Política

Camilo vai sancionar média salarial do Nordeste para Polícia Civil

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Assembleia ainda deve votar nessa semana o projeto que equipara o salário dos peritos da Pefoce. Foto: Reprodução/Facebook

O governador Camilo Santana (PT) anunciou, na tarde desta terça-feira, 18, que vai sancionar a mensagem aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) que equipara os rendimentos da Polícia Civil do Ceará à média salarial do Nordeste.

Entre as mensagens enviadas para a AL, ainda deve ser votada nessa semana o projeto que equipara a média salarial dos peritos da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

“Já tínhamos aprovado a média salarial do Nordeste para policiais militares e bombeiros. Enviei a proposta (à AL) da média também para a polícia civil e acaba de ser aprovada hoje a média salarial para os profissionais da área da polícia civil do nosso Estado. Em breve estarei sancionando”, disse o governador.

O anúncio do petista ocorreu durante bate-papo com os cearenses no facebook. Durante a conversa de cerca de uma hora, o governador convidou o secretário de educação, Idilvan Alencar, para comentar investimentos na área.

Segurança Pública

O governador assinou um projeto de lei para ser encaminhado à AL que exige maiores investimentos das instituições bancárias para garantir a segurança dos usuários. “Nós temos tido vários assaltos a agências bancárias no Ceará muito devido ao tráfico de drogas. Estabelecimento bancário é área privada, não é responsabilidade do Estado. Quem mais ganha dinheiro nesse País é banco. Eu estou colocando que os bancos precisam investir para garantir mais segurança aos seus usuários”, cobrou.

Camilo afirmou ainda que deverá, ao lado do vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), estar inaugurando a terceira Unidade de Segurança, no bairro Conjunto Ceará, no próximo sábado, 22.

A unidade deverá receber pelo menos 148 novos policiais. A Uniseg faz parte do programa de atenção à segurança pública, coordenado pela vice-governadora Izolda Cela (PDT), chamado “Ceará Pacífico”.

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2 Comentários

  • Oliveira disse:

    2015, 2016 e muito provavelmente 2017 sem dar a reposição da inflação.. aí aparece dizendo que vai dar a média do nordeste para os policiais civis, quando na verdade essa média não supre nem a reposição!

    Média de 2014 que será recebida pelos policiais em 2019!

    Aí eu pergunto.. que espécie de aumento é esse?!

    Pior é saber que com essa conversa fiada esse governador engana muita gente!

  • Jonathan disse:

    Foi com sentimento de profunda tristeza e decepção, que escrivães e inspetores receberam, ontem (18.07), a confirmação da votação da mensagem tratando da Média do Nordeste.

    Infelizmente, a percepção é de que a Polícia Civil não parece ter nenhuma importância para o governo. Claramente, o que se percebe, é uma concentração das atenções e recursos quase exclusivamente voltados para a Polícia Militar. Enquanto aos militares foi dada uma media justa, assim como para cabos e soldados um “plus” além da média, que representará um ganho ainda maior, para escrivães e inspetores foi votada uma média manipulada e que está muito longe de representar algum ganho real, vez que até mesmo o aumento linear foi retirado na mensagem. Um desrespeito com a categoria.

    Quanto a questão do linear, informamos que o sindicato ingressará com uma ação judicial questionando a constitucionalidade do art 2° da lei, entendendo que o referido reajuste não pode ser utilizado como antecipação do linear, o qual é um direito assegurado a todo o conjunto de servidores públicos.

    Para a vice-presidente do Sinpol Ceará, Ana Paula L. Cavalcante, é devido a este desequilíbrio, que se dá desde 2007, na primeira gestão do ex-governador Cid Gomes, que a sociedade chegou à situação atual, com o crime organizado totalmente estabelecido, com as suas raízes fortemente fincadas no estado, onde encontraram terreno fértil para poder crescer e se multiplicar. “Vemos hoje o crime organizado praticamente ditando as regras e o que deve acontecer dentro do estado, tanto nos presídios, quanto nas ruas, encomendando mortes e ataques a órgãos públicos. Estão cada vez mais fortalecidos frente ao Estado que se mantém curvado a essas facções, fruto de uma polícia civil completamente esquecida e abandonada pelos últimos governos. Sem investigação a situacao tende a piorar”, destaca Ana Paula.

    O Governo foge das suas responsabilidades, onde durante a campanha eleitoral foi assinada uma carta compromisso com escrivães e inspetores, prometendo o reconhecimento do nível superior e a correção das distorções salariais com relação aos delegados. Entretanto, o que durante o atual governo, o fosso salarial se transformou em um verdadeiro abismo, tamanha a distorção criada a partir da aprovação da carreira jurídica. “Os delegados merecem, sim, tal reconhecimento, mas o que não admitimos é essa desproporção salarial gigantesca que não encontra paralelo em nenhuma unidade federativa do país”, reforça a vice-presidente do Sinpol.

    O resultado dessa “cegueira institucional”, é uma categoria totalmente desmotivada, com uma evasão em média de 4 policiais civis que pedem exoneração, por semana. Atualmente a Polícia Civil possui quase 150 policiais a menos que o efetivo do início da gestão do governador Camilo Santana, mesmo após a chamada de três frações da primeira turma do concurso. Ou seja, está saindo muito mais policiais do que entrando. “Já temos notícias de policiais civis que irão realizar o concurso para agente penitenciário de nível médio, porque o salário é maior e possuem uma carreira bem mais valorizada do que a nossa, que é de nível superior” ressaltou Ana.

    O quadro atual é de absoluta falência da policia civil do Ceará e que faz repercutir nos índices de violência. Uma política instituída pelo governo, que insiste nas mesmas fórmulas de seu antecessor e que repercutem em pífios resultados. Infelizmente quem vai sofrer, além da categoria, são os cidadãos cearenses, que cada vez mais vão se ver reféns do crime organizado e das facções criminosas que comandam e praticamente ditam as regras. “É triste ver essa política de sucateamento da nossa instituição e nada ser feito quando o estado enfrenta números dignos de guerra”, finaliza Ana Paula.

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