Eu disse aos ouvintes que estava em busca de histórias. Essas histórias tinham de ser verdadeiras e precisavam ser curtas, mas não haveria restrição quanto ao tema ou estilo. O que me interessava mais, expliquei, eram histórias que desafiassem nossas expectativas em relação ao mundo, casos que revelassem as forças misteriosas e incognoscíveis que atuam em nossas vidas, em nossas histórias de família, em nossas mentes e corpos, em nossas almas. Em outras palavras, histórias verdadeiras que parecessem de ficção.
Paul Auster
[Auster, Paul (organização e introdução de). Achei que meu pai fosse Deus e outras histórias da vida americana. Tradução Pedro Maia Soares. 2ª. reimpressão. – São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 14.]
Um Certo Galileu – Versão Ampliada
Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava
E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor
Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita
E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor
Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança
E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor
Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados
E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor…
VITORIOSO! RESSUSCITOU!
Após três dias à vida Ele voltou
Ressuscitado, não morre mais
Está junto do Pai pois Ele é o Filho Eterno
Mas Ele vive em cada lar
E onde se encontrar um coração fraterno
Proclamamos que Jesus de Nazaré
Glorioso e triunfante, Deus conosco está!
Ele é o Cristo e a razão da nossa fé
E um dia voltará!
Pe. Zezinho
Passaram-se vagarosos anos, Maria, mãe querida, e cada traço no rosto ou grisalho no cabelo representava um gesto de gratidão pelos dons da existência que se contavam como conquistas e sonhos de vitória, com a doçura alegre do dever cumprido e da missão realizada. Com o rosário nas mãos, nesses serenos anos, entendo cada vez com maior nobreza que minha vida foi um projeto divino no mundo, e que caminhar sob o teu olhar místico e maternal significa a maior felicidade do mundo.
Pe. Antônio Sagrado Bogaz
[Bogaz, Pe. Antônio Sagrado. Nos passos de Maria: para meditar o rosário a cada dia. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 10. – (Coleção um mês com…)]
Já que essas revelações eram extraordinárias, para eu não me encher de soberba, foi-me dado um aguilhão na carne – um anjo de Satanás para me espancar – a fim de que não me encha de soberba. A esse respeito três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Respondeu-me, porém: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”. Por conseguinte, com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo. Por isto, me comprazo nas fraquezas, nos opróbrios, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.
2 Cor 12,7-10
[Bíblia de Jerusalém. Gorgulho, Gilberto da Silva; Storniolo, Ivo; Anderson, Ana Flora (Coord.). Tradução do texto em língua portuguesa diretamente dos originais. 4ª reimpressão. São Paulo: Paulus, 2006, p. 2029.]
Ó servo de Deus, recebe o que te manda a divina clemência.
[Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira… [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 734.]
Cá da janela do apartamento onde moro fico olhando os humanos que passam lá embaixo numa pressa infernal. Para onde caminham todos eles? O que querem da vida? Será que eles sabem aonde vão? Não sei não, acho estes humanos uns atrapalhados. Às vezes me parecem um monte de bobalhões que não sabem por que nem para que vivem, embora vivam se perguntando sobre seus motivos. Parece que eles gostam de complicar as coisas.
Eu, de minha parte, não complico nada. Eu não me pergunto por que vivo, pra que isso? Fico olhando pro Domvasco, aqui do lado, ocupado com os seus livros. Meu Deus, como este homem precisa de livros! Passa o tempo lendo. Parece que quando ele está em casa não sabe fazer outra coisa. Até pelo chão há livros espalhados. Coitado! Acho que ele não sabe muito o que fazer com tanta leitura, se é que ler tanto serve pra alguma coisa. Talvez ler demais só faça é confundir as ideias.
Uma característica atribuída ao povo brasileiro é a tolerância religiosa. O caldeirão de culturas que formou o País teria propiciado a convivência harmônica entre os diferentes credos, ao contrário de outras nações onde violentas disputas derramam sangue inocente. Na prática, porém, a realidade é outra. Seguidores das religiões afro-brasileiras sempre conviveram com a desconfiança alheia. Nos últimos tempos, há indícios de que a situação se agravou. Somente no Rio de Janeiro, são contabilizados, por ano, quase 100 casos de agressões morais ou físicas envolvendo intolerância religiosa em relação aos praticantes de umbanda e candomblé.
Juliana Dal Piva e Michel Alecrim
[Juliana Dal Piva e Michel Alecrim. O avanço da rivalidade religiosa, p. 75. Em: Revista Isto É, 9 NOV/2011, Ano 35, Nº 2191. São Paulo: Editora Três.]
Cristo, sem ambição e apego às coisas materiais.
Cristo, sem dogmas e ritos.
Cristo, sem seguidores e mestres.
Cristo, voltado para o interior do homem.
Cristo, da Igualdade, fraternidade, sem crença nas religiões organizadas.
Cristo, sem fronteiras, sem partidos, sem ideologias.
Cristo, sem preconceitos raciais.
Cristo, partindo do amor, surgindo no coração.
Cristo, sem meias verdades.
Cristo, da liberdade e da paz universal.
Cristo, que não condiciona os seus seguidores.
Cristo, que nasce no interior do homem.
Cristo, do coração para outro coração.
Francis Valois Tsé
[Tsé, Francis Valois. Cristo verdadeiro. Em: Revela-te: um pouco de tudo: poesia, humor, reflexões, máximas, contos. – Recife: Liceu, 2011, p. 12.]
É assim que se fala da “santidade original” de Maria, atribuída à obra do Espírito Santo, que a plasmou e dela fez nova criatura; do próprio Espírito Santo, que na anunciação consagrou e tornou fecunda a virgindade de Maria, transformando-a em palácio do Rei e tálamo do Verbo, templo ou tabernáculo do Senhor, arca da aliança ou da santificação (títulos patrísticos, mas ricos de ressonâncias bíblicas); da relação sublime existente entre o Espírito Santo e Maria, comparável ao aspecto esponsal, por causa da qual a Virgem foi chamada santuário do Espírito Santo, expressão que enfatiza o caráter sagrado da Virgem, que se tornou morada estável do Espírito de Deus; da plenitude de graça e da abundância de dons com que o Espírito enriqueceu a Virgem, de modo tal que ao Espírito Santo foram atribuídas a fé, a esperança e a caridade que animavam o coração da Virgem, a força que sustentava a sua adesão à vontade de Deus, o vigor que a mantinha de pé na sua compaixão junto a cruz; da particular influência do Espírito no Magnificat, em que Maria se faz porta-voz profética da palavra de Deus; da descida do Espírito no pentecostes, com Maria presente junto á igreja nascente, fundamento do recurso à intercessão da Virgem para obter do Espírito a capacidade de gerar Cristo na própria alma.
A. Amato
[Amato, A. Verbete: Espírito Santo, p. 458. Em: Dicionário de Mariologia. Dirigido por Stefano De Fiores e Salvatore Meo. Tradutores: Álvaro A. Cunha, Honório Dalbosco, Isabel F. L. Ferreira. – São Paulo: Paulus, 1995. – (Dicionários)]
A literatura não é só uma decisão, mas uma necessidade. Não tive escolha. Se eu não escrevesse minha vida ficaria inviável. Resolvo todos meus conflitos pela escrita.
Eliane Brum
[Escrita criativa – Os segredos de escritores e professores de Redação Criativa para a realização de um bom texto. Por Alceu Luís Castilho. Revista Língua portuguesa. São Paulo: Editora Segmento, Ano 6, Nº 70, agosto de 2011, p. 42-47
