Press ESC to close

2 320
Vasco Arruda

A palavra humana/Comunica e age/Na vida do irmão A palavra Divina/Revela a verdade/Nossa salvação As duas palavras: Espiritualidade/De Teresa e de João A palavra de Teresa/Nos ensina a orar – /Caminho de perfeição A palavra de João/Nos ensina a amar/Mesmo na escuridão A palavra, pois, está/No Carmelo Secular/Como ação e oração
Luciano Dídimo
[Dídimo, Luciano. A palavra na espiritualidade do Carmelo Secular. Em: Dídimo, Luciano. O meu Carmelo é marrom. Fortaleza: Edição do autor, 2011.]

0 254
Vasco Arruda

O pensamento doutrinário de Jesus está todo ele fincado em dois pilares, em duas colunas, quais sejam: a responsabilidade e o merecimento. Quanto à responsabilidade, quis Jesus demonstrar que o indivíduo responde por suas ações, pelos seus atos, pelo seu crescimento espiritual até chegar à perfeição. Quanto ao merecimento, quis Jesus demonstrar que o indivíduo, pelo esforço individual, e pelo seu merecimento, alcançará o Reino do Céu, a perfeição estipulada por Deus, objetivo maior destinado a todos os seus filhos. Para que o indivíduo alcance a perfeição serão necessárias várias existências e foi por isso que Jesus falou de maneira velada. O sermão da montanha – as Bem-aventuranças – sintetiza toda a sua doutrina. Se nada mais Ele tivesse falado e exemplificado, o conteúdo moral nele encerrado dispensaria todo o resto. Nesse sentido, os próprios Evangelhos são seus complementos.
José Gilbervan de Oliveira
[Oliveira, José Gilbervan de. O espiritismo e Jesus: a fé raciocinada em contraposição à fé cega. Fortaleza: Gráfica LCR, 2011, p. 130.]

0 494
Vasco Arruda

A mariologia supera em muito o simples dado bíblico revelado. Maria de Nazaré não é um simples personagem como Simão Pedro, ou Paulo, ou Maria Madalena. Esses são personagens circunscritos em sua historicidade e, quando vão além dela, fazem-no a partir de uma espécie de exemplaridade de tipo hierárquico-institucional ou espiritual. O caso de Maria vai além. Ela emerge como um personagem arquetípico. Mais ainda: não poucos entendem que ela não é só um personagem do passado, mas que é “contemporânea” de todas as gerações que a sucedem, por aplicar-lhe a mesma imagem que Karl Barth refere a Jesus Cristo.
É preciso perguntar-se a que responde esse sentimento tão profundo que se detecta nos povos, na gente, para com Maria, e não só em épocas passadas, mas também atualmente. Que motivos existem para que milhares e milhares de pessoas acorram a seus santuários, reúnam-se neles para orar, escutar a Palavra, encontrar-se com Jesus eucarístico, experimentar o consolo e ternura de Deus através dela?
José Cristo Rey Garcia Paredes

0 691
Vasco Arruda

A Bíblia é indispensável no discipulado pessoal de cada membro da igreja e no ministério de pregação do pastor. A fim de exercerem seu papel, contudo, as Escrituras precisam ser compreendidas, daí a importância do Comentário bíblico africano. Nos últimos tempos, a igreja na África tem testemunhado o avanço de estudos bíblicos sérios no âmbito acadêmico. Trata-se de um ressurgimento auspicioso no continente que no passado nos deu intérpretes como Agostinho e Atanásio. O Comentário bíblico africano é um marco editorial e desejo parabenizar os colaboradores e editores pela elaboração de um comentário fundamentado nas Escrituras, que as interpreta do ponto de vista africano e aborda questões controversas de modo equilibrado. Tenho a intenção de usá-lo para obter maior entendimento da Palavra de Deus sob a ótica africana. Aliás, espero que conquiste leitores do mundo inteiro para que possamos compreender melhor as dimensões plenas do amor de Cristo (Ef 3:18).
Dr. John Stott
[Prefácio, p. vii. Em: Adeyemo, Tokunboh (editor geral). Comentário bíblico africano. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.]

0 178
Vasco Arruda

Receio que nada se pode fazer com essas pessoas. A Igreja está aí e é válida para os que estão nela. Os que estão fora das paredes da Igreja não podem ser trazidos de volta por meios comuns. Mas gostaria que o clero entendesse a linguagem da alma e que o clérigo fosse um diretor de consciência. Por que seria eu um diretor de consciência? Eu sou médico e não tenho preparo para isso. Trata-se de uma vocação natural do clérigo; ele deveria fazê-lo. Por isso gostaria que surgisse uma nova geração de pessoas do clero que fizessem o mesmo que se faz na Igreja Católica: tentar traduzir a linguagem do inconsciente, inclusive a linguagem dos sonhos, para uma linguagem inteligível. Sei, por exemplo, que existe agora na Alemanha o Círculo de Berneuchen, um movimento litúrgico cujo representante principal é um homem com grande conhecimento dos símbolos. Ele me deu uma série de casos que pude comprovar, em que traduziu, com grande êxito, para a linguagem dogmática a linguagem dos sonhos, e estas pessoas voltaram calmamente para o ordenamento da Igreja. Alguns de nossos neuróticos não têm nenhuma desculpa e nenhum direito de ser neuróticos. Eles pertencem a uma Igreja, e se a gente conseguir que eles voltem à Igreja, nós os teremos ajudado. Muitos de nossos pacientes se tornaram católicos, outros voltaram à sua Igreja original. Mas isto deve ser algo que tenha substância e forma. Não é verdade que toda pessoa que analisamos dê forçosamente um pulo no futuro. Talvez ela seja determinada por uma Igreja e, se pude voltar à Igreja, talvez isto seja o melhor que lhe possa acontecer.
C. G. Jung
[Jung, C. G. III. A vida simbólica, p. 284. Em: Jung, C. G. A vida simbólica: escritos diversos. Tradução de Araceli Elman, Edgar Orth; revisão literária de Lúcia Mathilde Endlich Orth; revisão técnica de Jette Bonaventura. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. – (Obras completas de C. G. Jung; v. 18/1)]

0 158
Vasco Arruda

Contemplando-o (ao Salvador), sempre de novo, pela meditação assídua, tua alma há de por fim encher-se dele e tu conformarás a tua vida interior e exterior com a sua. Ele é a luz do mundo; é nele, por ele e para ele que devemos ser iluminados. Ele é a árvore misteriosa do desejo de que fala a Esposa dos Cantares… Ele é a cisterna de Jacó, essa nascente de água viva e pura; a ela cumpre chegarmo-nos muitas vezes, para lavar nossa alma de suas manchas. Os meninos, como é sabido, ouvem continuamente as suas mães falarem e, esforçando-se por balbuciar com elas, aprendem a falar a mesma língua; deste modo nós, unindo-nos com nosso Senhor, pela meditação, e notando as suas palavras e ações, os seus sentimentos e inclinações, aprenderemos, por fim, com a sua graça, a falar como ele, a agir como ele, a julgar como ele e amar como ele. A ele é preciso prendermo-nos, Filoteia, e crê-me que não podemos ir a Deus, Pai, senão por esta porta que é Jesus Cristo, como ele mesmo nos disse. Realmente é necessário agarrar-se a isso, Filoteia, porque não é possível caminhar em direção a Deus Pai de outro modo.
São Francisco de Sales
[São Francisco de Sales. Introdução à vida devota, II,1. Petrópolis: Vozes, 1958, p. 82. Citado em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003,p. 55.]

0 269
Vasco Arruda

Em Maria refulge a condição do perfeito discípulo de Cristo. As categorias que ilustram a relação Maria-Igreja podem ser sintetizadas na comunhão e na exemplaridade: com e como Maria a Igreja crê, espera, ama, celebra, vive o mistério de Cristo, rumo à plena participação ao Reino dos céus.
Corrado Maggioni
[Maggioni, Corrado. Verbete: Maria, p. 1031. Em: Sodi, Manlio e Triacca, Achille M. (orgs.) com a colaboração de 195 peritos. Dicionário de Homilética. Apresentação de S. Emª. o Cardeal Silvano Piovanelli, Arcebispo de Florença; prefácio de Sergio Zavoli, Jornalista e escritor; tradução Orlando Soares Moreira e Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Paulus: Loyola, 2010.]