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Tradição, história, lembranças, regulamentos diversos e grandes personagens: Ceará e Ferroviário vão decidir Estadual pela sexta vez

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A tradição vai entrar em campo nas finais do Campeonato Cearense 2017. Apesar de Ceará e Ferroviário não se enfrentaram em uma decisão de Estadual há 19 anos, existem muitas histórias produzidas pelos rivais em embates marcantes ao longo do tempo.

No total, em onze oportunidades e independente da ordem, Ceará e Ferroviário ficaram em primeiro e segundo lugares do Estadual, mas não necessariamente disputaram finais. Nas décadas anteriores muitos campeonatos eram disputados com regulamento de pontos corridos ou com diversos turnos – durava o ano todo – ou ainda com previsão de triangulares, quadrangulares e afins. Assim, uma equipe que vencesse três turnos, por exemplo – caso do Ceará em 1981, depois de um hexagonal – ficava com o título sem necessidade de decisão. Em 1963 o caso é parecido. O Alvinegro ganhou os três estágios do Estadual e foi campeão sem necessidade de final.

Outra lembrança relevante é o campeonato de 1979. O Ceará lutava pelo quinto título seguido, mas o Ferrão ficou com a taça na disputa de um triangular final com cada equipe jogando contra os adversários duas vezes. O Tubarão da Barra venceu o Fortaleza duas vezes, ganhou uma e perdeu outra do Ceará.

A vez mais recente que o Clássico da Paz foi final ocorreu em 1998. Naquela oportunidade, o Alvinegro, do técnico Lula Pereira, venceu o primeiro confronto por 4 a 0 e o Tubarão da Barra, de Argeu dos Santos, fez 2 a 1 no segundo. Era preciso então uma prorrogação, que terminou com vitória do Ceará por 1 a 0, gol marcado por Gilmar Serafim, logo aos dois minutos do tempo suplementar, para um público de 26.953 torcedores no Castelão.

Além de 1998, em outras quatro oportunidades o confronto esteve presente em finalíssimas de Campeonato Cearense, desconsiderando, portanto, eventuais finais de turno. O Ceará voltou a ser campeão sobre o Ferroviário em 1980 e 1996. Já o Ferroviário ficou com os títulos de 1952 e 1994.

1952 – Título do Ferroviário

Os jogos finais da temporada de 1952 foram disputados em janeiro e fevereiro de 1953. O Ferroviário venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no dia 18 de janeiro. Sete dias depois, empate por 1 a 1. O jogo que decidiu o título ocorreu no dia 1 de fevereiro, com nova vitória do Tubarão da Barra, desta vez por 2 a 1, no Presidente Vargas. Alencar abriu o placar para o Ceará, do técnico Jombrega, aos 27 minutos, mas o Ferrão, do treinador Babá, virou com gols de Nirtô, aos 44 do primeiro tempo e Augusto, aos 6 do segundo tempo. Foi o terceiro título da história do Ferroviário.

1980 – Título do Ceará

Quatro partidas foram necessárias para determinar o Ceará, do técnico Caiçara, campeão. Elas foram disputadas nos dias 16, 19, 23 e 26 de novembro, datas que mostram como os estaduais eram diferentes. O Ferroviário, treinado por Lanzoninho, ganhou apenas o segundo, por 1 a 0, gol marcado por Bibi. Já Alvinegro venceu os outros três. O primeiro por 1 a 0, tento anotado por Zé Eduardo; o terceiro, por 3 a 0, dois gols de Zé Eduardo e um de João Carlos e o quarto, por 1 a 0, gol também de João Carlos para 41.434 pessoas no Castelão.

1994 – Título do Ferroviário

Com início em fevereiro e término em dezembro, Ferroviário e Ceará chegaram até a final do Estadual depois de uma maratona de três turnos. O Ferrão ganhou o primeiro, o Alvinegro venceu o segundo e o terceiro também foi vencido pelo Tubarão da Barra. Assim, no jogo único final, disputado no dia 4 de dezembro, no Castelão, o time da Barra jogava por um empate. E foi exatamente o que ocorreu, um 0 a 0 para 21.029 presentes. Dimas Filgueiras era o treinador do Ceará. Já o Ferroviário teve incríveis cinco treinadores na campanha. José Dutra, José Maria Paiva, Humberto Maia, Edmundo Silveira e encerrou com César Moraes, que dirigiu a equipe nas sete partidas finais da competição.

1996 – Título do Ceará

Classificados para a final, Ferroviário, do treinador Danilo Augusto, e Ceará, de Dimas Filgueiras, jogaram no dia 4 de agosto. O Ferrão fez 1 a 0, gol de Robério, e ali eliminou a vantagem que o Alvinegro tinha por ter feito campanha melhor. Nas duas partidas seguintes, também no Castelão, um empate sem gols no dia 11 de agosto e uma vitória do Alvinegro no dia 18, por 2 a 1 (público de 22.558 torcedores), gols de Claudemir e Betinho para o Ceará e Clayton para o Ferrão.

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15 Comentários

  • Sérgio Filho disse:

    Final justa entre os times que melhor se apresentaram.

    Que vença o melhor.

  • Cleto disse:

    O Ferrão além de contar com a sua torcida, vai ter o apoio também da torcida do Fortaleza!

  • sofredordovozao disse:

    A realidade e apenas uma !!! Vozao na cabeca !!!

    Vamos detonar esse time fraco do Ferruinviario !!!

    O titulo mais uma vez e nosso !!! Ja perdi ate as contas !!!

    Da-lhe Vozao !!!
    Da-lhe Robinson !!!

  • Emanuel disse:

    Teve tbm o vice campeonato Paulista do Ferrão… Isso mesmo, Vice paulista, já que o CSC trouxe o time todo do Rio Branco – SP para jogar a final….

  • Leandro Gonçalves disse:

    Tomara que esse momento do ferroviário não passe tão rápido quanto o vento! Queremos ver,a fax ano,um outro clube brigando de igual para o igual com o Ceará e o 8C. Que seja o ferroviário. Pelo menos eu desejo e creio que boa parte dos torcedores alvinegros e tricolores pensam igual…

    Agora sobre essa decisão de 1998 ,é sério mesmo Graziani,apenas 26 mil pessoas?! KKKKKKKKKKKKKKK !

    Um dos meus passatempos é ficar assistindo videos de jogos antigos no YouTube,e já assisti diversas vezes matérias sobre esse jogo do CEARÁ contra o ferrim em 1998! A impressão que tenho é que tem muita gente ali. Na reportagem do canal 10 mostram uma entrada abarrotada,um transito infernal nos arredores e o anel superior dando a impressão que estão cheio…Mas como eu disse,apenas mera impressão com base nas imagens…

    O fato é que foi jogão,intenso e de 2 torcidas vibrantes…Dificilmente teremos tal atmosfera novamente…

    • Leandro Gonçalves disse:

      *onde tem fax,entenda-se CADA!

    • Leandro Gonçalves disse:

      Ainda sobre o vídeo de 1998, após o título alvinegro é curioso o relato do Bechara
      enaltecendo o título sobretudo pelo fato do time alvinegro ter sido montado em 30 dias…

      19 anos depois ,a situação se inverteu…Para os supersticiosos torcedores do ferrão,isso pode ser válido…hahahah

  • Barbosa disse:

    Sei que o Ferrim teve muita sorte em não levar um gol do Leão de Aço, mas realmente o Leão de Aço jogou pouco e o ferrim mereceu tá na final.
    Mesmo perdendo do Ferrim o Leão de Aço jogou melhor que o canal imundo contra o Guaraju.
    Não precisam se borrar de medo, que a maior torcida do estado, a única que enche SOZINHA o CasteLEÃO, não vai prestigiar tanto assim o Ferrim. mais ou menos, chapa!
    O pior é que o Jorge Marmota sabe disso e não tá nem aí prá que série o Leão de Aço tá jogando, que enche do mesmo jeito. Presidentezinho medíocre esse Jorge Marmota.
    Mas também espero que o lêmure Mota das urêa de abano e o Assizinho, anão de jardim, joguem prá vencer o imundo canal, porque são dejetos oriundos do canal, claro, imundos.
    Saudações tricolores!

  • Túlio Franco disse:

    Francamente, o time do canal pegou uma baba de nenê prá chegar até aqui. O Ferrim pegou o Fortaleza desfigurado, sem tática e sem garra. Vamos ver o que é que sai daí.
    O presidente do Tricolor de aço veio com a missão nesse ano de afundar de vez o Leão, mas não consegue por causa de sua gigante torcida. Só fecha a porta quando é roubado.
    E a triste, nebulosa e desengonçada torcida do canal tá se achando uma Juventus de Turim.
    Mar minino!

  • Túlio Franco disse:

    Francamente, triste também o centenário do Leão em 2018, mesmo na Série B, se por milagre alcançar. A Torcida Tricolor não merece tanto descaso.
    E a triste, nebulosa e desengonçada torcida do canal tá se achando uma Juventus de Turim.
    Mar minino!

  • Mauro disse:

    Incrível ver o público dos jogos decisivos. Apenas um com mais de 41mil torcedores, os demais, na casa de 21mil. Percebemos que o distanciamento do torcedor não é de agora, parece que sempre foi assim.

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