Plínio Bortolotti

“Falta gerência”: administração atual repete erros que criticava na anterior

Meu artigo, publicado na edição de hoje (18/7/2013) do O POVO.

Arte: Hélio Rôla

Arte: Hélio Rôla

Falta gerência
Plínio Bortolotti

Uma das críticas à administração anterior, da prefeita Luizianne Lins (PT), era que faltava “gerência” à cidade. Esse foi um dos motes utilizados pelos seus opositores, que venceram as eleições. Tirante os exageros, de que “nada funcionava” na Prefeitura, a crítica tinha pertinência: de fato, faltava disposição para fazer funcionar a contento a máquina administrativa.

Mas o que se vê, com o prefeito Roberto Cláudio (PSB), parece ser uma sequência das trapalhadas administrativas.

Além da severa crítica que o urbanista José Sales fez às obras do viaduto, que tomará parte do parque do Cocó (túnel seria melhor, diz ele), descobre-se agora que nem as licenças básicas para pôr a obra em andamento haviam sido providenciadas pela Prefeitura. E, a edição de ontem deste jornal, mostrou que, mal terminada a Copa das Confederações, o asfalto da avenida Deputado Paulino Rocha já está salpicado de buracos.

Pelo jeito, continua faltando gerência.

A propósito, entro na polêmica entre o jornalista Érico Firmo (coluna Política) e Paulo Linhares, diretor do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (aqui). Para mim ficou claro, de primeira, que Érico não criticava o Dragão em si, mas o fato de ser um equipamento que pouco contribuiu para (lá vai a palavra da moda) “revitalizar” o seu entorno. O mesmo, digo eu, vai acontecer com o Aquário, se a obra se restringir apenas à construção da estrutura, sem que se olhe à sua volta, como está acontecendo.

Por óbvio, é responsabilidade do poder público, em seus diversos níveis, o planejamento integrado no entorno obras “grandiloquentes”. Se as diversas administrações municipais têm responsabilidade sobre esses planos – como quer Linhares, no caso do Dragão -, os governos estaduais também. Um exemplo: as escolas de formação, que não dependem da prefeitura, e certamente dariam vida à vizinhança, estavam programadas desde que o Dragão foi inaugurado: por que só agora, 14 anos depois, é que estão sendo implementadas no local?

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