Artesanato da Mente

A vida é um facho esplêndido

George Bernard Shaw

Esses dias li um pequeno texto de autoria do grande dramaturgo e romancista George Bernard Shaw no qual ele falava sobre a vida e obra que deixamos para a humanidade. Eu fiquei encantado com a profundidade das suas palavras e resolvi compartilhá-las com os leitores juntamente com uma breve reflexão. Vamos às suas palavras…

***************

“Esta é a verdadeira alegria na vida, ser usado para um propósito que reconhecemos como grandioso.

Ser uma força da natureza em vez de um pequeno torrão febril e egoísta, feito de aflições e lamentações, que se queixa pelo mundo não se dedicar a fazê-lo feliz.

Sou da opinião de que minha vida pertence à comunidade como um todo e, enquanto viver, é meu dever, meu privilégio fazer por ela tudo o que eu puder.

Quero estar completamente consumido quando morrer, porque quanto mais sirvo, mais vivo. Eu me regozijo na vida por si mesma.

A vida não é vela breve para mim. É uma espécie de facho esplêndido que agarro por um momento e que quero fazer brilhar o máximo possível antes de o passar para gerações futuras.”

George Bernard Shaw

***************

Assim como ele, eu também vejo a vida como um facho esplêndido, porque quando espalhamos a nossa luz para as outras pessoas, ela é como a chama de uma vela que pode acender muitas e muitas outras velas.

Tudo aquilo que me propus a fazer até hoje, mesmo os caminhos que mudei completamente, fizeram total sentido pra mim enquanto duraram e de alguma maneira deixei um pouco de mim para os que conviveram comigo!

Vou citar um exemplo que até hoje nunca falei em nenhum texto. Eu conclui o curso de Bacharelado em Física quase traumatizado com a frieza de alguns professores e com o imenso isolamento de boa parte dos meus colegas. Como se diz popularmente, eu era o “diferentão” entre eles. Sempre tive em mim um lado professor e que gosta de explicar tudo com bastante didatismo e organização. E especificamente com relação aos meus escritos prezo imensamente por isso.

Meus cadernos eram impecáveis e a forma como eu explicava as resoluções das questões era muito bom. Se tivesse seguido na Física talvez até tivesse escrito um livro com resoluções didáticas de problemas complexos, kkkkkkk!

Meus colegas sabendo disso sempre pediam para xerocar  meus cadernos depois das aulas ou mesmo pediam as resoluções de problemas das diversas disciplinas.

Eu criei várias pastas com tudo bem organizadinho e distribui para o máximo de colegas que pude, principalmente quando já tinha a absoluta certeza de que sairia de lá pra nunca mais voltar.

Eu pensava assim: “Quero transformar os 4 anos que passei aqui em algo que sirva para muitos outros estudantes, para ajudar no aprendizado deles…”.

Posso até estar enganado, mas acredito que até hoje, 7 anos depois, ainda circule por lá algum material que foi escrito por mim.

Isso me deixa muito feliz, porque isso é essa chama da vela lançada para iluminar dezenas ou mesmo centenas de outras cabeças.

Estou falando nesse texto sobre LEGADO. É bom demais podermos deixar um legado para a posteridade. Os textos que escrevo são parte do meu legado. Enquanto houver a internet, esses textos estão flutuando pela rede para o acesso rápido e gratuito de milhões e milhões de pessoas! Já pensou que coisa incrível? Eu fico fascinado com essa possibilidade e tudo isso me estimula a continuar escrevendo e dando o melhor de mim na escrita.

E você? Tem feito da sua vida esse facho esplêndido? Ou tem deixado sua vela quase apagada? É muito importante refletir com carinho sobre tudo isso porque a vida passa muito depressa e ela é muito curta para ser pequena, como diria o Benjamin Disraeli.

Em minha opinião, as palavras mais lindas do Bernard Shaw são essas: “Porque quanto mais sirvo, mais vivo…”.

Grandes mestres da humanidade já nos ensinaram isso. O mestre dos mestres no disse: “O maior dentre vós é aquele que serve”Jesus Cristo.

Outro grande mestre nos disse: “Somente uma vida vivida para os outros vale a pena ser vivida” – Albert Einstein

E por último outro mestre contemporâneo genial, o Mario Sergio Cortella: “Eu quero ser importante. Por isso, para ser importante eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que só se apoia e si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar. Eu preciso me comunicar. Eu preciso me juntar. Eu preciso me repartir nessa hora… Minha vida, que, sem dúvida ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena…”.

Que esse breve texto com a visão de tantos gênios da humanidade e o compartilhamento de uma experiência minha lhe motivem a também se tornar um grande servidor, para dessa forma deixar a sua marca registrada em tudo o que fizer e consequentemente ter uma vida que de fato seja um facho esplêndido…

 

Recomendado para você

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *