Política

“Querem me fazer de palhaço?”, responde Capitão Wagner ao PSDB

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Pronunciamento na Assembleia. Foto: Paulo Rocha/AL-CE

Atualizada às 15h33

Em resposta às críticas do PSDB à filiação ao Pros, na última quarta-feira, 21, o deputado Capitão Wagner subiu à tribuna, na manhã desta quinta-feira, 22, e questionou a postura dos tucanos no Ceará. Ainda aguardando a definição da legenda sobre provável apoio à sua candidatura ao Palácio da Abolição, Wagner disse que não é “palhaço” nem político com “cabresto”.

“Não dá pra eu ter o PSDB me apoiando e o prefeito do PSDB declarando voto no Camilo. Reclamaram que eu saí do PR. Eu vou ficar no PR com a deputada Gorete (Pereira) votando no Camilo? Aí eu vou pro DEM, o DEM votando no Camilo? Meu amigo, querem me fazer de palhaço? Não”, respondeu em tom de desabafo na sessão.

O pré-candidato ao Governo do Estado afirmou ainda que vai comandar o Pros para não ter “cabresto” como outras lideranças tiveram em épocas distintas. “‘Ai, o Capitão Wagner quer comandar o partido’. Eu quero comandar pra ter minhas garantias, pra não ter um cabresto e dizer ‘não ele vai ser candidato agora à força’ como aconteceu aqui. Todo mundo conhece a história do Marcos Cals”, relembrou.

Ao O POVO, o presidente do PSDB no Ceará, Francini Guedes, havia afirmado que a ida de Wagner para o Pros dificultaria o apoio da sigla ao deputado para a disputa ao Executivo. Uma reunião na legenda é aguardada para esta quinta-feira, 22, com o objetivo de decidir os rumos do partido na eleição estadual.

Oposição

Além das críticas ao PSDB, Wagner não poupou os partidos de oposição ao governador Camilo Santana (PT). Ainda em pronunciamento, o deputado conclamou as legendas para se movimentarem para a disputa.

“Bora, cadê os partidos de oposição desse Estado? Assuma a candidatura do Capitão Wagner e apresentem os nomes. Eu não quero dinheiro não, eu quero que apresente o vice, apresente senadores para que a gente de fato possa fazer uma campanha bonita nesse Estado e mostrar que dá pra fazer campanha sem dinheiro, sem estrutura, mas tem que ter coerência”, criticou.

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