Plínio Bortolotti

Falta de educação e de civilidade ajudam a provocar “Mazelas urbanas”

1304 4

Arte de Hélio Rôla, exclusiva para os leitores do blog

Acabei por transformar em artigo, publicado na edição de hoje do O POVO, o tema do post Pais promovem festival de irregularidades na porta de colégios. A postagem, até agora (12h11min de 9/9/2010) está com 24 comentários, o que dá para se ter uma ideia de como a situação incomoda as pessoas, que apelam para alguma atitude das “autoridades”.

Mazelas urbanas
Plínio Bortolotti

Quando comecei com meu blog queria divulgar questões relacionadas ao jornalismo, o que continuo a fazer. De modo casual, passei a publicar também fotos de obstáculos que infernizam a vida dos pedestres, e também a comentar o absoluto desrespeito que se tem pelo espaço público em Fortaleza.

Essas postagens acabaram por ganhar significado inesperado, pois leitores passaram a mandar fotos e a demonstrar incômodo com a situação. Observo que é cada vez maior a intolerância das pessoas com as mazelas urbanas que tornam incivilizada a convivência na cidade.

As áreas públicas são uma espécie de terra de ninguém, nas quais prevalece a força bruta. Calçadas viram extensão de negócios privados, onde se vê de tudo: borracharias, oficinas, lojas, bares, ocupação de construtoras, etc. Batentes, rampas, degraus, construções irregulares, “puxadinhos” são coisas comuns, incluindo os bairros considerados “nobres”. Sem contar que estacionar sobre calçadas – ou torná-las estacionamentos irregulares – tornou-se banalidade.

Apesar da atenção deficitária que a Prefeitura dedica a essas questões, surgem algumas boas surpresas, como é o caso da Secretaria Executiva Regional II, que responde a todas as demandas, e resolve uma boa parte delas.

Se falta faltam medidas do poder público, a deseducação das pessoas contribui para esse estado de coisas. Recentemente, uma leitora do blog comentou o festival de infrações que os pais cometem quando vão apanhar seus filhos nos portões dos colégios.

Dia desses, li na seção de cartas do O POVO uma leitora se queixando que vê o padecimento da mãe, uma senhora enferma, aumentar nos horários de entrada e saída de um colégio da qual ela é vizinha. Os pais, para chamarem a atenção dos filhos, param em fila dupla e promovem um verdadeiro buzinaço, agravando os problemas da idosa.

É de se perguntar: que tipo de exemplo esses pais estarão querendo repassar para seus filhos?

Recomendado para você

4 Comentários

  • Marcos disse:

    Plínio, só uma pequena correção: no início do 3° parágrafo do artigo há a construção “se vê se de tudo”. Sei que é apenas uma distração de digitação, mas como soa desagradável, resolvi avisar.

    Abraço!!

  • Amigo Plínio,

    Pelo estado de coisas, infelizmente nossa cidade chega ao ponto da necessidade de um policiamento ou fiscalização também para cada colégio. É certo que nossa autoridade de trânsito não tem e não terá tão cedo agentes suficientes para tal intervenção, mas os casos de desrespeito são tantos que a AMC tem que agir, no sentido de minimizar os abusos. O engraçado é que em passado recente, os colégios e hospitais possuíam também placas de “Proibido Buzinar”. Hoje, poucas são as placas afixadas em frente de hospitais, e deixou de existir a educação, que nossos pais tanto prezavam.

  • Carlos disse:

    Talvez o grande problema brasileiro seja a origem e a forma de como fomos colonizados. A América do Norte foi colonizada por famílias que vinham em busca de um novo mundo. O Brasil foi colonizado por mercenários que vinham em busca de riqueza para a coroa. Na nossa historia há fatos lamentáveis de prova que em épocas remotas os gestores públicos já se comportavam como os de hoje. Agora imagina em uma comunidade em que o governante tem comportamentos assim, como o cidadão comum se comporta. Na época de Dom João, o embaixador inglês teve que pedir para que uma interferência da coroa fosse feita. Assim o comercio entre estes dois países poderiam voltar a normalidade, porque estava impossível continuar tendo que pagar propina para os gestores da época. Será que algo mudou????

\

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *