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Pós-pandemia: valorização da experiência é tendência para o mercado da moda

A foto mostra uma arara com diversos cabides de madeira. Os cabides têm camisas de botão estampadas de várias cores, com estampas tropicais de flores, plantas e animal print. No canto esquerdo da tela, uma mulher de cabelo claro observa as camisas, separando os cabides com as mãos para observar melhor os tecidos

Varejo terá que se reinventar após pandemia, ressaltam especialistas (Foto: Unsplash)

Mesmo com a retomada das atividades presenciais ocorrendo em boa parte do País, o segmento da moda – um dos mais afetados pela pandemia – pode encontrar grandes desafios para recomeçar e obter parte do lucro projetado para 2020. Para discutir possibilidades para o setor do varejo nos próximos meses, o Sebrae Ceará realizou, na última quarta-feira, 22, uma live com Camila Salek, fundadora da Vimer Experience Merchandising, e Anny Santos, analista de Competividade da instituição.

No bate-papo, Camila Salek afirmou que a nova fase será um momento decisivo para que os negócios se mantenham ativos, e que comerciantes precisarão “reaprender a varejar”, com estratégias de venda cada vez mais humanizadas e direcionadas para o público-alvo.

“Muitas mudanças refletem o cuidado com o próximo: o aumento da importância do autosserviço, a suspensão dos provadores, o aumento do prazo de troca. Tudo isso para comunicar qual o posicionamento da marca em relação à pandemia e mostrar que a empresa está preocupada, em primeiro lugar, com a saúde dos clientes”, ressaltou a empresária. Desse modo, o varejista precisará ponderar sobre suas estratégias de venda e marketing, pois atitudes que demonstrem o anseio exagerado por lucrar não terão lugar após a crise. Para Salek, empatia será a palavra da vez.

Inovação

Uma retomada de sucesso no varejo de moda também deverá trazer elementos inovadores, que destaquem a marca entre as outras, lembra a especialista Anny Santos, especialmente em relação às questões de biossegurança. “Teremos que prestar atenção nos protocolos de segurança nas lojas e estar atentos às possibilidades de inovação que o momento trouxe”, lembra.

O marketing digital também será um diferencial no pós-pandemia, segundo Anny. A comunicação entre empresa e consumidor precisará ser personalizada e focada em elementos que estabeleçam uma conexão entre eles. “O foco não é só a venda do produto, mas proporcionar um momento marcante para o consumidor. Usar os meios digitais para promover essa conexão da marca com o cliente com certeza aumenta a confiança e a fidelização”, completa.

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