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Caramelo, raposinha e estopinha: publicação divide vira-latas em grupos e repercute nas redes sociais

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(Foto: Reprodução/Baranguter/Twitter)

 

Uma thread com quase 100 mil curtidas no Twitter chamou atenção ao classificar as subcategorias de cães e gatos vira-latas no último sábado, 2. O conteúdo repercutiu entre os seguidores que, além de tentarem descobrir qual seria o grupo do seu cachorro, se questionaram sobre a mistura de DNA’s dos Sem Raça Definida (SRD).

Com bom humor e sem argumentos científicos, a conta intitulada Barangurter dividiu os cães vira-latas em pelo menos 16 grupos. A escolha dos nomes também foi feita usando os mesmos critérios e divertiu os internautas.

O mais conhecido entre os grupos classificados foi o vira-lata caramelo. Além dele, também foram apresentados outros tipo de cães, como pretinho, raposinha, estopinha, rebaixado, pão de mel, rottvaldo, rajadinho, dálmata de Taubaté e pitbugui.

Nos comentários, os tutores iniciaram as comparações para identificar qual era a subcategoria do seu cãozinho e também apontaram outras que não estava na lista. Não demorou muito para começarem a perceber que alguns dos pets eram híbridos, ou seja, faziam parte de dois ou mais grupos classificados pela thread.

Em um dos comentários, uma seguidora definiu sua cadela como “raposinha com pretinha e caramelo”.  

(Foto: Reprodução/Twitter)

Quem se inspirou neste movimento e decidiu aplicar a mesma teoria aos gatos, foi Rafaela de Castro, 24 anos. A servidora pública se inspirou na publicação original e também classificou os felinos em sub-categorias, como batgato, laranjado da Tasmânia, tigrado, escaminha e sialata, que seria uma mistura de siamês com vira-lata.

Em entrevista ao O POVO, Rafaela afirmou que a ideia de adaptar a thread surgiu da afinidade pelos gatos, especialmente os vira-latas, unida à vontade de mostrar suas peculiaridade. Ela ainda revelou que o pretinhos ou “bat-gato” é a sua sub-categoria preferida.  “Eles são lindos e têm uma elegância singular. Acho muito injusto que sejam os mais rejeitados na hora da adoção”, pontuo.

(Reprodução/Twitter)

O doutor em Genética do Depertamento de Zootecnia na Universidade Federal do Ceará (UFC), Luciano Pinheiro, esclareceu que criar categorias é comum na relação do ser humano perante aos animais, porém nem sempre cães com aparência similar são relacionados geneticamente.

“Existem características que podem vir de diversas raças. A aparência comum, como a do vira-lata caramelo, por exemplo, está relacionada não só com as raças comuns no Brasil, mas também com os cruzamentos e a adaptação dos animais aí meio urbano”, destacou.

Pinheiro ainda explicou que tecnicamente não existe homogeneidade dentro desses grupos, mas uma junção entre eles, devido a algumas características, como pelagem, tamanho e forma.

Procurada pelo O POVO, a criadora da thread original não quis discutir sobre a publicação.

 

 

 

 

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