parte disso tudo é um certo preconceito que a torcida cearense tem com os técnicos da terra. Antes mesmo da estréia, muitos torcedores do FEC criticavam a escolha. Era bastante comum lê-se a frase: “Flávio Araújo não é técnico para o Fortaleza”. Por outro lado, esse mesmo treinador sempre conseguiu ótimos resultados em outros clubes.

  • LeaonaSerieB disse:

    Foi burrice e das grandes demitir o Flavio! Uma pena, a culpa nao era dele. Agora, a nossa subida para a Serie B, já está em Xeque!

  • JJota disse:

    Respeito sua opinião, mas discordo. A direotria deu ao Flávio as condições que ele queria e a torcida teve paciência mais do que suficiente. É importante salientar que nãod evemos ficar nessa de “foi só perder um jogo que tudo começou a desabar”. Nada disso. Mesmo vencendo, o time incomodava ao torcedor que assistia. Um bando correndo atrás da bola, verdadeira pelada, com padrão tático inexistente. Flávio errou nas indicações e se mostrou um treinador que queria estar acima do bem e de mal, parecendo não digerir as críticas que vinha sofrendo. Tem vícios terríveis, como a teimosia birrenta. Como Chamusca, dá entrevista falando de um jogo que só ele viu. Aliás, a paciência que diretoria e torcida tiveram com Chamusca serviu de lição. Por falta de uma atitude mais forte – sim, falo de demissão do Chamusca antes do segundo jogo, quando ficou claro que ele iria escalar um time covarde para tentar reverter um resultado – ficamos na C. Flávio não é treinador de time grande e, sinceramente, não ve nenhuma evolução do cara que treinava o Juazeiro vinte anos atrás.

    Certamente pensamos diferente sobre paciência. Em dois meses não se avalia nada com correção.
    FG

  • Rogério Santos disse:

    Não concordei com algumas opções de Flávio Araújo, como Felipe no banco e Moacir irregular, Dudu sacado e sem ter mais chance por dois jogos ruins – Itapipoca e Sport (será que houve algum desentendimento, já que tem meio-campista jogando mal e fica no time?)
    Flávio mostrou competência em trabalhos recentes no Sampaio, Icasa, América de Natal e River. Não é pouco. Não é sorte. Mas isso tem lhe faltado no Fortaleza. E realmente a torcida e diretoria não têm a mesma paciência que têm as desses outros times. A longa permanência na série C exacerba essa impaciência. Vejo também que o time perdeu nas últimas duas semanas uma evolução tática, técnica e física que vinha tendo. Mas isso não é culpa/responsabilidade só dele. Há uma comissão técnica, médicos, preparadores físicos, etc. E jogadores. Alguns caíram de rendimento. Outros tiveram que entrar devido a contusões dos “titulares”. Enfim, muita coisa aconteceu e o time se perdeu. andou se reencontrando em Sobral, mas há muito trabalho a ser feito. E podia ser pelo Flávio. Como não é, boa sorte ao Marquinhos Santos!

  • REI LEÃO disse:

    O Flávio afundou agarrado ao poste chamado Erivelton. Falta de aviso não foi. Tem outros caras no REI LEÃO que também não jogam nada, o William Simões, o Moacir, o Edimar e o Eduardo. Quem está me surpreendendo é o Jean Mota, o Rafael, o Juninho e o Clebinho.
    SAUDAÇÕES TRICOLORES!

  • Chico Caucaia disse:

    Este Marquinho não vai ser o treinador na serie C, papoca com linha e carretel antes, igual ao Flavio Araujo…. no Furtaleza não tem quem aguente… ah Brasil

  • Chico Caucaia disse:

    A qualidade dos jogadores do furtaleza é fraca….. não tem treinador que arrume time com jogador fraco….

  • Robson disse:

    Optou-se pela solução trivial nesses casos: trocar de treinador.

    Obviamente dois meses é pouco para avaliar um trabalho, porém, há o agravante de que Flávio Araújo estava inegavelmente perdido, parece ter sentido a pressão e a velha impaciência com os treinadores da casa.

    Evidentemente, nenhum torcedor de bom senso espera que o time esteja “voando” em 2 meses de preparação, mas é tempo suficiente para definir um padrão tático e um nível de apresentação melhor do que vemos atualmente.

    Quanto ao Marquinhos Santos, escolha acertada da diretoria. Malgrado a pouca idade para os padrões de técnico tem mais títulos que certos “doidinhos” por aí que só se destacam pelas atitudes excêntricas para o delírio do kanelal.

    Saudações Tricolores.

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