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Decidido: Neymar será operado no Brasil pelo médico da seleção

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AFP PHOTO / GERARD JULIEN

Depois de muitas conversas, versões diferentes e batalha nos bastidores, está decidido o tratamento para resolver a fissura no quinto metatarso do pé direito de Neymar, ocorrida no domingo passado, em partida contra o Olympique de Marselha. O PSG comunicou que o jogador terá mesmo que passar por cirurgia e ela será realizada pelo médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, que esteve em Paris nesta quarta-feira especialmente para examinar o atleta.

O procedimento em Neymar será realizado no próximo fim de semana, no Brasil e terá acompanhamento do médico francês Gérard Saillant, que representará o PSG. O período de recuperação é de no mínimo seis semanas e no máximo oito semanas. Assim, o atacante está fora do jogo da sua equipe contra o Real Madrid, pela Champions League, semana que vem e também da próxima convocação do técnico Tite para amistosos preparatórios para a Copa da Rússia, um deles contra a Alemanha.

ORTOPEDISTA EXPLICA CIRURGIA

Um dos principais ortopedistas do Ceará, Marcos Girão, se colocou favorável ao procedimento cirúrgico no caso da contusão de Neymar. Especialista em traumatologia do esporte, ex-médico do Ceará e coordenador médico da Fifa durante a COpa do Mundo em Fortaleza, ele esclareceu a situação para o Blog do ponto de vista da recuperação.

“Minha indicação seria de cirurgia justamente porque a fissura se consolida de forma mais firme com a colocação de placa a parafuso. É uma cirurgia muito simples e nem há necessidade de anestesia geral. Além disso, o metatarso é um local de muito atrito para o atleta e há diversos casos de complicação mais para frente caso a cirurgia não seja feita.”

Ainda assim, Marcos Girão avalia que o tratamento convencional, que poderia acelerar a recuperação em caso de boa evolução, não seria errado. “Depende muito do jogador, do nível de dor, da expectativa de retorno, mas o que observo é que imobilizar acarretaria perda de massa muscular e perda do controle neuromuscular e isso não é bom para o atleta.”

 

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