Ancoradouro

Jornalista classifica canção de Padre Zezinho sobre Jesus como “perturbadora”

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Dia 11 de dezembro a Folha de São Paulo publicou artigo de humorista acompanhado de uma imagem de Jesus vestido de saia, com um cigarro à mão no formato de um toco de maconha. O mês nem acabou, e  o Jornal que já foi o maior do país, em tiragem,  abre espaço para mais uma litania de ofensas ao mundo católico, desta vez ao Padre Zezinho, precursor da música católica no país.

Em menos de um mês, jornal publica segundo texto ofensivo ao mundo católico.

O texto parodia uma das canções de maior sucesso do sacerdote, “amar como Jesus amou”, composta em 1971. O jornalista Ricardo Araújo Pereira faz insinuações grosseiras ao autor da canção. A música fala de uma criança que se aproxima do sacerdote com um sorriso e a pergunta “que é preciso para ser feliz?”. “A criança é muito corajosa, aborda um padre e olha-o nos olhos a sorrir. É brincar com o fogo“, destila o jornalista. Ele prossegue que é inverossímil que uma criança busque a felicidade e questiona quem teria incumbido a pequena de tal ofício.

Padre Zezinho explicou a origem da canção em uma postagem. “Um humorista fez troça da canção que realmente aconteceu na universidade de Coimbra, onde eu dava uma palestra para o público em abril 1974 poucos dias antes da Revolução dos Cravos. A menina de 9 anos veio com uma tarefa de colégio, depois de uma aparição minha na RTP. E foi isso respondi a ela. Mais tarde eu a musiquei . Os católicos e evangélicos gostam dela. Os ateus ou contestadores, nem tanto!”.

Cantor Diego Fernandes conversou com o Ancoradouro sobre o assunto.

O cantor Diego Fernandes conversou com o Blog Ancoradouro sobre o assunto. “Aprendi com Padre Zezinho que é possível defender sem ofender. A ofensa vem quando se faltam os argumentos, é uma técnica  defendida por filósofos como Schopenhauer, que tem adquirido adeptos. Parece que o diálogo perdeu o lugar para a ofensa”, explica o artista que também é escritor e compositor.

Sobre Padre Zezinho, Diego comenta que o sacerdote “sempre expôs sua opinião, sem violência e buscando a virtude”. O sacerdote que pertence à Congregação do Sagrado Coração de Jesus é um defensor da paz, mas da ‘paz inquieta’, aquela paz que nos interpela, por isso consegue atrair tantos admiradores das mais variadas expressões eclesiais.

Ao final de seu texto, padre Zezinho escreve: “Não achei nada engraçado o texto da Folha, que não assino, mas que alguém me mostrou. ODIAR COMO JESUS ODIOU só pode ser resposta irada de alguém que não tolera a proposta de Jesus . É pequenez ao cubo ! É a liberdade deles que sai pelo ralo”.

Padre Zezinho não está entre os poucos formadores de opinião que não assinam o Jornal Folha de São Paulo. Entre dezembro de 2014 e outubro de 2019, o jornal  teve uma queda de 204.780 assinantes para minguados 86.196, colocando-o como o diário com o maior número de cancelamento de assinaturas entre os cinco maiores do país. Para estancar a sangria dos assinantes,  a Folha de São Paulo está com uma campanha cujo valor da assinatura é de R$ 1,90 (Um Real e Noventa Centavos), ao mês, por tempo promocional.

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