Futebol do Povo

Com Zago, Fortaleza precisa melhorar em tudo

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Terceiro colocado com 23 pontos, segundo melhor ataque (18 gols) e segunda melhor defesa (12 gols) do Grupo A da Série C. Os números do Fortaleza, que está no G-4 desde a segunda rodada, sugerem que a fase do time é boa. Mas, em campo, não é isso que tem ocorrido. Não por acaso Paulo Bonamigo deixou o clube. O elenco não rendia mais sob o seu comando. Mas faça-se justiça: no primeiro turno o Tricolor fez alguns bons jogos, mas a queda de desempenho no segundo turno é assustadora.

Zago chega com uma missão curta, quase um tratamento de choque. Tem cinco jogos apenas para colocar o time na Série B. Nos três primeiros – CSA, Confiança e Moto Club – precisa fazer o suficiente para chegar até a segunda fase, quando efetivamente o destino será traçado.

O elenco tem falhas técnicas relevantes. É caro e não foi bem montado, especialmente na comparação com os anos recentes. Assim, não deve ser esse o ponto a ser trabalhado, afinal, não há mais como trocar.

Mas os investimentos em mudanças táticas, entrega e motivação são fundamentais.

O time precisa acoplar consciência coletiva. O que se vê em campo são setores absolutamente espaçados. Defesa, meio-campo e ataque estão isolados, desorganizados. Os atletas se movimentam pouco, vivem escondidos na marcação adversária. Não há solidariedade, apoio e nem confiança. Nos bons times – que existem mesmo com atletas tecnicamente abaixo do desejado – o sistema funciona de forma homogênea, independente das falhas técnicas que podem ocorrer o tempo todo.

Zago e sua comissão têm a missão de efetuar uma mudança de patamar imediata. É justamente aí que entrega absoluta e motivação do elenco entram no novo conceito. É perfeitamente possível, provável até, chegar ao mata-mata e o acesso então será de novo decidido em um campeonato de dois jogos.

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