Artesanato da Mente

Uma mensagem profunda deixada por Marilyn Monroe nos seus últimos momentos de vida

O autor John Powell, na sua belíssima obra “Arrancar máscaras! Abandonar papéis!” conta um pouco da triste história de suicídio da famosa atriz Marilyn Monroe, o que me trouxe algumas reflexões que venho compartilhar com vocês.

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 “Em um domingo de manhã, 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta. Mais tarde o legista declararia que fora “suicídio”. Quando a empregada de Marilyn descobriu seu corpo sem vida naquela manhã de domingo, notou que o telefone ao lado da cama estava fora do gancho. Obviamente Marilyn fizera uma última tentativa de se comunicar com alguém. Quando sua última tentativa fracassou, ela desistiu e morreu sozinha”.

John Powell

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Essa atriz lindíssima veio de uma família bastante disfuncional. O seu pai, que era padeiro ambulante, abandonou a família e ela nunca chegou a ter sua presença marcante em sua educação. E a sua mãe era frequentemente internada em hospitais para doentes mentais. Além disso, aos 8 anos de idade ela foi violentada por um pensionista num lar adotivo e foi coagida com uma moeda a não contar a ninguém.

Essas são apenas algumas das imensas dores que ela carregava na sua história pessoal. Dores estas que precisariam de muita terapia, muito amor e muita compreensão para que conseguisse ressignificá-las e ter uma vida relativamente harmoniosa.

Ela era vista como um símbolo sexual, comumente era chamada de “deusa do amor”, sendo que nunca viveu na própria pele esse amor que tanto diziam. Era apenas um amor fantasioso por trás de câmeras e muita maquiagem.

Na madrugada do dia 04 para 05 de agosto de 1962 ela se suicidou os 36 anos, quando já estava com uma fortíssima depressão e ninguém conseguia perceber isso com grande clareza. Ela era invejada por mulheres do mundo inteiro que queriam ter a sua beleza, sua fama e sua riqueza material, mas essas milhões de mulheres não faziam ideia do vazio interior que se passava com a Marilyn.

Inclusive, tempos depois foi publicado um livro que trazia as anotações de um diário que ela guardava. E num trecho bem impactante desse livro ela diz mais ou menos assim: “As pessoas me veem pelas telas do cinema e pensam que me conhecem. Na realidade, nem eu mesma me conheço…”.

Uma frase curta, mas com uma mensagem filosófica e metafísica extremamente profunda. A maior de todas as buscas humanas é o autoconhecimento, e se ela tivesse sido bem orientada, e acima de tudo, amada como deveria, muito provavelmente teria vivido muitos anos e talvez até tivesse migrado para outras áreas tempos depois. Potencial para isso ela tinha esbanjando. Era muito inteligente e capaz!

Estou escrevendo esse texto no meio de setembro, mês no qual se faz uma forte campanha de prevenção ao suicídio. Aqui estou trazendo de forma simples e objetiva quais são os maiores remédios para evitar que ele aconteça. São eles: ESCUTA e PRESENÇA.

Tudo o que as pessoas que têm ideação suicida mais querem é ser ouvidas em sua inteireza e que as pessoas demonstrem que se importam com seus sentimentos. Fico feliz por ter me tornado um terapeuta, porque a cada dia eu valorizo mais cada minuto que dedico aos pacientes que atendo, também sei que suas dores são imensas e tudo que eles querem é ser ouvidos com atenção plena e amorosidade!

Que essa história tão comovente da querida Marilyn Monroe faça você internalizar que ser um bom ouvinte é uma verdadeira dádiva. Agindo dessa forma, talvez mesmo sem ter tanta consciência, você esteja ajudando várias pessoas a ver um sentido maior e mais profundo em suas vidas.

Que o amor e a presença plena e consciente sejam as verdadeiras guias na nossa caminhada nesse planeta…

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