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Ataque agressivo e defesa exposta: análise do Atlético-PR, adversário do Ceará na Copa do Brasil

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Um time que valoriza a posse de bola, tem variedades nas ações ofensivas, com um ataque intenso e baseado em construção coletiva sempre em busca do gol, mas que acaba se expondo demais e tem problemas defensivos. Esse é o perfil do Atlético Paranaense.

A equipe do técnico Fernando Diniz, adversária do Ceará nesta quarta-feira, 28, pela Copa do Brasil, está invicta em 2018. E tem conceitos interessantes, procurando sempre rodar muito bem a bola e fazer triangulações pelos lados do campo.

O Furacão tem atuado no esquema 3-4-3 quando detém a bola. Nesse momento do jogo, todos os atletas participam da construção ofensiva, inclusive os zagueiros.

Formação no 3-4-3: bastante ofensividade e participação coletiva nas construções ofensivas.

Como é característica dos times de Diniz, o CAP tem a saída de bola pelo chão desde o goleiro, com passes curtos.

Thiago Heleno pela esquerda e Wanderson pela direita se revezam nas descidas ao ataque, mas é comum ver ao menos um dos dois defensores pisando no campo adversário para gerar superioridade numérica ou dar apoio a quem tem a bola, servindo como opção.

Thiago Carleto e Jonathan dão amplitude ao time, mas constantemente realizam infiltrações pelo meio surgindo como opções ofensivas.

Furacão busca atacar com superioridade numérica e muitas alternativas ofensivas.

Matheus Rossetto e Raphael Veiga são os homens no meio que têm muita movimentação e intensidade, sempre atacando os espaços e penetrando na defesa adversária.

Nikão e Guilherme são os armadores, os homens do passe mais qualificado, que verticalizam o jogo. Trocam constantemente de posição, enquanto Ribamar é a referência no ataque e o responsável por dar profundidade.

A intensa mobilidade é característica marcante nesse time.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA
Sem a bola, os alas voltam para formar primeira linha de 5 defensores e o Atlético se posta no 5-4-1, diminuindo os espaços e dificultando a progressão adversária.

CAP se defende com primeira linha de 5 e segunda linha de 4.

Nos sete jogos pelo Estadual, sofreu apenas um gol. Porém, na vitória por 5 a 4 sobre o Tubarão/SC, pela Copa do Brasil, ficou evidente que a bola aérea é o ponto fraco da equipe paranaense.

Por ter um DNA ofensivo, de propor o jogo, acaba se expondo aos contra-ataques, e se o adversário realizar transições ofensivas em velocidade, tem boas chances de criar condições de finalizar.

Esta deve ser a estratégia utilizada por Marcelo Chamusca: adotar postura reativa, esperando o Furacão propor o jogo para criar oportunidades em transições ofensivas rápidas.

NÚMEROS DO ATLÉTICO-PR EM 2018
Jogos: 9
Vitórias: 5
Empates: 4
Derrotas: 0
Gols Marcados: 12
Gols Sofridos: 5
Aproveitamento: 70,3%

CAMPEONATO PARANAENSE
Atlético-PR 2 x 1 Maringá
Paraná 0 x 3 Atlético-PR
Atlético-PR 0 x 0 Cianorte
Coritiba 0 x 1 Atlético-PR
FC Cascavel 0 x 1 Atlético-PR
Atlético-PR 0 x 0 Foz do Iguaçu
Atlético PR 0 (5 x 6) 0 Rio Branco

COPA DO BRASIL
Caxias 0 x 0 Atlético-PR
Atlético-PR 5 x 4 Tubarão

*Colaborou André Frehse Ribas, analista do site MWFutebol, com informações do Atlético-PR.

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3 Comentários

  • Luiz Carlos disse:

    Considerando os “partidaços” que fizeram os ex-alvinegros Ant. Carlos (Brusque) e GERMANO (Londrina), pode-se esperar “muita entrega” por parte do Nikão.

  • NILO disse:

    O CAP fez apenas dois jogos com o time titular (0 a 0 e 5 a 4), logo o titulo da matéria (“…ataque agressivo…”) só cabe ao jogo contra o Tubarão. Se considerarmos todos os jogos (titulares e reservas), em 4 dos 9 jogos (quase 50%) eles não conseguiram fazer nenhum ou apenas um gol.

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