Procura fazer aquilo que não sabes e dize: eu quero viver espiritualmente, quero tornar-me um só com Deus, quero que a minha conversa esteja no céu, quero ter Deus sempre no coração… Todo verdadeiro, todo simples, todo sincero, preparei o meu coração para Deus, o qual, por sua graça, nele habite (habite estavelmente), e dele faça o seu templo.
Santo Antônio Maria Zacarias
[Santo Antônio Maria Zacarias. Escritos. Citado em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 530.]
Indo adiante, viu Jesus um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me”. Este, levantando-se, o seguiu.
Mt 9,9
Ó Verbo! Ó Jesus! Quão belo sois! Quão grande! Quem chegará a conhecer-vos? Quem poderá compreender-vos? Ah! Fazei-me, ó Jesus, conhecer-vos a amar-vos.
Vós que sois a luz, enviai um vosso raio sobre minha pobre alma, a fim de que possa ver e compreender! Deixai-me pôr em vós o olhar, ó Beleza infinita! Velai um pouco os esplendores de vossa glória, a fim de que possa eu contemplar e ver vossas perfeições divinas.
Abri-me os ouvidos! Quem me dera ouvir vossa voz e meditar vossos divinos ensinamentos! Abri-me também o espírito e a inteligência, a fim de que vossa palavra chegue até meu coração, experimente-a e a compreenda.
Suscitai em mim grande fé em vós, a fim de que cada palavra vossa seja luz que me esclareça, a vós me atraia, e me leve a seguir-vos em todos os caminhos da justiça e da verdade.
Ó Jesus, ó Verbo, sois meu Senhor, meu único Mestre, falai! Quero ouvir-vos e pôr em prática vossa palavra. Vossa palavra quero ouvir, porque sei que vem do céu. Quero ouvi-la, meditá-la, praticá-la, porque em vossa palavra há vida, alegria, paz e felicidade.
Falai! Sois meu Senhor e Mestre, só a vós quero escutar.
A. Chevrier
[A. Chevrier. O verdadeiro discípulo, p. XVIII. Citado em: Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 460.]
Indo adiante, viu Jesus um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me”. Este, levantando-se, o seguiu.
Mateus, 9,9
Pai, Filho e Espírito Santo, Trindade ardente e criadora, que conduzis com força e suavidade todos os seres do universo para seu eterno destino, associai-me à fecundidade dos vossos atos. Dai-me uma alma de Cristo, uma alma de Redentor.
Desenvolva-se toda a minha vida no plano da redenção, com a plena consciência de que através das mínimas particularidades da minha existência realizam-se vossos desígnios eternos. À luz de vossas inspirações e com o apoio de vossa graça, escolha eu ser redentor e colaborador com ele na ação maravilhosamente fecunda de vossa Trindade no mundo…
Dai-me invencível fortaleza de espírito. Seja meu amor por vós mais forte do que a morte. Jamais se dobre minha vontade perante o dever, e nada possa diminuir meu ardor no vosso serviço. Inspirai-me a audácia das grandes obras e dai-me força para realizá-las, até o martírio, se necessário, para a maior glória de vosso nome.
M. M. Philipn
[Citado em: Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 493.]
Ó Cristo, não sois uma verdade entre outras. Sois a Verdade, e tudo o que é verdadeiro neste mundo sois vós. Não sois um amor entre outros. Sois o Amor em quem se purificam, santificam-se, unificam-se – não diminuídos, antes completados – todos os amores autênticos. Não sois um meio entre outros, um meio a se usar ao lado de outros meios e de cuja eficácia fosse lícito duvidar… mas sois a única estrada, e ao mesmo tempo o verdadeiro termo, sois a Vida…
Ah! Senhor! Que poderia fazer sem vós, pois que tomastes tudo em mim, sois o que existe de mais íntimo em mim, sois minha grandeza, minha vida, meu tudo?
Ó Cristo, reconheço-vos como meu único Senhor, para sempre. Ai de mim se tivesse de oferecer meu coração e meu espírito a outro mestre! Porque não existem outros mestres para o homem, nem outros amores fora de vós, o Amor.
Eis todos os meus recursos, todos os meus talentos, de que posso lançar mão… Nada vos quero esconder, nada subtrair, nada vos roubar… Tudo vos entrego… Este compromisso entre mim e vós é compromisso de pessoa a pessoa, de amor a amor, cuja cláusula única consiste em jamais falar de limites ao dom… Entre nós, tudo é para a vida e para a morte.
P. Lyonnet
[P. Lyonnt, Escritos espirituais. Citado em: Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 340.]
A Mãe de Deus não necessita mais de sinais para crer, mas ela se torna sinal aos convidados a seguirem Jesus.
Pe. Luís Erlin
[Pe. Luís Erlin. Imitação de Maria: O segredo de sermos agraciados por Deus. – São Paulo: Editora Ave-Maria, 2008, p. 119.]
Se a mim vos chegais, ó Senhor, como posso duvidar que serei capaz de prestar-vos muitos serviços? Se assim é, de hoje em diante, Senhor, quero esquecer-me de mim, e olhar só em que vos poderei servir, e não ter outra vontade senão a vossa. Mas não tem eficácia o meu querer: vós sois o poderoso, Deus meu! O que está em minhas mãos, que é determinar-me a agir, desde este momento o faço, disposta a por mãos à obra.
Santa Teresa d´Ávila
[Santa Teresa d´Ávila. Conceitos do amor de Deus, 4,11. Citado em: Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 508.]
Os que se dedicam à crítica das ações humanas jamais se sentem tão embaraçados como quando procuram agrupar e harmonizar sob uma mesma luz todos os atos dos homens, pois estes se contradizem comumente e a tal ponto que não parecem provir de um mesmo indivíduo.
Michel de Montaigne
[Montaigne. Ensaios. – Tradução, prefácio e notas linguísticas e interpretativas de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Ediouro, s/d. – Livro Segundo, Capítulo I, Da incoerência de nossas ações, p. 285.]
Acho que esse livro depende de um milagre. Passo o dia ao lado do telefone, que não toca. Meu Deus! Por que não liga um jornalista dizendo que gostou do meu livro? Minha obra é maior que minhas manias, minhas palavras, meus sentimentos. Por ela me humilho, peco, espero, desespero.
Paulo Coelho
[Morais, Fernando. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008, p. 481.]
